DOSES MÍNIMAS DE ASPIRINA: AJUDAM OU NÃO?

Uma pesquisa com mais de treze mil pacientes cardíacos mostrou que pacientes tomando aspirina regularmente. É importante lembrar e realçar que tomar aspirina de maneira errada pode matar. O uso indevido de aspirina pode provocar hemorragias sérias. Assim sendo, é obrigatório consultar seu médico e só tomar aspirina com o consentimento explicito dele. Essa advertência vale para doses mínimas também.

Os homens que tomavam aspirina tinham um risco de desenvolver um câncer da próstata que era 36% menor do que o risco dos que não tomavam. O risco entre os que tomavam regularmente há cinco anos ou mais era menor ainda: 57% mais baixo do que entre os que não tomavam. Sublinho que todos os homens que entraram nessa pesquisa padeciam de problemas cardiovasculares.

Outras pesquisas sugerem que o uso supervisionado da aspirina também reduz o risco de canceres do cólon e do reto.

A pesquisa foi realizada por um grupo de médicos e pesquisadores italianos e publicada no International Journal Of Cancer. A publicação NÃO tratou do efeito da aspirina sobre pessoas que já tinham desenvolvido um câncer da próstata.

 

GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ

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PEQUENAS DOSES DE ASPIRINA CONTRA O CÂNCER DA PRÓSTATA

Uma pesquisa confirma resultados anteriores: uma pequena dose de aspirina regularmente aumenta a sobrevivência de homens que fizeram cirurgia e/ou radiação para o câncer da próstata. Kevin Choe, em trabalho publicado no Journal of Clinical Oncology, revela que uma análise de seis mil pacientes que os subdividiu em dois grupos, os que tomavam regularmente um dos anticoagulantes comuns, encontrou diferenças significativas depois de dez anos: 3% no grupo que tomava anticoagulantes regularmente por prescrição médica, e 8% entre os que não tomavam. A diferença é estatisticamente significativa. O risco de “volta” do câncer e de metástase também era significativamente mais baixo. Esse benefício se deveu, principalmente, às pequenas doses de aspirina. Como a aspirina é anticoagulante e idosos frequentemente tomam outros anticoagulantes, como warfarina, a dose tem que ser calculada para não provocar hemorragia.

 

 

    GLÁUCIO SOARES          IESP/UERJ    

Aspirina contra o câncer da próstata

Um interessante comentário do Fox Chase Cancer Center, uma instituição de referência mundial, mostra a relevância da aspirina para o câncer da próstata. Começa afirmando que muitos estudos demonstraram que o uso sistemático de pequenas doses diárias de aspirina reduzem a “volta do PSA”, o fracasso bioquímico. Agora, uma pesquisa com Mark Buyyounouski à cabeça, examinou o que aconteceu com dois mil pacientes que fizeram radioterapia no Fox Chase entre 1989 e 2006, descobrindo que os que usaram aspirina tinham um risco mais baixo de que o câncer voltasse. Entre os 761 que tomaram regularmente aspirina um número menor apresentou o fracasso bioquímico, a “volta” do PSA em relação aos 1380 que não tomaram aspirina. Dez anos depois da radioterapia 31% dos que tomaram aspirina tiveram o fracasso bioquímico, menos do que os 39% dos que não usaram aspirina. A diferença parece pequena, mas é estatisticamente significante (p: 0,0005). Se os que não tomaram tivessem tomado, 110 pacientes não teriam experimentado a desagradável volta do PSA, pelo menos até aquela data.

Há outros benefícios, cruciais: aos dez anos, 2% de mortes a menos devidas ao câncer. Vinte e oito vidas salvas até dez anos. Como muitas das mortes por este câncer ocorrem depois de dez anos, o período de observação tem que ser ampliado.

Como pequenas doses de aspirina também reduzem a chance de problemas cardio-vasculares, muitos a consideram um medicamento desejável, de baixo custo e pequenos efeitos positivos em muitas áreas da saúde.

Para falar com as pessoas associadas com essa pesquisa e com a própria instituição, telefonar para Diana Quattrone
Diana.Quattrone@fccc.edu     1-215-728-7784 begin_of_the_skype_highlighting            1-215-728-7784      end_of_the_skype_highlighting
ou, institucionalmente, com

1-888-FOX-CHASE begin_of_the_skype_highlighting            1-888-FOX-CHASE      end_of_the_skype_highlighting ou –1-888-369-2427 begin_of_the_skype_highlighting            1-888-369-2427      end_of_the_skype_highlighting

GLÁUCIO SOARES, com base em informações divulgadas pela própria instituição.

Benefícios da aspirina

Uma equipe analisou as pesquisas com grupos controle para ver se tomar regularmente aspirina afetava o risco de ter doenças cardiovasculares. Quando pesquisadores usam os dados de diversas pesquisas e os reanalizam, o procedimento é chamado de meta-análise. Estudaram os dados de mais de cinco mil pessoas, das quais 9% das que tomavam aspirina tiveram problemas cardiovasculares em comparação com 11% dos que não tomavam. Em verdade, foram dois os grupos experimentais – os que tomavam só aspirina e os que tomavam aspirina e dipyridamole. O uso controlado da aspirina estava associado a uma redução pequena no total de problemas cardiovasculares, mas numa redução estatisticamente significativa dos derrames que não mataram, não letais, que foram reduzidos em 36%. O resultado é interessante: uma diferença significativa nos derrames não letais, mas uma diferença muito pequena na mortalidade. Ressalto que tomar aspirina (ou qualquer medicamento) sem acompanhamento médico é burrice, sendo a causa de muitos problemas e mortes; 

Fonte: Jeffrey S. Berger, Mori J. Krantz, John M. Kittelson, William R. Hiatt. JAMA. 2009;301(18):1909-1919.