ATLETAS DE FIM DE SEMANA

Lembro-me de ter ouvido e lido, mais de uma vez, um comentário sobre os que só exercitam durante o fim de semana. Dizia que era perigoso.

Li, há dias, uma nota de Robert H. Shmerling sobre os atletas de fim de semana.[i] Shmerling guia a nossa imagem do atleta de fim de semana: alguém que se exercita intensamente durante o fim de semana, mas que durante o fim de semana tem uma vida sedentária. Imaginamos alguém gordo ou gorda, não jovem nem velho. Além disso, quando se exercita, exagera.

A imagem pode ir mais longe e se afinar com a realidade: atletas de fim de semana, com dor nas costas, dores musculares, distensão muscular etc. lotam os consultórios médicos.

A despeito desses problemas, nem tudo é negativo nesse grupo de pessoas. Atletas de fim de semana que seguem as diretrizes de exercitar intensamente durante, pelo menos, 75 minutos ou, com menos intensidade, por mais tempo – o dobro, 150 minutos – tem um risco menor, relativamente aos que não se exercitam de morrer, seja devido a problemas cardiovasculares, câncer e outras causas.

Vivem mais!

Esse é o resultado de uma pesquisa com nada menos do que 63 mil pessoas na Inglaterra e na Escócia, que deram informações sobre suas atividades físicas de 1994 a 2012.

O pior resultado é que dois em três eram inativos. Seu risco de morrer era muito mais alto. Um em nove se exercitava regularmente. Eram os que viveram mais e melhor. Quatro por cento eram atletas de fim de semana e apenas um em nove se exercitava regularmente. Havia, também, muitos numa categoria residual, que não se exercitavam regularmente, não eram atletas de fim de semana, mas não eram inativos.

Durante a duração da pesquisa coletaram dados sobre saúde, doenças, mortes e suas causas.

Os atletas de fim de semana, como esperado, viviam menos e pior do que os que se exercitavam regularmente, mas viviam mais e melhor do que os sedentários. Seu risco de morrer era 30% menor do que a dos sedentários; o risco de morrer devido a problemas cardiovasculares era 40% mais baixo que o dos inativos e o risco de morrer de câncer era 18% menor.

Onde ficaram os atletas de fim de semana? Perto dos que se exercitavam regularmente ou perto dos sedentários?

Perto dos que se exercitavam regularmente!

Tenho algumas considerações sobre esses resultados:

Primeiro, as pessoas mudam de categoria. Há trânsito entre elas. Arrisco que várias começam como atletas de fim de semana, começam a ler a respeito dos benefícios dos exercícios e passam a fazer exercícios com mais frequência e regularidade. Mudam suas prioridades na vida e “abrem” tempo para exercícios no meio da semana.

Segundo, a literatura é prudente, sobretudo a respeito do início dos exercícios. Aconselha a começar “devagar” e aumentar a intensidade gradualmente, seja só nos fins de semana, seja com maior frequência.

Terceiro, a pesquisa mostra uma correlação, medida de associação, mas não demonstra causalidade nem, na hipótese de causalidade, mostra os caminhos através dos quais o exercício aumenta a expectativa de vida. Não devemos subestimar duas possíveis mudanças causadas pelos exercícios. A primeira nos ensina que o exercício é mais produtivo quando é social, feito em grupo. Os que se exercitam em grupo p- é minha hipótese – faltam menos, são mais assíduos. A segunda nos ensina que os exercícios podem deslanchar um processo cognitivo: alguns começam a ler, a buscar informações, e buscam melhorar outros aspectos da vida, associados com um aumento na esperança de vida, como melhoria na dieta, redução do número de fumantes, combate inteligente à insônia e ao estresse e muito mais.

Todas essas mudanças são benéficas para a saúde e se associam com aumento na esperança de vida.

GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ


[i] “The underappreciated health benefits of being a weekend warrior”, Faculty Editor, Harvard Health Publications.

EMBOLIAS PULMONARES

 

Recentemente, li um artigo de divulgação sobre a DVT, trombose das veias profundas, e sua relação com as embolias pulmonares. Foi escrito por Beth W. Orenstein, com revisão medica por Farrokh Sohrabi. Trouxe lembranças de momentos difíceis.

Eu tive embolias pulmonares, que não foram diagnosticadas imediatamente. Há, somente nos Estados Unidos, 600 mil embolias pulmonares por ano; desses, cem mil morrem. Se tudo o mais fosse igual entre o Brasil e os Estados Unidos, e somente a população fosse diferente, estimaríamos a incidência de embolias no Brasil em cerca de 400 mil ao ano e as mortes em 67 mil. Há inúmeras correções a fazer nesse número, mas fica claro que é um sério problema de saúde pública.

Há muitos mitos a respeito das embolias pulmonares e vale a pena reproduzir comentários e conselhos de pesquisadores e clínicos.

O risco de embolia é muito afetado pelo estilo de vida; você pode reduzir muito o risco de ter embolias pulmonares melhorando o seu estilo de vida.

Fazendo o quê?

Quatro comportamentos são importantes:

· NÃO FUMAR: deixar de fumar não é fácil, mas é essencial;

· SE MEXER, fazer coisas, ir a lugares, tudo menos ficar imóvel dentro de casa ou no escritório o tempo todo;

· SE HIDRATAR. A desidratação se associa com as embolias e

· COMBATER A OBESIDADE, que também aumenta muito o risco de embolias.

Uma notícia ruim é que jovens podem ter embolias pulmonares. A idade aumenta o risco, mas o risco de jovens está longe de ser zero.

Há sintomas de DVT. Dá para saber.

O mais comum é o inchaço. Pernas, pés ou coxas inchadas podem ser indicadores, mas muitas outras doenças e condições provocam inchaços. Seu médico sabe diferenciar entre elas.

Há outros indicadores de que há perigo: vermelhidão e dores nas pernas, batatas da perna ou coxas são sinais de perigo.

Mulheres gravidas tem uma elevação temporária do risco até, aproximadamente, 6 semanas depois do parto. Muita atenção nesse período.

Cirurgias e fraturas que imobilizam o paciente aumentam, ainda que temporariamente, o risco de DVT e possíveis subsequentes embolias.

Uma doença que mata cem mil pessoas somente nos Estados Unidos tem que ser levada a sério.

GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ

A religião e o voto para Trump

A filiação religiosa e a intensidade da religiosidade foram fatores decisivos na votação para Presidente dos Estados Unidos. Foram importantes, também, em eleições anteriores; porém, nesta foram particularmente importantes.

Os eleitores cristãos que se definem como evangélicos deram 81% do seu voto a Trump, três pontos percentuais a mais do que haviam dado a Mitt Roney, ao passo que Hillary recebeu apenas 16%.

Hillary, ao defender o direito ao aborto das mulheres, certamente ganhou muitos votos femininos, mas perdeu muitos votos religiosos, particularmente evangélicos, inclusive de evangélicas. É um dos temas políticos que mais separa os americanos.

É interessante notar que o apoio do eleitorado a Trump foi em contra a opinião declarada de vários líderes religiosos, inclusive evangélicos, como Russell Moore, conhecido líder batista que declarou que as atitudes de Trump contra os imigrantes, as mulheres e outros grupos eram anticristãs. Fica claro que essas lideranças religiosas não conseguiram mudar o voto da vasta maioria dos seus fiéis.

Durante a campanha, Trump em nenhum momento se definiu como uma pessoa com muita fé. É, também, interessante que Hillary Clinton sempre que podia mencionava sua filiação à igreja metodista.

Robert P. Jones, que preside o Public Religion Research Institute, sublinhou que, ano após ano, o número de evangélicos brancos diminui – aproximadamente um por cento. Trump usou bem esse declínio, insistindo, particularmente no final da campanha: “olha bem [minha] gente, eu sou a última esperança de vocês”. Trump cravou os votos desse amplo segmento da população americana que sofre um declínio histórico nos seus números, na sua renda, no seu emprego, na sua relevância. Jones definiu bem essas dezenas de milhões de votos, eram votos carregados de nostalgia, de saudade dos bons tempos. O slogan de Trump é nostálgico: “vamos fazer a América grandiosa de novo (minha tradução não literal) ”

Pesquisa feita por Scott McConnell mostrou que os evangélicos se dividiram ao longo de linhas étnicas, raciais e partidárias. Os brancos e republicanos, a grande maioria, votou por Trump, ao passo que negros, hispânicos, asiáticos de tendência democrata votaram por Hillary.

E os católicos?

Também racharam. A sólida maioria dos brancos votou por Trump (67%), a mesma percentagem que os católicos de origem latina deu a Hillary. Ou seja, a raça e a etnia cindiram o voto católico. As palavras de Trump, definindo os imigrantes mexicanos como estupradores e criminosos não o ajudaram a ganhar votos nessas categorias.

E o Papa Francisco? Convém saber que há, na Igreja Católica nos Estados Unidos, um poderoso movimento muito conservador que se opõe as políticas, vistas como extremamente liberais, do Papa.

No conjunto, Trump ganhou entre os católicos, 52% a 45%.

Um grupo numericamente importante é o de ex-católicos. Uma anedota corrente nos Estados Unidos nos informa que a maior denominação religiosa individual (não agregada, como protestantes, mas individual, como metodistas, presbiterianos etc.) é a dos ex-católicos. Esse peso estatístico sugere que a filiação religiosa passada deve entrar nas pesquisas.

Os mórmons, religião muito conservadora, também favoreceram Trump: 61% dos votos, contra 25% dados a Clinton. Mais uma vez, Trump atropelou as lideranças religiosas, inclusive o governador Gary Herbert de Utah, estado predominantemente mórmon, que se indignou com as afirmações sexistas “impuras” de Trump a respeito das mulheres. Não obstante, os votos que Trump perdeu em Utah não foram para Hillary e sim para McMullin, que é mórmon. Ele recebeu 21% dos votos. Não obstante, o sistema eleitoral não pode ser esquecido. A perda de votos de Trump em Utah foi irrelevante. Tendo sido o mais votado no estado (46%), todos os votos de Utah no Colégio Eleitoral foram para ele.

Os judeus americanos, progressistas em questões sociais, deram 71% dos seus votos a Clinton, uma folgada margem sobre Trump, que recebeu 24%

Os muçulmanos representam menos de um por cento dos eleitores e suas preferências não entraram no filtro das religiões. Claro que podemos especular em quem a maioria votou.

E os que não tem filiação religiosa? Entre eles Hillary ganhou disparada: 68% a 28%.

Para entender as eleições americanas, as desse ano ou as anteriores, porque uns ganharam e outros perderam, não podemos deixar a religião de fora das explicações.

Leia mais: http://www.charlotteobserver.com/living/religion/article113874888.html#storylink=cpy

O Pew Research Center, agora localizado em Washington, realiza muitas pesquisas sobre religião nos Estados Unidos e no mundo. Se quiserem consultar:

http://www.pewresearch.org/

 

GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ

O que são as Ordens Executivas americanas?

Temos lido nos jornais, visto e ouvido na TV, que Trump assinou esta ou aquela “Executive Order”. Até hoje, 05/02/2017, domingo, Trump assinou 19 ordens. Elas são um instrumento que presidentes americanos usam para governar. Elas são públicas e numeradas. São publicadas no Federal Register, uma publicação diária do governo americano. Não é igual, mas tem semelhanças com o Diário Oficial. Como no caso do Diário Oficial, qualquer um pode ler o Federal Register.

Uma característica importante das “Ordens Executivas” é que elas só o Poder Executivo está obrigado a obedece-las. Devido à doutrina da separação de poderes, não podem haver ordens executivas obrigando diretamente os demais poderes a fazer ou não fazer alguma coisa.

Além disso, os Estados Unidos não são uma república unitária e sim federativa. São ESTADOS unidos e os estados tem um grau considerável de autonomia.

Os litígios que concernem as ordens executivas estão vindo de outros poderes, no caso o Judiciário, e de outros níveis de governo, como os Estados de Minnesota e de Washington.

Há muito mais do que isso e convido o leitor que desejar conhecer mais a buscar a opinião e os esclarecimentos de juristas qualificados. Convido, também, os que estudaram em sério a organização política e legal americana a contribuir, avançando o conhecimento para benefício dos leitores.

Um abraço

Gláucio Soares

A terapia hormonal melhora os resultados depois da radioterapia

Em um em cada três pacientes tratados com cirurgia para o câncer da próstata o câncer volta de maneira detectável. A detecção usualmente é feita com o exame de PSA. Alguns médicos aguardam antes de recomendar um segundo tratamento, a radiação. Tomam essa decisão ou não, dependendo da velocidade com que o PSA cresce (a velocidade do PSA e o tempo que leva para dobrar são os indicadores tradicionais) e outros fatores, como o escore Gleason. Outros médicos jogam no mais seguro e recomendam a radioterapia, ponto.

A despeito dessa segunda linha de combate (a radioterapia), o câncer reaparece em vários pacientes (é o meu caso) e progride a uma velocidade que varia muito de paciente para paciente. Dependendo da agressividade, o câncer pode progredir até a metástase (nesse câncer, três em quatro são nos ossos, o que, usualmente, é muito doloroso) e, finalmente, alguns pacientes morrem devido ao câncer.

A pergunta que muitos se faziam é se era possível melhorar os resultados da segunda linha de combate. Uma pesquisa publicada recentemente no New England Journal of Medicine mostra que sim.

Examinaram 760 pacientes que haviam feito a cirurgia e o câncer reapareceu. Todos receberam a radiação. Metade deles recebeu, também, um tratamento hormonal, com a bicalutamida (Casodex), nos dois anos seguintes. A outra metade representa o tradicional grupo controle.

Não é um medicamento recente: foi patenteado em 1982 e aprovado para uso médico em 1995. Tem menos efeitos colaterais do que outros medicamentos hormonais e, atualmente, é um dos mais baratos. O preço das doses nos Estados Unidos é cerca de dez dólares por mês. Há outros que custam mais de mil dólares ou mais por injeção depósito de seis meses.

Quais foram os resultados?

Houve diferenças entre os dois grupos?

Houve. Doze anos depois da radiação, três em cada vinte dos pacientes que receberam o tratamento hormonal tiveram metástases, em comparação com cinco em cada vinte dos que estavam no grupo controle.

E a sobrevivência?

Também houve diferenças no que concerne a sobrevivência: 76,3% dos pacientes do grupo que tomou bicalutamida continuavam vivos, cinco por cento a mais do que os que não tomaram (71,3% estavam vivos).

Não são diferenças gigantescas, mas, para muitos, toda melhoria, ainda que pequena, conta…

Comunique os resultados dessa pesquisa a pacientes de câncer da próstata e/ou seus familiares e amigos para que a discuta com seu médico. Pode ajudá-los.

GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ

CUIDADO COM O PSA DURANTE O TRATAMENTO COM ENZALUTAMIDA

Um dado recente preocupa os pacientes com câncer da próstata que tomam enzalutamida (Xtandi). Esse medicamento tem sido usado em pacientes que desenvolveram resistência ao tratamento hormonal com medicamentos “tradicionais”, que estão no mercado há duas, três décadas ou mais.

Qual o dado?

Encontraram um número surpreendentemente grande de pacientes usando enzalutamida que, a despeito de terem um PSA estável, ou até em declínio, que apresentavam avanço da doença de acordo com os exames radiológicos.

O PSA começou a ser usado na triagem de casos com suspeita de câncer da próstata em 1987; a FDA aprovou o PSA no sangue como teste sete anos depois, em 1994.

É um teste de fácil obtenção e relativamente barato e nesse quarto de século se tornou o indicador mais usado na triagem. A confirmação mais usada durante esse período requeria biópsia.

Vários indicadores foram desenvolvidos com base no PSA, como o tempo que ele leva para dobrar (o PSADT), o nível mais baixo que ele atingiu (que é chamado de nadir), o tempo até que o PSA volta a ser detectado após não poder ser detectado depois de uma cirurgia e muito mais. É o indicador mais usado na prevenção, detecção, diagnóstico e acompanhamento, embora sempre abrigando controvérsias.

Isso significa que, para um grupo de pacientes com câncer avançado da próstata, que estão sendo tratados com enzalutamida, que o PSA estável ou em declínio tem menor utilidade como indicador de que o câncer não está avançando.

Ruim para todos nós.

GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ

As caminhadas evitam a morte por câncer

Há muito tempo que pesquisadores demonstraram que exercícios físicos regulares reduzem o risco de morte por câncer, particularmente o da próstata.

Li algumas dessas pesquisas e coloco, abaixo, minhas conclusões:

No que concerne a intensidade e a velocidade das caminhadas, até as caminhadas que são mais conversas do que exercícios diminuem o risco de morrer do câncer da próstata (depois do diagnóstico) em comparação com os sedentários;

Caminhadas com intensidade e velocidade moderadas, cujo objetivo não é o papo, são mais rápidas e intensas reduzem bastante esse risco;

Caminhadas rápidas (brisk walks), aquelas que não dá para conversar enquanto se caminha, são melhores ainda. Reduzem ainda mais o risco de morrer do câncer.

E a intensidade?

A recomendação: 150 minutos por semana (duas horas e meia), que podem ser picados em sessões de meia hora ou até menos. E se suas obrigações não permitirem essa meia hora diária? Acumule cuidadosamente no fim de semana, 75 minutos cada dia.

Não obstante, lembro-me de que o aquecimento, o alongamento e o cooling-off depois do exercício eram recomendados.

Os pesquisadores que estudaram os hábitos dos pacientes confirmam que aqueles que não se exercitavam tinham um risco mais elevado de morrer do que os demais grupos.

Há uma psicologia do exercício. A maioria das pessoas se exercita mais se pertence a clubes, academias, grupos de exercício ou tem parceiros fieis nos exercícios.

Não esqueçam que outros exercícios são recomendados, particularmente os chamados de resistence training, usualmente com elásticos ou pesos, e que há outros exercícios aeróbicos, como nadar ou hidroginástica, que muitos recomendam como melhores do que andar ou correr.

Na minha experiência pessoal, depois e cirurgia e da radiação passei muitos anos treinando intensivamente 3 a 5 vezes por semana, duas horas a duas horas e meia cada dia. Durante todos esses anos a velocidade de crescimento do PSA (PSADT) era lenta. A mudança, o fim de um tipo de trabalho e a drástica redução dos exercícios foram acompanhadas de um indesejável crescimento do PSA, elevando minha categoria de risco de baixo para médio e médio-alto. Fique tranquilo. Aprendi a lição e voltei a me exercitar, ainda que moderadamente.

Não esqueçam que o câncer da próstata é uma doença que afeta, sobretudo, idosos. Idosos, com frequência, tem outras doenças, comorbidades graves, inclusive cardiovasculares e um programa irresponsável, não gradual, de exercícios pode fazer mais mal do que bem a eles.

Se você conhece um senhor com câncer da próstata, faça um ato de bondade e convide-o para caminhar, regularmente, se possível.  Ajudá-lo-á a viver mais e melhor.

GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ