PESQUISAS CRIATIVAS PARA CURAR O CÂNCER

Existe uma fundação criada para financiar pesquisas, sobretudo projetos inovadores, que possam alterar os tratamentos já estabelecidos para o câncer da próstata. Um dos seus criadores e financiadores é Michael Robert Milken, cuja estória é para lá de interessante. Para começar a revista Forbes estima o seu patrimônio em 3,6 bilhões de dólares. Continuando, ele revolucionou o mercado de ações, porém foi investigado e condenado por um júri por fraude, em 1989, passando dois anos na prisão. Foi proibido de ter qualquer atividade relacionada com investimentos, ações e separado do mercado financeiro.

Foi diagnosticado com um câncer da próstata agressivo, do tipo cujo prognóstico é bem ruim. A partir de então se dedicou a estudar o câncer da próstata e a financiar pesquisas através da Prostate Cancer Foundation.

Escreveu sobre câncer: The Taste for Living Cookbook: Mike Milken’s Favorite Recipes for Fighting Cancer e defende a necessidade de enfatizar a dieta e os exercícios e o estilo de vida para combater o câncer.

Como sabem os que pesquisaram um pouquinho, depois da primeira tentativa de curar o câncer, com cirurgia, radiação, braquiterapia, se o câncer voltar, ele não é mais curável, embora muitos consigam viver ainda muitos anos e, inclusive, morrer de outra causa.

E nós, pacientes, o que temos a ver com isso?

Muito. Essa fundação financiou várias pesquisas que contribuíram para aumentar a probabilidade de cura, aumentaram a sobrevivência, reduziram os efeitos colaterais e muito mais.

GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ

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Dieta e doenças do coração

O governo australiano tem um site com muita informação sobre dieta e doenças cardio-vasculares, inclusive AVC’s:

http://www.healthinsite.gov.au/topics/Diet_and_Heart_Disease

Quem souber inglês pode ajudar a informar os que não sabem.
Não obstante, há fatores de risco relacionados com o estilo de vida das pessoas e os mais comuns são uma dieta errada e falta de exercício. A relação entre a ingestão de gorduras e as doenças cardio-vasculares é clara, testada e retestada. O efeito protetivo de diferentes dietas é menos claro.
A dieta e a nutrição são influenciadas por fatores econômicos, sociais e culturais, inclusive a oferta de produtos e o seu preço. Alguns lugares tem poucos vegetais e muita carne gordurosa. A redução do consumo de sal, o aumento do consumo de fibras e um consumo razoável de vegetais e frutas são as demais medidas mais comuns (além da redução do consumo de verduras).
Não é fácil mudar maus hábitos alimentares e é bem mais dificil manter um programa de exercícios do que iniciá-lo.
Há muitas informações detalhadas disponibilizadas pelo Australian Institute of Health and Welfare – basta clicar em Nutrition.

Vale a pena mudar e evitar um AVC.

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Medicamentos, peso e dieta definem se você terá cancer da próstata

Medicamentos que você toma para outras doenças, e sua dieta, afetam a probabilidade de você ter câncer da próstata e quão agressivo o câncer será!

Duas pesquisas chegaram a essas conclusões. Uma foi baseada em nada menos do que 55 mil pessoas que tomam remédios de tipo estatinas para baixar o colesterol e/ou remédios contra a pressão alta. Quem toma estatinas regularmente tem um risco 30% mais baixo de ter câncer da próstata em comparação com os que tomam remédios somente para baixar a pressão. Já havia outras pesquisas mostrando que quem tomava estatinas tinha risco mais baixo de ter câncer da próstata. Esses estudos mais recentes foram além: mostraram que o uso regular e sistemático de estatinas reduz a chance de ter câncer da próstata agressivo.

Em função desses resultados, há laboratórios pensando em desenvolver medicamentos para prevenir o câncer da próstata baseados nas estatinas. É o que concluir Melissa Kaime, Diretora dos Congressionally Directed Medical Research Programs.

Combine isso com os resultados de pesquisas publicadas no Cancer Bulletin, que concluiu que uma dieta saudável pode adicionar anos de vida a qualquer pessoa.


O peso conta contra: pessoas gordas e obesas (com um Índice de Corpo/Massa de 25 a 29) têm um risco 25% mais elevado de morrer de câncer da próstata. Se o índice passar de 30 (BMI >30), o que define a pessoa tecnicamente como obesa, o risco sobe muito, para 40%.

Como evitar ou reduzir esses índices? Comendo um pouco menos e muito melhor e exercitando mais.

GLÁUCIO SOARES


Nozes contra o câncer da próstata

Sabíamos que as nozes continham Omega 3, mas agora descobrimos que elas podem ajudar na luta contra o câncer.  É o que concluíram Paul Davis e sua equipe.

O que eles fizeram?

A partir do conhecimento de que as próstatas cancerosas tem alto nível de endothelin, alimentaram camundongos com o equivalente a 14 nozes diariamente durante dois meses; o grupo controle não foi alimentado com nozes.  Todos os camundongos tinham sido programados geneticamente para desenvolver cânceres da próstata.

Resultados:

·        O grupo nozes teve cânceres cujo tamanho era a metade dos cânceres do grupo controle e

·        Esses cânceres cresceram 30% mais devagar;

·        O grupo experimental também tinha níveis  mais baixos de um fator (insulin-like growth factor-1), uma proteína, que está associada com esse câncer.  As pessoas com câncer apresentam níveis mais altos.

Tem mais: fazem bem ao fígado.  

Ver: http://www.consumeraffairs.com/news04/2010/03/walnuts_prostate.html#ixzz0jNnGfE3L

 

 

Dieta, exercícios e câncer da próstata: sumário de 2009

A ênfase na dieta e nos exercícios não vem só dos vários objetivos em relação ao câncer da próstata. Uma dieta saudável do ponto de vista cardiovascular se justifica porque a principal causa de morte entre pacientes do câncer da próstata não é o câncer da próstata, mas problemas cardiovasculares. Ou seja: cancerosos da próstata morrem em maior número do coração do que do câncer.

E sobre o câncer da próstata? O que sabemos? Sabemos que dieta e exercício reduzem os efeitos colaterais negativos do tratamento hormonal.

Comparações entre asiáticos, por um lado, e americanos e canadenses, pelo outro, mostram que as diferenças são grandes. Pode ser genética, outros fatores? Poderia, mas os asiáticos que mudam para a América do Norte (e mudam a dieta também) apresentam uma taxa de câncer da próstata mais alta do que os que ficam na Ásia. Estudos com animais mostram que a restrição de calorias em camundongos reduz a velocidade de expansão do câncer e aumenta a sobrevivência. Em uma pesquisa com seres humanos, dividiu o grupo em dois – um exercitava e seguia uma dieta e o outro, o grupo controle, continuava como antes. Exames de sangue mostraram menor proliferação de células cancerosas no grupo dieta/exercício.

Além dessas informações, há dados suficientes de tipo epidemiológico que mostram que o câncer da próstata é mais prevalente em culturas com alto consumo de carne vermelha e de gordura.

Uma pesquisa clínica mostrou que uma dieta vegetariana dura (vegan) provocou uma redução de 4% nos pacientes, mas no grupo controle houve um crescimento de 6%.

Pesquisas de laboratório sugerem que o consumo de antioxidantes se relaciona negativamente com o câncer da próstata. Porém, a ampla pesquisa chanada de SELECT não demonstrou um ganho com o consumo de vitamina E e de selênio.

E os tomates? Os licopenos? Os dados mostram que licopenos dados aos pacientes três semanas antes da prostatectomia provocaram melhorias na patologia das próstatas extirpadas.

Como essa área não conta com o apoio da indústria farmacêutica, as pesquisas são com dinheiro público e com um número reduzido de casos, mas há resultados que fornecem diretrizes.

 Fonte: William J. Aronson, MD at the Annual Meeting of the American Urological Association (AUA) – April 25 – 30, 2009 – McCormick Place Convention Center – Chicago, Illinois, USA.