Sobre a tua saúde a partir de Picasso

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Apresentação e discussão por especialistas da metástase óssea e seu tratamento

Está em Inglês, mas talvez possam recrutar alguém para traduzir (se não conhecem o idioma). Tabelas e gráficos são mais fáceis de entender.

 

boa sorte

 

Gláucio Soares    

 

 

http://www.clinicaloptions.com/Urology/Management%20Series/Bone%20Health%202011.aspx?source=UroTodayemail4   

Apresentação e discussão por especialistas da metástase óssea e seu tratamento

Está em Inglês, mas talvez possam recrutar alguém para traduzir (se não conhecem o idioma). Tabelas e gráficos são mais fáceis de entender.

 

boa sorte

 

Gláucio Soares    

 

 

http://www.clinicaloptions.com/Urology/Management%20Series/Bone%20Health%202011.aspx?source=UroTodayemail4   

PSA baixo e escore Gleason alto!

Uma reportagem publicada num jornal local chamado The Chieftain com John Walker ilustra alguns dos problemas que nós, pacientes, enfrentamos.

Primeiro, a necessidade de trabalhar com testes mais exatos, com menos falsos positivos e falsos negativos. O PSA ainda é o melhor, acreditamos muitos, considerando tudo: margem de erro, custo, ausência de efeitos colaterais, possibilidade de acompanhamento etc. Mas permite erros, razão pela qual necessitamos de mais e de melhores testes de fácil aplicação.

Walker tinha muitos sintomas e um PSA invejável, de 0,8, baixíssimo. Com um PSA tão baixo, o risco de portar um câncer é mínimo, mas não é zero. Como os sintomas continuaram, foi feita uma biópsia que revelou um câncer agressivo, com um escore Gleason de 8. Walker era um dos raríssimos falsos negativos nesse nível tão baixo do PSA. Porém, risco mínimo não é certeza.

O segundo problema também é enfrentado por pacientes, mas, nesse caso, pela maioria. Os médicos são cegos que só enxergam através da sua especialização. Eu vivi isso: um cirurgião recomendou cirurgia; um radiólogo recomendou radiação e assim por diante. Há dados mostrando que os médicos, em gigantesca maioria (próxima a 90%) recomendam o tratamento da sua especialidade. O que isso significa? Que você, meu colega de sofrimento como paciente de câncer da próstata, não conta. Nós não existimos nesse mundo da cegueira médica. Quando o diagnóstico e o tratamento são pré-determinados, independentemente dos pacientes e de suas características, a medicina foi para a sarjeta. Walker, felizmente, teve o bom-senso de consultar diferentes especialistas e facilmente concluiu que estava terrivelmente só, em plena solidão no meio daquela multidão de cegos vestidos de branco. E procurou se informar, equilibrando os sectarismos com que se deparou. Fico pensando em quantos pobres-coitados só consultam um médico e são empurrados por um caminho que é o mesmo, independentemente das características do pacientes.

Walker se informou e tomou sua decisão. Optou por um tratamento com prótons. Oremos por ele e oremos por todos nós.

GLÁUCIO SOARES              IESP/UERJ

PSA baixo e escore Gleason alto!

Uma reportagem publicada num jornal local chamado The Chieftain com John Walker ilustra alguns dos problemas que nós, pacientes, enfrentamos.

Primeiro, a necessidade de trabalhar com testes mais exatos, com menos falsos positivos e falsos negativos. O PSA ainda é o melhor, acreditamos muitos, considerando tudo: margem de erro, custo, ausência de efeitos colaterais, possibilidade de acompanhamento etc. Mas permite erros, razão pela qual necessitamos de mais e de melhores testes de fácil aplicação.

Walker tinha muitos sintomas e um PSA invejável, de 0,8, baixíssimo. Com um PSA tão baixo, o risco de portar um câncer é mínimo, mas não é zero. Como os sintomas continuaram, foi feita uma biópsia que revelou um câncer agressivo, com um escore Gleason de 8. Walker era um dos raríssimos falsos negativos nesse nível tão baixo do PSA. Porém, risco mínimo não é certeza.

O segundo problema também é enfrentado por pacientes, mas, nesse caso, pela maioria. Os médicos são cegos que só enxergam através da sua especialização. Eu vivi isso: um cirurgião recomendou cirurgia; um radiólogo recomendou radiação e assim por diante. Há dados mostrando que os médicos, em gigantesca maioria (próxima a 90%) recomendam o tratamento da sua especialidade. O que isso significa? Que você, meu colega de sofrimento como paciente de câncer da próstata, não conta. Nós não existimos nesse mundo da cegueira médica. Quando o diagnóstico e o tratamento são pré-determinados, independentemente dos pacientes e de suas características, a medicina foi para a sarjeta. Walker, felizmente, teve o bom-senso de consultar diferentes especialistas e facilmente concluiu que estava terrivelmente só, em plena solidão no meio daquela multidão de cegos vestidos de branco. E procurou se informar, equilibrando os sectarismos com que se deparou. Fico pensando em quantos pobres-coitados só consultam um médico e são empurrados por um caminho que é o mesmo, independentemente das características do pacientes.

Walker se informou e tomou sua decisão. Optou por um tratamento com prótons. Oremos por ele e oremos por todos nós.

GLÁUCIO SOARES              IESP/UERJ

PSA baixo e escore Gleason alto!

Uma reportagem publicada num jornal local chamado The Chieftain com John Walker ilustra alguns dos problemas que nós, pacientes, enfrentamos.

Primeiro, a necessidade de trabalhar com testes mais exatos, com menos falsos positivos e falsos negativos. O PSA ainda é o melhor, acreditamos muitos, considerando tudo: margem de erro, custo, ausência de efeitos colaterais, possibilidade de acompanhamento etc. Mas permite erros, razão pela qual necessitamos de mais e de melhores testes de fácil aplicação.

Walker tinha muitos sintomas e um PSA invejável, de 0,8, baixíssimo. Com um PSA tão baixo, o risco de portar um câncer é mínimo, mas não é zero. Como os sintomas continuaram, foi feita uma biópsia que revelou um câncer agressivo, com um escore Gleason de 8. Walker era um dos raríssimos falsos negativos nesse nível tão baixo do PSA. Porém, risco mínimo não é certeza.

O segundo problema também é enfrentado por pacientes, mas, nesse caso, pela maioria. Os médicos são cegos que só enxergam através da sua especialização. Eu vivi isso: um cirurgião recomendou cirurgia; um radiólogo recomendou radiação e assim por diante. Há dados mostrando que os médicos, em gigantesca maioria (próxima a 90%) recomendam o tratamento da sua especialidade. O que isso significa? Que você, meu colega de sofrimento como paciente de câncer da próstata, não conta. Nós não existimos nesse mundo da cegueira médica. Quando o diagnóstico e o tratamento são pré-determinados, independentemente dos pacientes e de suas características, a medicina foi para a sarjeta. Walker, felizmente, teve o bom-senso de consultar diferentes especialistas e facilmente concluiu que estava terrivelmente só, em plena solidão no meio daquela multidão de cegos vestidos de branco. E procurou se informar, equilibrando os sectarismos com que se deparou. Fico pensando em quantos pobres-coitados só consultam um médico e são empurrados por um caminho que é o mesmo, independentemente das características do pacientes.

Walker se informou e tomou sua decisão. Optou por um tratamento com prótons. Oremos por ele e oremos por todos nós.

GLÁUCIO SOARES              IESP/UERJ

Mais quatro meses sem metástases

Quatro meses! Esse período, quatro meses, está se transformando no período mágico de tantos medicamentos para o câncer da próstata e suas conseqüências e efeitos colaterais. Um novo teste com o denosumab, já descrito neste blog, como promissor no combate ah osteoporose, acaba de produzir bons resultados para a prevenção de metástases ósseas e de fraturas resultantes da invasão de tumores sólidos. Parece que protela a metástase, na mediana, por quatro meses.

Como? Inibe as células que causam a reabsorção óssea. A metástase óssea causa muita dor e por si só piora o prognóstico do paciente.     

Esses são os resultados de uma pesquisa com mais de mil e quatrocentos participantes localizados em trinta países, divididos em dois grupos: um recebia denosumab, outro recebia um placebo (que parece um medicamento, mas não causa benefício  nem malefício) mensalmente, durante dois anos e eram submetidos a scans ósseos e outros exames do esqueleto para detectar as metástases ósseas.

Esses pacientes – todos – sofriam de câncer da próstata avançado e não tinham uma resposta ah terapia (anti)hormonal, mas não tinham metástase. Denosumab aumentou o período sem metástase em quatro meses – metade mais, metade menos de quatro meses. Não aumentou a sobrevivência. Não obstante, quatro meses sem metástase óssea quase sempre significa quatro meses sem pesadas dores.

Como assim? A pesquisa zerava em cima da metástase e não da sobrevivência e quando apareciam os sinais da metástase o tratamento era interrompido. Não sabemos se não fosse interrompido teria aumentado ou não a sobrevivência.

Não esqueçam que o número dos pacientes é muito maior do que os que chegam a ter metástases, nem de que os que morrem são, em grande maioria, os que tiveram essas metástases e em conseqüência delas.

Mesmo que não  aumente a sobrevivência, o denosumab tem a importante função de protelar a metástase – e a dor que ela acarreta. O bem-estar e a qualidade da vida são importantes também, e não apenas quanto tempo ganhamos da morte.

 

GLAUCIO SOARES   IESP/UERJ