BIÓPSIA NEGATIVA E PSA CRESCENDO: E AGORA?

Uma dificil situação, que é comum no tratamento do câncer, é a contradição entre um PSA que cresce e as biopsias que são negativas. Quando isso acontece, há uma probabilidade de 70% de que o paciente seja diagnosticado com cancer, mais cedo ou mais tarde.

Biópsia negativa, acompanhada de PSA crescendo, com frequência significa que as agulhas não chegaram à área afetada. Erro de amostragem.

Os pesquisadores inspecionaram um database com todo o histórico médico de 97 pacientes com um PSA crescendo, mas com uma biópsia posterior negativa.

Nada menos de 66%, posteriormente, foram diagnosticados com câncer, 20% com problemas benignos na próstata, 8% com prostatite e outros 6% tinham lesões chamadas de pré-malignas que requerem que paciente e médico fiquem atentos. 

Clique e veja o Infogr.am abaixo:

Saiba mais: http://www.upi.com/Health_News/2011/05/18/Rising-PSA-predicts-prostate-cancer/UPI-46531305767721/#ixzz1MmvF8PSi

GLÁUCIO SOARES IESP/UERJ

Tenham paciência. Estou levando uma surra aprendendo infográficos…

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Testes melhores para o câncer da próstata

Os testes atuais para detectar o câncer da próstata são bons, mas podem ser muito melhores. O melhor que se usa é o PSA. Porém, o PSA produz aproximadamente quinze por cento de falsos negativos. O que é isso? O teste é interpretado como negativo, ou seja, o paciente não tem câncer, mas de fato tem. Os erros são maiores do lado positivo: há falsos positivos cerca de 50% até 75% dos casos, dependendo da definição. Falso positivo? O teste indica câncer, o paciente é diagnosticado como tal, mas não tem câncer.

Não é “só” um erro. O diagnóstico de câncer é uma porrada. Muitos pacientes perdem o controle emocional, ficam traumatizados. Esses pacientes pagam um alto preço pela imperfeição do teste.

Está sendo testado um teste que usa a urina em dois hospitais de Cleveland e um de Boston. É chamado de PSA/SIA. O atual teste de PSA nos diz quanto PSA circula no sangue do paciente. O PSA/SAI informa a respeito de muitas mudanças na proteína que chamamos de PSA. Ele consegue diferenciar a estrutura molecular de um PSA canceroso daquela de um PSA normal, saudável. Além de informar se o paciente está no nível em que o câncer é provável, informa também se ele é agressivo. São informações importantes para recomendar um tratamento ou outro. Nos diz qual o nível do câncer. Se for um nível alto, a despeito de uma quantidade ainda moderada sendo produzida, pode ser aconselhável fazer logo uma cirurgia.

Um primeiro teste com 222 homens produziu uma sensitividade de cem por cento (não há falsos negativos – se o resultado for negativo, o paciente não tem câncer e pronto).

E a especificidade? Esse teste permite quantos falsos positivos? Comparativamente poucos: vinte por cento de falsos positivos, muito menos do que o teste de PSA.

Esse teste não deve eliminar o de PSA, nem o toque retal. O uso de vários testes reduz os erros.

Você pode obter muitas informações em vídeos da equipe dirigida pelo Dr. David Samadi:

New Study On Prostate Cancer Screening Effectiveness http://www.youtube.com/watch?v=KFH1XFgoziQ

Comparing Prostate Cancer Treatment Options – Robotic Surgery Vs. Watchful Waiting

http://www.youtube.com/watch?v=9dC4T9JAJss

Outro Link: Smart-Surgery.com

FONTE: RoboticOncology.com

GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ


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PCA3, novo teste que reduzirá os erros nos diagnósticos


Os testes que verificam se uma pessoa tem câncer da próstata ou não são muito importantes. Pare para pensar: testes com muitos falsos negativos: não acusam o câncer, que segue sem tratamento. Os falsos positivos acusam o câncer onde ele não existe. O resultado, quase sempre, são biópsias – dolorosas, invasivas e desnecessárias. Se falar na ansiedade dos pacientes e suas famílias.

Por isso, testes mais acurados são necessários. O PSA tem 80% de erros e uma área cinza grande.

Por isso, estão trabalhando em outro teste, o PCA3.

O que ele faz? Mede um gene que está super-expressado nas células cancerosas. Não é pequena a super-expressão: 60 a cem vezes maior do que nas células normais. Essas diferenças aparecem na urina, permitindo a conclusão de que quanto maior a presença na urina, maior a probabilidade de que o câncer esteja presente. O PCA3 não é produzido (ou é produzido em quantidade muito pequena) em células normais, a presença de outros fatores que podem confundir o diagnostico é muito menor – como a hiperplasia benigna ou uma infecção.

Esse teste, se feito juntamente com o toque retal, reduz os erros a dois por cento.

O PCA3 não substitui o PSA. A análise combinatória ensina que o uso de vários testes reduz o erro.

Infelizmente, o PCA3 não está disponível no Brasil. Mesmo nos Estados Unidos ainda está na fase dos testes clínicos. Mas é uma questão de tempo até que esteja testado e disponível, reduzindo a margem de erro nos diagnósticos.


 

GLÁUCIO SOARES

Basta 1 grama de extrato de romã para aumentar o PSADT

A fruta, romã, voltou aos congressos sobre câncer da próstata. O que faz?

Aumenta o PSADT, o que quer dizer que desacelera o avanço do câncer.

Como foi feito? Através de pesquisa dirigida por Michael A. Carducci, MD, do Sidney Kimmel Comprehensive Cancer Center na Johns Hopkins University em Baltimore.

Usaram um extrato chamado de POMx e o uso está associado com um aumento maior do que seis meses no PSADT. Esses resultados, de uma pesquisa Fase II, confirma pequenos estudos anteriores que demonstraram que romã tem um efeito sobre os tumores.

Quantos pacientes? Noventa e dois. Um grupo domou uma capsula diária de POMx, com uma grama do extrato, mais duas capsulas com placebo; o segundo grupo tomou três capsulas com um total de três gramas.

A duração do tratamento foi de 18 meses ou até que o câncer avançasse. 92% dos pacientes foram tratados por até seis meses; 70% até 12 e 36% até 18 meses.

E o PSADT? Era de 11,9 meses antes do tratamento e de 18,5 meses depois. O que é interessante é que o efeito foi parecido entre os que tomaram 3 gramas e os que tomaram apenas 1 grama. Conclusão: 1 grama basta. Em treze pacientes, ou 14%, o PSA chegou a diminuir.

A testosterona não mudou e os efeitos colaterais se limitaram a diarréia em 8% dos pacientes.

O próprio Carducci notou a ausência de um grupo inteiramente de controle, sem nada de romã.

A estabilidade das diferenças no valor do PSA entre as pessoas

Pesquisadores no Department of Urology, University of Texas Health Sciences Center at San Antonio, San Antonio, Texas analisaram mostras de sangue que continham o PSA e foram congeladas de 2001 até 2007. Eram sangue de homens brancos que tinham na média 63 anos. Eles não foram diagnosticados com câncer de próstata em 2007. Selecionaram aleatoriamente 47 desses exames, que cobriam ampla gama de valores de PSA, desde muito baixo 0,0 a 0,4 (10), 0,5 a 0,9 (10), 1,0 a 1,9 (10), 2.0 a 3.9 (11) e 4,0 a 10,0 ng/ml (6). Os números entre parênteses se referem a quantas pessoas havia em cada categoria. Aí usaram o mesmo teste em 2007. Queriam saber se os altos de 2001 eram os altos de 2007 etc. Eram. Usando o coeficiente de correlação de Spearman, viram que os mais altos em 2001 eram os mais altos em 2007. O PSA mediano aumentou, como se esperaria com o aumento da idade: era 1,20 ng/ml em 2001 e 1,30 em 2007. A correlação entre os valores de 2001 e de 2007 era muito alta (0,995), quase perfeita. Entendam que esse é um estudo comparativo entre pessoas. Os valores eram consistentemente mais altos  (média de 0,08 ng/ml, a mais, p = 0.005). A estabilidade da relação entre pessoas sugere que as mudanças das diferentes pessoas obedecem a um padrão.
Referência: J Urol. 2008 Jun 10.

Os testes iniciais de câncer de próstata

O paciente de câncer de próstata passa por etapas bem definidas. Quando há suspeita de câncer e o médico recomenda exames, muitos reagem com excessiva ansiedade, mais sob a influência de um medo descomunal de câncer do que da realidade do câncer de próstata. É importante lembrar que

• Descoberto no início, o câncer de próstata é quase sempre curável e
• Mesmo quando é descoberto numa etapa avançada e não é mais curável, o mais provável ainda é que o paciente morra com o câncer, de outra causa, mas não do câncer.

A combinação de testes reduz a margem de erros. Assim, o PSA tem certa percentagem de falsos positivos e de falsos negativos; agregar o PSA livre reduz os erros, mas não os elimina; agregar outras medidas como a velocidade do PSA e o PSADT, o tempo que o PSA leva para dobrar reduz mais ainda os erros; agregar o toque retal reduz ainda mais os erros – mas não os elimina. Recentemente foram desenvolvidos (e mais estão sendo desenvolvidos) que vão aumentar a exatidão.
A biópsia praticamente elimina os falsos positivos (podem haver, devido a erro, mas são raríssimos), mas não os falsos negativos (falso negativo é quando você tem câncer e a biópsia não acusa). Devo repetir para os novos leitores que eu fiz dez agulhas que foram negativas, o toque retal era negativo, mas o PSA era alto e crescia rapidamente. Foi, apenas, na terceira série de agulhas (seis agulhas) que o câncer apareceu. Estava escondido, não aparecia e olha que era agressivo. Isso foi há mais de onze anos e eu estou aqui escrevendo para vocês.
Quando se faz apenas o tratamento com radiação, seja externa, seja com braquiterapia, o PSA não some, êle baixa aos níveis normais (lembre-se de que a próstata normal produz PSA), mas há muitas medidas para ver qual o êxito do tratamento.
Quando a cirurgia fôr o tratamento, o PSA some após algum tempo se o tratamento fôr eficiente. Tecnicamente, se diz que o PSA não é detectável, mas o não detectável de hoje é melhor do que o não detectável de há dez anos, porque os testes são melhores. Detectam quantidades de câncer muito menores do que antes. Se não voltar, o câncer foi extirpado e o paciente está curado. Infelizmente, não há “certeza totalmente certa”. O risco diminui com o tempo, mas nunca chega a zero. Há alguns casos de mais de dez anos. Entretanto, quando o PSA demora muitos anos para reaparecer a probabilidade de que a pessoa venha a morrer do câncer é pequena.
Voltaremos ao tema.

Os testes iniciais de câncer de próstata

O paciente de câncer de próstata passa por etapas bem definidas. Quando há suspeita de câncer e o médico recomenda exames, muitos reagem com excessiva ansiedade, mais sob a influência de um medo descomunal de câncer do que da realidade do câncer de próstata. É importante lembrar que

• Descoberto no início, o câncer de próstata é quase sempre curável e
• Mesmo quando é descoberto numa etapa avançada e não é mais curável, o mais provável ainda é que o paciente morra com o câncer, de outra causa, mas não do câncer.

A combinação de testes reduz a margem de erros. Assim, o PSA tem certa percentagem de falsos positivos e de falsos negativos; agregar o PSA livre reduz os erros, mas não os elimina; agregar outras medidas como a velocidade do PSA e o PSADT, o tempo que o PSA leva para dobrar reduz mais ainda os erros; agregar o toque retal reduz ainda mais os erros – mas não os elimina. Recentemente foram desenvolvidos (e mais estão sendo desenvolvidos) que vão aumentar a exatidão.
A biópsia praticamente elimina os falsos positivos (podem haver, devido a erro, mas são raríssimos), mas não os falsos negativos (falso negativo é quando você tem câncer e a biópsia não acusa). Devo repetir para os novos leitores que eu fiz dez agulhas que foram negativas, o toque retal era negativo, mas o PSA era alto e crescia rapidamente. Foi, apenas, na terceira série de agulhas (seis agulhas) que o câncer apareceu. Estava escondido, não aparecia e olha que era agressivo. Isso foi há mais de onze anos e eu estou aqui escrevendo para vocês.
Quando se faz apenas o tratamento com radiação, seja externa, seja com braquiterapia, o PSA não some, êle baixa aos níveis normais (lembre-se de que a próstata normal produz PSA), mas há muitas medidas para ver qual o êxito do tratamento.
Quando a cirurgia fôr o tratamento, o PSA some após algum tempo se o tratamento fôr eficiente. Tecnicamente, se diz que o PSA não é detectável, mas o não detectável de hoje é melhor do que o não detectável de há dez anos, porque os testes são melhores. Detectam quantidades de câncer muito menores do que antes. Se não voltar, o câncer foi extirpado e o paciente está curado. Infelizmente, não há “certeza totalmente certa”. O risco diminui com o tempo, mas nunca chega a zero. Há alguns casos de mais de dez anos. Entretanto, quando o PSA demora muitos anos para reaparecer a probabilidade de que a pessoa venha a morrer do câncer é pequena.
Voltaremos ao tema.
Tratei do crescimento do PSA em algumas páginas

A volta do PSA
Tratar ou não tratar o câncer?
O tempo para dobrar
Os testes iniciais do câncer
Mais um teste
Novo teste, nova promessa
Tratar cânceres agressivos localizados
Novo tratamento para cânceres avançados