A VELOCIDADE DO PSA TALVEZ NÃO INDIQUE MUITO

Essa pesquisa abriu um janela de esperança para mim: há um ano, meu PSA começou a crescer rapidamente, isso depois de mais de dez anos de um crescimento moderado que começou cinco anos após a cirurgia. Há dois conceitos, duas fórmulas que medem o crescimento do PSA:

  • Velocidade – que é uma medida simples – quanto ele cresceu em um ano, usualmente medido em ng/ML e
  • PSADT – o tempo que ele leva para dobrar.

O tempo que meu PSA levou para dobrar variou ao longo desses anos, começando com perto de dez meses, chegou a mais de trinta meses (o que é bom) e andou vários anos perto de 15, 16 meses, nível que meu cirurgião definiu como “não é ruim, mas também não é muito bom”. Poucos meses depois dessa consulta verifiquei que o PSA estava dobrando em menos de três meses. Minhas leituras mostravam que quando o PSA crescia tão rápido, a esperança de vida era baixa. Poucos sobravam aos cinco anos e muitos morriam antes de três.

Fui a dois especialistas inteiramente diferentes: um que usa tudo e briga com todos, tem vinculações com a indústria de suplementos, foi chefe de um departamento de oncologia, cobra 450 dólares a meia hora e não aceita plano… A primeira consulta durou mais de duas horas. Saí com um caminhão de suplementos para tomar. O objetivo era amainar a crise para entrar no tratamento anti-hormonal. Aliás, a preparação incluir tudo aquilo que piora com esse tratamento, baseado no Lupron: fortalecer os ossos, baixar a pressão etc. etc.

O outro especialista não era médico: era um senhor hospital, votado ano trás ano como o melhor ou o segundo melhor no tratamento de câncer nos Estados Unidos, o Sloan Kettering Memorial Cancer Center. Fizeram tomografia computarizada (uma variante técnica nova) e a cintilografia óssea. Normalmente, nada aparece antes de que o PSA atinja 10 ng/MLou mais, mas essa combinação teoricamente poderia detectar os cânceres se estivessem crescendo rapidamente e o meu estava. O tratamento seria o mesmo recomendado pelo médico anterior “quinze pílulas preparatórias”, uma injeção de Lupron e outras quinze pílulas. A injeção seria dada de três em três meses, quatro em quatro meses, e surgia uma semestral. Mas a estratégia seria intermitente. Quando o PSA voltasse a subir a um nível que predeterminaríamos, nova injeção. A estratégia intermitente seria apenas marginalmente inferior à contínua e os efeitos colaterais iriam desaparecendo. Mas não deixou muitas esperanças: “um tratamento com benefícios moderados e com efeitos colaterais moderados”. Eu sabia que a mediana das respostas era de dezoito meses apenas. Depois disso o Lupron perdia eficácia.

Os exames não encontraram o câncer em lugar nenhum. No nosso segundo encontro, quatro meses depois, não quis fazer nova tomografia etc.: “a tomografia computarizada despeja no paciente a radiação equivalente a trezentos exames de raio-x e o tratamento é o mesmo.” Continuou sem receitar nada. Quatro meses depois voltei e ficou realmente intrigado: o PSADT tinha aumentado de menos de três para mais de dezoito meses, o que é ótimo – mesmo descontando a queda artificial de 50% provocada pelo Avodart (dutasteride) prescrito pelo primeiro médico. Os demais exames estavam dentro do normal, inclusive os fosfatais, mas feito os descontos, meu PSA andava lá por 13 e eu não tenho próstata. Foi meu filho, biólogo e pesquisador, que recomendou contra. Ele é muito frio e disse: pai, até o fim dessa doença você vai ter muitas consultas. Durante esse tempo não dá para fazer um teste de alto risco várias vezes – sete, oito. Espere enquanto puder.

Assim fiz.

Agora leio os resultados de uma pesquisa que reduzem a significação do PSA como indicador de um câncer agressivo, ainda que enfocado nas etapas iniciais (eu estou numa avançada). O artigo combate as biopsias freqüentes por caras, freqüentemente dolorosas, estimuladas pelos PSAs crescentes.

Nas etapas iniciais, pelo menos, o crescimento do PSA não ajuda muito a definir se o câncer (é) será agressivo ou não. Tomado isoladamente é um bom teste, mas se tomado juntamente com outros, não adiciona conhecimento. Andrew Vickers, do mesmo Memorial Sloan-Kettering Cancer Center em New York, onde eu me trato, concluiu que se conhecermos o primeiro PSA, o toque retal, a história da família, ser mais velho e ser negro, a velocidade do PSA não altera o resultado. Se isso se estender aos níveis mais altos, melhor para mim. O acompanhamento do PSA gera mais ansiedade do que conhecimento, particularmente se ele crescer rapidamente. A velocidade do PSA nesses níveis iniciais não é um bom indicador de se o câncer é agressivo ou não.

GLÁUCIO SOARES

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A VELOCIDADE DO PSA TALVEZ NÃO INDIQUE MUITO


Essa pesquisa abriu um janela de esperança para mim: há um ano, meu PSA começou a crescer rapidamente, isso depois de mais de dez anos de um crescimento moderado que começou cinco anos após a cirurgia. Há dois conceitos, duas fórmulas que medem o crescimento do PSA:

  • Velocidade – que é uma medida simples – quanto ele cresceu em um ano, usualmente medido em ng/ML e
  • PSADT – o tempo que ele leva para dobrar.

O tempo que meu PSA levou para dobrar variou ao longo desses anos, começando com perto de dez meses, chegou a mais de trinta meses (o que é bom) e andou vários anos perto de 15, 16 meses, nível que meu cirurgião definiu como “não é ruim, mas também não é muito bom”. Poucos meses depois dessa consulta verifiquei que o PSA estava dobrando em menos de três meses. Minhas leituras mostravam que quando o PSA crescia tão rápido, a esperança de vida era baixa. Poucos sobravam aos cinco anos e muitos morriam antes de três.

Fui a dois especialistas inteiramente diferentes: um que usa tudo e briga com todos, tem vinculações com a indústria de suplementos, foi chefe de um departamento de oncologia, cobra 450 dólares a meia hora e não aceita plano… A primeira consulta durou mais de duas horas. Saí com um caminhão de suplementos para tomar. O objetivo era amainar a crise para entrar no tratamento anti-hormonal. Aliás, a preparação incluir tudo aquilo que piora com esse tratamento, baseado no Lupron: fortalecer os ossos, baixar a pressão etc. etc.

O outro especialista não era médico: era um senhor hospital, votado ano trás ano como o melhor ou o segundo melhor no tratamento de câncer nos Estados Unidos, o Sloan Kettering Memorial Cancer Center. Fizeram tomografia computarizada (uma variante técnica nova) e a cintilografia óssea. Normalmente, nada aparece antes de que o PSA atinja 10 ng/MLou mais, mas essa combinação teoricamente poderia detectar os cânceres se estivessem crescendo rapidamente e o meu estava. O tratamento seria o mesmo recomendado pelo médico anterior “quinze pílulas preparatórias”, uma injeção de Lupron e outras quinze pílulas. A injeção seria dada de três em três meses, quatro em quatro meses, e surgia uma semestral. Mas a estratégia seria intermitente. Quando o PSA voltasse a subir a um nível que predeterminaríamos, nova injeção. A estratégia intermitente seria apenas marginalmente inferior à contínua e os efeitos colaterais iriam desaparecendo. Mas não deixou muitas esperanças: “um tratamento com benefícios moderados e com efeitos colaterais moderados”. Eu sabia que a mediana das respostas era de dezoito meses apenas. Depois disso o Lupron perdia eficácia.

Os exames não encontraram o câncer em lugar nenhum. No nosso segundo encontro, quatro meses depois, não quis fazer nova tomografia etc.: “a tomografia computarizada despeja no paciente a radiação equivalente a trezentos exames de raio-x e o tratamento é o mesmo.” Continuou sem receitar nada. Quatro meses depois voltei e ficou realmente intrigado: o PSADT tinha aumentado de menos de três para mais de dezoito meses, o que é ótimo – mesmo descontando a queda artificial de 50% provocada pelo Avodart (dutasteride) prescrito pelo primeiro médico. Os demais exames estavam dentro do normal, inclusive os fosfatais, mas feito os descontos, meu PSA andava lá por 13 e eu não tenho próstata. Foi meu filho, biólogo e pesquisador, que recomendou contra. Ele é muito frio e disse: pai, até o fim dessa doença você vai ter muitas consultas. Durante esse tempo não dá para fazer um teste de alto risco várias vezes – sete, oito. Espere enquanto puder.

Assim fiz.

Agora leio os resultados de uma pesquisa que reduzem a significação do PSA como indicador de um câncer agressivo, ainda que enfocado nas etapas iniciais (eu estou numa avançada). O artigo combate as biopsias freqüentes por caras, freqüentemente dolorosas, estimuladas pelos PSAs crescentes.

Nas etapas iniciais, pelo menos, o crescimento do PSA não ajuda muito a definir se o câncer (é) será agressivo ou não. Tomado isoladamente é um bom teste, mas se tomado juntamente com outros, não adiciona conhecimento. Andrew Vickers, do mesmo Memorial Sloan-Kettering Cancer Center em New York, onde eu me trato, concluiu que se conhecermos o primeiro PSA, o toque retal, a história da família, ser mais velho e ser negro, a velocidade do PSA não altera o resultado. Se isso se estender aos níveis mais altos, melhor para mim. O acompanhamento do PSA gera mais ansiedade do que conhecimento, particularmente se ele crescer rapidamente. A velocidade do PSA nesses níveis iniciais não é um bom indicador de se o câncer é agressivo ou não.

GLÁUCIO SOARES

Abiraterona em casos extremos: quase quinze meses de sobrevivência

A abiraterona continua sendo testada. Na ESMO, em Milão, seus produtores mostraram resultados positivos. O tempo de vida ganho com o tratamento está diminuindo, mas se sabe mais e mais a respeito.

A pesquisa – Fase III – foi feita com pacientes muito, muito adiantados, que já tinham sido tratados com quimioterapia, à qual não respondiam mais. Um grupo recebeu prednisona mais um placebo e o outro recebeu prednisona e abiraterona. A diferença na sobrevivência média entre os dois grupos foi de quatro meses. No grupo controle, a mediana da sobrevivência foi de 10,9 meses e no experimental (prednisona mais abiraterona) foi de 14,8 meses. Isso significa que, no grupo controle, metade dos pacientes sobreviveu mais de 10,9 meses e metade sobreviveu menos. No grupo experimental (prednisona mais abiraterona) metade sobreviveu mais de 14,8 meses.


Uma característica interessante é que muitos pacientes não foram ajudados pela abiraterona, criando a pergunta de quem, suas características e porquê. As medianas sendo o que são, estamos convictos de que há pacientes que sobreviveram três anos ou mais.

Controlar uma proteína nos dará mais tempo

Na busca da cura do câncer da próstata ou de mecanismos que reduzam significativamente seu crescimento tem seguido vários caminhos. Há dois dados ruins para nós, pacientes:

  1. São centenas de “descobertas” que, promissoras inicialmente, não chegam à Fase III (com muitos pacientes e grupo controle) por cada uma que chega e é aprovada pela FDA;
  2. Usualmente, a pesquisa percorre um caminho longo e leva tempo, usualmente dez anos ou mais, até virar remédio e começar a ajudar pacientes.

Do lado positivo, há, cada vez mais, colaboração entre pesquisadores de disciplinas e especialidades diferentes, gerando um caminhão de possibilidades.

Uma dessas possibilidades se refere a uma proteína, que regula a reprodução de células cancerosas e joga importante papel na transformação de células sãs em células cancerosas. Ela se chama Bmi-1 e, se tudo der certo, jogará um papel importante no controle do avanço do câncer. Essas pesquisas estão sendo feitas na UCLA.

Anteriormente havia sido demonstrado que essa proteína estava associada com cânceres agressivos e com resultados ruins – a morte dos pacientes. A associação estava demonstrada, mas os mecanismos não. Estudando animais ficou claro que a Bmi-1 regula a reprodução das células da próstata “maduras” e em importante função no provocar o câncer e no seu avanço.

Qual a descoberta, afinal de contas? Que inibindo essa proteína se reduz a velocidade do crescimento do câncer, dando tempo a que outros tratamentos façam efeito e, idealmente, que novas e cruciais descobertas sejam feitas. Ganhamos tempo.

Fonte: (online) Dec. 2 in Cell Stem Cell.

Gláucio Soares


Afinal, quanto tempo de vida você tem?

Uma pesquisa levantou a esperança de vida dos pacientes de câncer da próstata. Ela varia com o tratamento e com o tempo.

A prostatectomia (cirurgia) e a radiação são os dois tratamentos iniciais mais comuns. Raramente se opera o paciente quando há evidência de metástase: retirar a próstata não tem como curar um câncer que já espalhou, que já está em outros lugares. Mas não é fácil saber onde está o câncer, se já se metastizou ou não. Na dúvida, usam cirurgia. Muitas vezes combinam o cirurgia e a radiação.

O primeiro grande marcador negativo, de que a coisa não está bem, é a “volta do PSA”, quando o PSA reaparece no sangue. Isso significa que há células cancerosas vivas. O câncer não foi curado e, agora, é incurável. O que não quer dizer que o paciente morrerá dele: a maioria não morre deste câncer mesmo depois do fracasso bioquímico (a volta do PSA). Depende de quê? De várias coisas, entre as quais o tempo e o tipo de tratamento – isso entre as que sofreram a volta do PSA. As outras estão livres, curadas. Quando morrerem não será de câncer da próstata. Uma pesquisa com mais de 600 veteranos de guerra mostra quais as probabilidades, quais os riscos.

A volta do PSA – o temido fracasso bioquímico – ocorreu em 34% a 48% dos pacientes, dependendo do tempo e do tratamento. Uma percentagem maior dos submetidos a radiação (onde havia mais casos avançados) teve o desprazer de lidar com a volta do PSA no sangue.

A tabela abaixo mostra os vários riscos por tempo e por tipo de tratamento:

Fracasso bioquímico e morte devida ao câncer da próstata aos 5-, 10- e 15- anos depois do tratamento inicial.

Tempo

% acumulada em que o PSA voltou depois da cirurgia

Mortalidade por câncer depois da volta do PSA entre os que fizeram cirurgia

% acumulada em que o PSA voltou depois da radiação

Mortalidade por câncer depois da volta do PSA entre os que fizeram radiação

5 anos

34%

3%

35%

11%

10 anos

37%

11%

46%

20%

15anos

37%

21%

48%

42%

Dados tirados dos Archives of Internal Medicine.

O que esses dados nos dizem? Que 5 anos depois da cirurgia, 34% dos operados sofrem o fracasso bioquímico, a volta do PSA nos exames de sangue. Cinco anos depois (dez depois da cirurgia) a percentagem sobe um pouco, para 37%. E parece que não aumenta a partir daí. Olhando a terceira coluna vemos os dados relativos aos que fizeram radiação. São mais altos, ainda que não muito mais altos. Aos cinco anos, 35% (praticamente o mesmo que a cirurgia) sofrem o fracasso bioquímico; dez anos depois da radiação, a percentagem aumenta significativamente, para 46% e quinze anos depois parece estabilizar, com 48%, quase a metade.

Não obstante, nem todos os que enfrentam o fracasso bioquímico morrem do câncer. Em verdade, a maioria morre de outra coisa. Comparem a segunda e a quarta colunas. Cinco anos depois da volta do PSA, somente 3% dos que fizeram cirurgia morreram do câncer. Mais cinco anos e a percentagem aumenta para 11%. Mais cinco anos e a percentagem dobra para 21%. Ou seja, quinze anos depois da volta do PSA entre os que fizeram cirurgia, um em cada cinco morreu do câncer.

Tudo indica que essa percentagem continua crescendo depois dos 15 anos, mas as mortes por outras causas também passam a crescer mais rapidamente em função da idade. Lembrem-se de que falamos de 15 anos depois da volta do PSA, do fracasso bioquímico, e não da cirurgia. A maioria está com 80 ou mais.

No grupo que fez radiação os dados são piores – em parte porque muitos fizeram radiação porque havia evidência de metástase e de que a cirurgia não poderia curá-los. As percentagens dos que morrem da doença – depois da volta do PSA – parece dobrar cada cinco anos: 11%, 20% e 42%.

As pesquisas têm se concentrado nesse grupo mais doente, com doença mais avançada. E terapia hormonal, usualmente seguida de quimio e, mais recentemente, da caríssima vacina Provenge e, em final de desenvolvimento, da abiraterona, vão aumentando a sobrevivência específica do câncer da próstata (mas não de outras mortes): uns estimam em 14 a 18 meses o efeito da terapia hormonal (mais há casos de muitos anos em que o efeito funciona – cinco e mais anos), quatro meses de vida na mediana agregados pela quimio; outros quatro pela Provenge e um tempo mais variável, que pode chegar a mais de oito meses com a abiraterona. E haja dinheiro…

Poucos morrem aos cinco anos. A barra começa a ficar mais pesada aos dez e, principalmente, aos quinze e mais anos, depois da volta do PSA.

Fonte: Uchio EM, Aslan M, Wells CK, Calderone J, John Concato. “Impact of Biochemical Recurrence in Prostate Cancer Among US Veterans.” Archives of Internal Medicine. 2010;170:1390-1395.

Resumo por Gláucio Soares de fontes publicadas na internet.


O entusiasmo dos desesperados

Como é do conhecimento de todos os que são pacientes informados, Provenge, a vacina fabricada pela Dendreon está no mercado. Na mediana, aumenta a vida em quatro meses. Metade dos que a tomam aumenta mais de quatro meses e metade aumenta menos.

Há 15 anos que a Dendreon vinha lutando para obter permissão da FDA para fabricar e vender a vacina, que retira anticorpos de cada paciente, os treina fora do corpo a identificar o câncer da próstata como um inimigo e os injeta de volta no paciente. A aprovação mobilizou milhares de pacientes, que mandaram e-mail, enviaram cartas, fizeram reuniões e muito mais.

Não sai barato. A estimativa anda em 94 mil dólares, 783 dólares por dia de vida que adiciona.

Uma grande virtude da Dendreon consiste em ter insistido quando a competição fazia um boicote pesado e a outra por ser a primeira. Outras virão. Mas os limites são claros: não falamos de cura, nem de uma ampliação de vários anos da vida: quatro meses, apenas.

O entusiasmo dos desesperados

Como é do conhecimento de todos os que são pacientes informados, Provenge, a vacina fabricada pela Dendreon está no mercado. Na mediana, aumenta a vida em quatro meses. Metade dos que a tomam aumenta mais de quatro meses e metade aumenta menos.

Há 15 anos que a Dendreon vinha lutando para obter permissão da FDA para fabricar e vender a vacina, que retira anticorpos de cada paciente, os treina fora do corpo a identificar o câncer da próstata como um inimigo e os injeta de volta no paciente.

Não sai barato. A estimativa anda em 94 mil dólares, 783 dólares por dia de vida que adiciona.

Uma grande virtude da Dendreon consiste em ter insistido quando a competição fazia um boicote pesado e a outra por ser a primeira. Outras virão. Mas os limites são claros: não falamos de cura, nem de uma ampliação de vários anos da vida: quatro meses, apenas.