APRENDENDO UM MÍNIMO A RESPEITO DAS DESORDENS BIPOLARES

As desordens bipolares não são conhecidas pelo grande público. A chance de que comportamentos bipolares provoquem afastamento de parentes e amigos é grande. É importante que pacientes, assim como seus amigos e parentes, aprendam a respeito dessa doença mental.

Um site de divulgação, WebMD, é dos mais confiáveis nesse nível. Esta semana publicaram uma série de slides com comentários que proporcionam uma informação mínima que é acessível. Está em Inglês, mas como as informações em cada slide são dadas em poucas linhas, é possível copiar e traduzí-las.

 

Veja em

 

http://www.webmd.com/bipolar-disorder/ss/slideshow-bipolar-disorder-overview?ecd=wnl_dep_051112

 

GLÁUCIO SOARES                                                 IESP/UERJ

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REPENSANDO AS SONECAS E AS SIESTAS

O lugar comum nas posições sobre as sonecas e siestas é que elas causam mais mal do que bem. 
Porém, uma pesquisa pequena mas bem feita contesta esse ensinamento, particularmente em relação aos idosos.
A idade altera a estrutura, a duração e a qualidade do sono. Lá pelos sessenta temos menos ciclos de sono profundo (ondas lentas) e mais ciclos de sono rápido. Do lado negativo, os idosos dormem, na média, duas horas a menos do que dormiam quando era jovens. Além disso, acordam mais vezes – em parte devido a problemas com micção.
O consenso, que durou muito tempo, dizia que os idosos não precisavam de tantas horas de sono quanto os jovens, mas o consenso mudou. Em qualquer idade, precisamos de muitas horas, entre sete e meia e oito, de sono cada dia.
Precisamos para quê? Para funcionar bem no dia seguinte e dias subsequentes. 
O que fazer?
Mais uma vez, o consenso mudou – em parte. Acreditava-se que as sonecas diurnas competiam com o reparador sono noturno, resultando num sono noturno mais curto,pior, e em sonolência durante o dia.
Uma equipe do Weill Cornell Medical College, concluíram que, entre idosos, as sonecas diurnas, e a tradicional siesta depois do almoço, aumentam o número de horas diárias de sono e reduzem a sonolência durante o dia. A pesquisa foi mais além, demonstrando que um bom cochilo durante o dia traz benefícios cognitivos. Lembramos mais, erramos menos.
O estudo analisou vinte duas pessoas com mais de cinquenta anos. Elas usaram monitores e anotaram detalhes do sono. Com isso, os pesquisadores construíram uma baseline, uma padrão de como dormia aquele grupo, para poder aferir mudanças. 
Após esse período, foram para o laboratório. Lá, seu sono foi medido, preencheram questionários e outros testes cognitivos. Depois, de volta à casa, uns começaram a dormir, rotineiramente, uma soneca de 45 minutos e outros “sonecaram” mais, duas horas. Voltaram duas vezes ao laboratório, depois de 2 e depois de 4 semanas na nova rotina. 
Quais os resultados?
Fim do mito da redução do sono total: os que tiraram sonecas de duas horas aumentaram o tempo dormidos: mais 65 minutos. Os que só sonecaram 45 minutos, aumentaram o número total de minutos dormidos por dia: mais vinte minutos. 
As sonecas aumentaram o tempo total dedicado às ondas lentas e ao sono REM (rapid eye movement) que, sobre isso o consenso permaneceu inalterado, ajuda a restaurar o corpo e o cérebro. E o cérebro funcionou melhor: em três de quatro testes cognitivos. 
Há limites às conclusões: todos os participantes tinham boa saúde. Os resultados valem para os que tinham problemas de insônia ou outros problemas de saúde? Não sabemos.
Também não sabemos nada a respeito das chamadas sonecas poderosas (power naps), curtos e profundos.
Também não sabemos durante quanto tempo teríamos esses efeitos benéficos, positivos, porque as avaliações foram feitas em prazos curtos de duas e quatro semanas.
No mínimo, essa pesquisa coloca em questão alguns “consensos” negativos em relação às sonecas e siestas.
GLAUCIO SOARES        IESP/UERJ    

Um teste mais exato para os pacientes que removeram cirurgicamente a próstata

Há 25 anos, quando o PSA foi usado pela primeira vez, a acuidade do diagnóstico do câncer da próstata deu um grande salto para melhor. Juntamente com o toque retal, reduziu muito os erros, tanto os falsos positivos (o teste conclui que há câncer quando não há) quanto os falsos negativos (o teste conclui que não há câncer, quando há). Com o correr do tempo, foram descobertas novas aplicações e novas falhas. Em anos recentes, o preço pago por pacientes erroneamente diagnosticados passou a ser conhecido – tanto os falsos positivos e falsos negativos, quanto os de câncer indolente no qual não seria preciso, nem se deveria, mexer. Entraram no tabuleiro as peças da qualidade de vida, que é muito afetada por um diagnóstico positivo, e dos efeitos  colaterais dos tratamentos. 
Tornava-se, portanto, mais importante do que anteriormente, o diagnóstico preciso.  
A Metamark Genetics, Inc., uma empresa dedicada à oncologia molecular e à exatidão dos diagnósticos, parece estar dando importante passo nessa direção. Pesquisaram 500 pacientes, usando um teste de 4 proteínas. Ding e associados mostraram erros muito menores do que os atuais sobre quais os pacientes que experimentam fracasso bioquímico (a volta do PSA) e quais os que morrem após a cirurgia. 
Diagnósticos e prognósticos precisos são fundamentais para os pacientes. Não é apenas a vida dos pacientes que depende deles, mas a qualidade da vida também. 
Esse teste se baseia na análise do tecido das próstatas removidas pela cirurgia. Não é tão prático quando o PSA, que é um simples exame de sangue, baseando-se no exame exaustivo das próstatas removidas dos pacientes. Por isso, só se aplica com essa precisão aos pacientes que passaram pela prostatectomia radical.
O artigo original foi publicado em Nature.

GLÁUCIO ARY DILLON SOARES      IESP/UERJ

Câncer na próstata: papel da idade, do fumo, da dieta e do exercício

WebMD é uma excelente fonte de informações a respeito de doenças, medicamentos e pesquisas médicas para pessoas com pouco conhecimento na área. NÃO é um site para especialistas. É um site informativo, pedagógico e responsável.   Em um artigo recente, o articulista nos lembra da relação essencial entre idade e câncer da próstata: 80% dos diagnósticos são em pessoas com mais de 65 anos e menos de um por cento em homens com menos de 50 anos. Os cânceres em homens jovens, adolescentes e crianças são raríssimos, mas existem.

O site lembra que há fatores comportamentais que aumentam o risco deste câncer, como a dieta. Quem consome muita gordura de carne vermelha aumenta o risco. Outro fator consensual é a obesidade, que aumenta o risco. Finalmente, um terceiro fator comportamental reduz o risco: os exercícios sistemáticos.

Isso, claro, sem falar no fumo que contribui muito para aumentar o risco de muitos tipos de cânceres.

GLÁUCIO SOARES     IESP/UERJ

Quem começa a terapia hormonal cedo e quem começa tarde?

Quando o PSA volta a ser detectável em pacientes que fizeram cirurgia radical da próstata a única coisa que se sabe é que o câncer nao foi curado. Mesmo assim, há critérios adicionais para definir que o câncer realmente voltou. Uns exigem um valor mínimo de 0,2; outros exigem 0,4 e a ASCO recomenda três elevaçoes em seguida.

A partir daí, há muitos tratamentos disponíveis, mas o padrao é a terapia hormonal (da qual há vários tipos). Porém, uns a começam logo, ao passo que outros esperam. O que diferencia uns dos outros?

Num país onde a decisao nao é tomada pelos pacientes, interessa, apenas, conhecer o que os médicos recomendaram. Porém, nos Estados Unidos quem decide é o próprio paciente e esse é um direito sagrado. Claro, os médicos influenciam – e muito – mas o direito de juri e de facto é do paciente.

Na maioria dos casos, a resposta nao é consensual nem clara. A terapia hormonal reduz a qualidade da vida em muitos casos, ou seja, há vantagens e desvantagens em iniciá-la cedo.

Uma pesquisa demonstrou que o principal fator é a ansiedade do paciente. Há uma escala que mede essa ansiedade. O grupo alto nessa escala, o mais ansioso, tinha uma probabilidade nove vezes mais alta (9,19) do que os que o grupo baixo na escala de ansiedade. O valor do PSA também se relacionava com começar mais cedo, mas a diferença era apenas 31% mais alta (OR, 1.31; P = .01). Mais interessante, o valor do PSA nao se correlacionava com a ansiedade!

Fonte: J Clin Oncol. 2009 Mar 2.