PSA: testar ou não testar?

A última cisão na política médica se refere a testar ou não o PSA. Um PSA alto não é um indicador de um câncer agressivo e muitos pacientes fazem tratamentos agressivos que têm efeitos colaterais sérios desnecessariamente. Em verdade, o pêndulo oscilou para mais vigilância e menos tratamento.
Os resultados de uma ampla pesquisa na Suécia colocam em dúvida a sabedoria dessa política. Foi feita uma pesquisa em Göteburg com uma população ampla, de 20 mil. Dois grupos foram selecionados aleatoriamente: um seria testado cada dois anos e os demais somente se houvesse sintomas. Foram acompanhados durante quatorze anos. Os resultados são fortes: a mortalidade específica por câncer da próstata dos que foram testados sistematicamente foi aproximadamente a metade do grupo controle. David E. Neal, da University de Cambridge, escreveu um editorial definindo-se como cautelosamente otimista, no sentido de que “dependendo das circunstâncias, o teste de PSA e o diagnóstico precoce salvam vidas, reduzindo as mortes por câncer da próstata.
Se o PSA do grupo testado fosse alto, o paciente decidia se queria ou não realizar testes adicionais. Do grupo experimental, 76% foram testados pelo menos uma vez; desses (e não do total), 33% tiveram um PSA alto em pelo menos um teste.
Depois de 14 anos, 11% dos testados receberam um diagnóstico de câncer da próstata; do grupo controle, apenas 7%.  Como os grupos foram selecionados aleatoriamente, fica demonstrado que o teste aumenta a percentagem diagnosticada. No grupo controle, 0,9% morreram do câncer durante o período do estudo; no grupo experimental, apenas 0,5%.
Resumo escrito por Gláucio Soares.
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Quando parar de testar o PSA

Pesquisadores da  Johns Hopkins University School of Medicine e do National Institute on Aging’s Baltimore Longitudinal Study of Aging (BLSA) concluíram que idosos (>75 ou >80) não precisam continuar com seus exames preventivos de rotina – os exames do PSA – se o PSA estiver abaixo de 3ng/ml. Analisando dados de 849 homens, 122 deles com câncer de próstata e 727 sem câncer, verificaram que entre os que tinham PSA’s abaixo de 3 nenhum morreu de câncer e somente um desenvolveu um câncer agressivo.
Qual o objetivo dessa recomendação. De saída, cortar os custos. Os exames são baratos, mas as idas e vindas aos laboratórios consomem tempo e dinheiro. Além disso, a ansiedade. Fazer exames de laboratórios para ver se há câncer e esperar os resultados provocam ansiedade em muitos homens. No caso de 121 de 122, desnecessariamente.  
Onde encontrar? http://www.hopkinsmedicine.org/