A luta continua: Dia Mundial do Câncer

Recebi da minha médica, clínica geral, um lembrete de que sexta dia 3 será o Dia Mundial do Câncer. ) câncer mata muito, mas muito, mais do que as guerras. Poucos não conhecem alguém que sofre ou sofreu com essa doença. Vamos aumentar a pressão política para que façamos muitas pesquisas a mais e desenvolvamos tratamentos, com o objetivo de chegar à cura. É um objetivo da humanidade. A prevenção eficiente e a cura pode salvar nossos filhos, netos, bisnetos e os que vierem depois deles. Além da ação política, solicito, com minha médica, uma ação espiritual. Uma não exclui a ou tra:


Xesca
   
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El Viernes es el día mundial del Cáncer


Te agradecería que lo reenviaras

Ah¡ la única petición es que mantengas esto circulando, aunque solo sea a una persona más .
Por la memoria de alguien que conozcas que ha sido vencido por el cáncer o que aún vive con él .
Una vela no pierde nada cuando enciende otra vela .
Por favor mantén esta vela encendida

 GLÁUCIO SOARES

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O RISCO DE NAO ESTAR CURADO DIMINUI SEMPRE MAS NUNCA CHEGA A ZERO

Em muitos cânceres, o consenso é que, após cinco anos sem sintomas nem qualquer indicador, inclusive nos exames, o paciente é considerado curado. Infelizmente, não é o caso do câncer da próstata.

A pesquisa foi realizada em Viena e incluiu quase seis mil pacientes que foram tratados com a prostatectomia radical entre 1985 e 2010. Desses, 728 foram acompanhados por mais de dez anos.

Aos 10 e 15 anos após a prostatectomia, 61% e 52% não tinham tido o fracasso bioquímico, a ”volta” do PSA. Isso significa que 9% receberam a desagradável notícia de que não estavam curados depois de dez anos de exames que resultaram em PSA’s não detectáveis. Esse grupo representava, aproximadamente, a mesma percentagem em cada grupo de risco – baixo, intermediário ou alto – contrariando a hipótese intuitiva de que eram ”restos” de cânceres pouco agressivos que, dado o longo tempo transcorrido, apareceram nos exames de PSA.

Em síntese, como bem disse meu urológo há 16 anos, o tempo transcorrido reduz o risco que nunca atinge zero.

GLÁUCIO SOARES

Novo clinical trial com desatinib para pacientes avançados

Há um Clinical Trial que está sendo iniciado, chamado Ready, para pacientes com cânceres muito avançados, necessitando tratamento quimioterápico.

A descrição, que inclui os critérios de inclusão e de exclusão vão a seguir. Infelizmente, não tenho tempo para traduzir.

Consulte o seu médico (preferivelmente oncólogo ou urólogo) para ver se ele tem conexões. Se ele (ou ela) não souber ler em Inglês, não estiver atualizado através da internet, aconselho a mudar de médico. Um abraço

Gláucio Soares

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The READY trial is a clinical research trial of an investigational drug for metastatic prostate cancer.
 
The goal of the READY trial is to evaluate the safety and efficacy of the investigational drug (dasatinib) in combination with the standard of care (docetaxel) vs docetaxel alone in patients with metastatic prostate cancer.
 
The READY clinical research trial is currently enrolling participants. Approximately 1,650 men are expected to participate in the trial at more than 175 sites globally.
 


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Trial Information
Dasatinib, a multi-kinase inhibitor, is being evaluated for clinical benefit in patients with prostate cancer. The READY Trial is comparing the effects of dasatinib when added to a standard of care regimen of docetaxel and prednisone in 1,380 patients with metastatic castration-resistant prostate cancer (CRPC).


Title
A Randomized Double-Blind Phase 3 Trial Comparing Docetaxel Combined With Dasatinib to Docetaxel Combined With Placebo in Castration-Resistant Prostate Cancer


Purpose
The purpose of this study is to determine whether overall survival can be prolonged in patients with metastatic CRPC who receive dasatinib in addition to a standard of care regimen of docetaxel and prednisone.


Primary Outcome:
  • Overall survival


Secondary Outcomes:
  • Rate of change from baseline in urinary N-telopeptide 
  • Time to first skeletal related event 
  • Rate of change from baseline in pain intensity 
  • Time to prostate specific antigen (PSA) progression 
  • Safety and tolerability


Exploratory:
  • Rate of objective tumor response by modified RECIST criteria (for subjects with measurable disease at baseline)
  • Rate of stable disease by bone scan/imaging at 24 weeks


Key Inclusion Criteria:
  • Histologically diagnosed metastatic prostate cancer
  • Evidence of metastatic disease (by either CT, MRI, bone scan or skeletal survey)
  • Evidence of progression (by either rising PSA, nodal/visceral disease, bone scan/imaging, or local recurrence in the prostate or prostate bed)
  • Maintenance of serum testosterone < 50 ng/dL
  • ECOG Performance Status 0, 1, or 2


Key Exclusion Criteria:
  • Prior or ongoing cytotoxic chemotherapy in the metastatic setting, with the exception of estramustine
  • Currently experiencing pleural or pericardial effusion
  • Clinically significant cardiovascular disease
  • Symptomatic brain or leptomeningeal metastases
  • Currently active second malignancy

 

 

 

 


 

Qual o custo, para os demais, de uns meses de vida a mais?

Não são noticias e posturas agradáveis para nós idosos e cancerosos. Não obstante, tenho que divulgá-las e temos que pensar a respeito.
Peter Bach, do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova Iorque acaba de revelar que entre 1990 e 2008 os custos de tratar os cânceres aumentaram de 27 para 90 bilhões de dólares. É um crescimento insustentável. Isso, nos Estados Unidos.
O que o provocou? Mudanças nos tratamentos, em boa parte. Novas técnicas e novos medicamentos são caros. As patentes exclusivas, enquanto duram, garantem um mercado cativo para os fabricantes, que calculam quanto podem cobrar a partir da maximização dos lucros e não dos benefícios e das curas. Esses novos medicamentos, novas técnicas cirúrgicas, inclusive as robóticas, novas técnicas de radiação, aumentaram muito os custos e aumentaram algo, talvez não tanto, os benefícios e as chances de cura.
Em alguns casos, aumentou o número e tipo de pacientes que poderiam ser beneficiados. Pacientes idosos e enfraquecidos que não poderiam suportar algumas das técnicas e medicamentos mais antigos foram os principais beneficiados. As cirurgias ficaram mais exatas, menos radicais; as radioterapias ficaram mais bem guiadas, atingindo mais tumores e menos áreas vizinhas. O mesmo vale para a químio: alguns usos ficaram mais toleráveis e outras drogas que reduzem os efeitos colaterais possibilitaram o tratamento quimioterápico a pacientes antes excluídos. Por exemplo: entre 1991 e 2002, a proporção das pacientes com câncer de mama que usavam químio dobrou, assim como o custo de (e/ou para) cada paciente, atingindo perto de 12 mil dólares.
O envelhecimento da população (e o crescimento das custosas doenças degenerativas) faz com que os países gastem mais e mais com a saúde dos idosos. Em muitos países, parte dos custos é distribuída pelo tempo e de forma privada, através de seguros de saúde de longo prazo, muitos deles institucionais – parcial ou totalmente mantidos por empresas.
No Brasil, a Constituição determinou que a saúde é direito do cidadão e obrigação do estado. Sem limitações. Através de ações judiciais, o acesso a tratamentos caríssimos, de ponta, é obtido e pago pelo estado. Mas, quem realmente recebe o benefício? Quem pode pagar um advogado. E quem, realmente, paga por isso? Os que não têm acesso a advogados. Os pobres. Os excluídos, que ficam mais excluídos. O cacoete estatista do legislador brasileiro esqueceu de que alguém tem que pagar a conta. E o que observamos foi uma mudança na composição dos gastos na saúde, com os tratamentos extremos, cada vez mais caros e pesados, ocupando uma fatia cada vez maior, e o tratamento de “doenças de pobre” e a prevenção perdendo espaço. Os gastos derivados de ações judiciais somente com a aquisição de medicamentos estão explodindo: em 2005 foram R$ 2,5 milhões, em 2006 quase triplicaram, para R$ 7 milhões, dobrando em 2007, para  R$ 15 milhões. Em 2008, somente de Janeiro a Julho, foram R$ 48 milhões, dezenove vezes mais do que em todo o ano de 2005.
Porém, os mais prejudicados são os estados, alguns dos quais gastam perto de dez por cento do orçamento com ações judiciais. São Paulo gasta cerca de 32 milhões de reais mensalmente com essa rubrica, e o Rio Grande do Sul cerca de sete milhões. Boa parte desses gastos se refere a medicamentos ou procedimentos que não são parte dos normalmente oferecidos pelo SUS; no caso de cânceres são tratamentos recém lançados no mercado, vários dos quais não são curativos e somente aumentam a sobrevivência, usualmente por pouco tempo. Evidentemente, esse recurso judicial tem um forte viés de classe, pois poucos são os pobres que têm  conhecimento da sua existência e, por definição, nenhum tem como pagar um advogado do próprio bolso.
Para garantir alguns meses a mais de vida para nós, cancerosos, sacrificamos vários anos de vida de populações mais jovens e mais pobres, que deveriam ser as principais beneficiadas pela saúde pública num sistema preocupado com a justiça social. Muitos dos que usam os tratamentos caros poderiam pagar o custo, em parte ou no todo, do próprio bolso.
Não é justo.

Escrito por Gláucio Soares
Publicado no Correio Braziliense

Cuidado com a terapia hormonal para idosos

Estudos recentes colocam em dúvida a sabedoria de recomendar o uso de terapia hormonal para pacientes idosos com cânceres que crescem lentamente. Houve uma conferência da American Society for Therapeutic Radiology and Oncology e um paper apresentado por Amy Dosoretz coloca em dúvida o que era uma escolha comum.
O que fizeram? Analisaram mais de mil e setecentos pacientes com mais de 70 anos que receberam terapia hormonal antes da braquiterapia (implantes radioativos) aumentavam o risco de morte em 20% em relação aos que foram tratados apenas com implantes. Cinco anos depois, 19,1% dos que também receberam a terapia hormonal tinham falecido, em comparação com 16,6% dos que só receberam os implantes. Essas percentagem “batem” com os resultados de outras pesquisas que mostram que o tratamento hormonal aumenta o risco de infartes e de diabete.
Entre os pacientes com menos de 70 anos essa desvantagem não foi observada.
A lição é simples e clara: depois dos setenta, nos casos de cânceres que crescem vagarosamente, o uso da terapia hormonal pode não ser aconselhável. Anote e discuta com seu médico.

Um copo de suco de romã por dia pode impedir sua morte

Essa pesquisa vai agradar a quem toma romã. Ela acompanhou 48 pacientes durante seis anos. Os critérios para participar eram:

1. ter um PSA que crescia depois do tratamento básico (radioterapia ou cirurgia);

2. ter um PSA entre 0,2 e 5 ng/ml e

3. ter um escore Gleason de 7 ou menos.

Tomaram diariamente oito “ounces” americanas, ou um copo, de suco de romã. Não é muito. Houve um aumento importante no tempo necessário para dobrar o PSA (o PSADT), que era de 15,4 meses para 60 meses.  É grande a diferença entre dobrar cada ano e pouco e dobrar cada cinco anos. Dados os níveis de partida, alguém com um PSADT de cinco anos dificilmente morrerá desse câncer. A mediana (metade dos pacientes mais e metade menos) do slope caiu 60%. Os pesquisadores compararam os pacientes que continuaram na pesquisa com os que saíram. Os dois grupos tinham médias semelhantes de PSADT quando a pesquisa começou, mas ficaram muito diferentes depois. Permanecer na pesquisa significa que o romã está sendo tomado. Essa diferença serve de alerta para nós, pacientes. Remédios devem ser tomados e dietas devem ser seguidas – à risca.

Colonoscopia: de quanto em quanto tempo?

O tempo máximo de espera entre duas colonoscopias, segundo a Johns Hopkins, varia de acordo com o seu resultado. Se não fôr encontrado nada, nadinha, de dez em dez anos seria bastante. Dez anos é o recomendado internacionalmente para pacientes com risco zero! Essa recomendação deriva do tempo médio que leva para um pólipo benigno se tornar canceroso. A John Hopkins menciona um estudo feito no Canadá com 36 mil pessoasq que indica que as pessoas com um teste negativo tinham um risco de desenvolver câncer que era 72% mais baixo do que a população em geral. É um raciocínio matematicamente estranho: um risco menor do que outro não te diz qual a magnitude do risco, se é aceitável ou não.Na Alemanha uma pesquisa sugeriu que o risco, mesmo depois de 20 anos, era muito baixo entre aqueles com um resultado absolutamente perfeito. A Johns Hopkins, comunicando-se com o grande público, indica um mínimo de dez anos até a próxima colonoscopia se o seu resultado anterior for 100%.
Porém – leia com cuidado – se um pólipo, por mais benigno que seja, for encontrado, o risco muda muito. Se houver caso (mesmo no singular) de câncer de cólon na família, o seu risco também aumenta e exames mais freqüentes são recomendáveis.
É bom não esquecer que, neste tipo de câncer, as estatísticas indicam que a probabilidade de cura varia muito se o câncer for descoberto cedo ou tarde. Formas pré-cancerosas, ou até cânceres descobertos no início, apresentam taxas muito altas de cura, mas o risco de morte aumenta rapidamente com a extensão do câncer.