Homens negros devem tomar mais cuidado com a terapia hormonal

A terapia hormonal (ADT) que aumenta sobrevivência, associada com a braquiterapia do câncer da próstata, pode aumentar o risco de morte entre homens negros, em comparação com homens brancos.

Uma pesquisa acompanhou 7.252 homens que fizeram braquiterapia com ou sem tratamento hormonal neoadjuvante. Eram pacientes com baixo risco de morte. A ADT, também chamada de terapia hormonal, reduz muito os níveis de andrógenos no corpo humano por vários caminhos, como a redução dos sinais para a sua produção. Esses pacientes receberam ADT para encolher a próstata, facilitando a braquiterapia.

Qual o problema?

Entre os negros que receberam ADT houve um aumento de 77% no risco de morte por toda e qualquer causa, e um aumento de 86% no risco de morte por outras causas, ou seja, causas diferentes do câncer da próstata.

A pesquisa foi dirigida por Konstantin A. Kovtun, do Brigham and Women’s Hospital-Dana-Farber Cancer Institute em Boston, e foi publicado pela revista Cancer, versão eletrônica.

Não encontraram diferenças entre brancos e negros em relação às mortes por câncer da próstata, nem encontraram diferenças entre as raças entre pacientes que não fizeram o tratamento hormonal.

Há algum tempo que várias pesquisas revelaram que a terapia hormonal reduz a qualidade da vida e aumenta a mortalidade por outras causas. Não obstante, a redução na mortalidade pelo câncer da próstata, segundo alguns (inclusive eu) mais do que compensa o aumento nas mortes. Além disso, pode ser uma troca que alguns fazem conscientemente: não morrer devido ao câncer da próstata (muitas mortes são por metástases ósseas, longas e dolorosas) e morrer “do coração”.

Os pacientes deste câncer, particularmente os negros, devem discutir suas opções de tratamento com os médicos. Peçam detalhes, informações sobre ganhos e perdas, custos e benefícios. Esse pedido é dirigido também a parentes e amigos porque os homens apresentam muita resistência a falar sobre esse tipo de câncer. Ajude as pessoas com câncer buscando informações confiáveis, consultando oncologistas. Você  poderá salvar uma vida; você poderá evitar muito sofrimentos dessas pessoas.

 

GLÁUCIO SOARES

IESP-UERJ

Anúncios

Briga entre Big Farma e as agências reguladoras

Exelixis é uma empresa que se dedica a desenvolver terapias moleculares para o tratamento do câncer. Cabozantinib (XL184) é um medicamento desenvolvido, inicialmente, pelo mesmo pesquisador que nos brindou com a abiraterona. A partir de um ponto, a Exelixis se dedicou a desenvolver o produto. Se destina a casos avançados, que já não respondem ao tratamento hormonal e têm metástases, chamados de metastatic castration-resistant prostate cancer (CRPC). Esse medicamento inibe três proteínas que estimulam o crescimento dos tumores, chamadas MET, VEGFR2 e RET. O XL184 parece atuar mesmo contra cânceres que já apresentam metástase óssea.

Porém, o Medicare (algo como o SUS americano) ainda prefere custear o Provenge, que é mais caro, mas que abriu o campo para a aplicação de imunoterapias contra o câncer da próstata.

É briga de gente grande…

 

GLÁUCIO SOARES

 

IESP-UERJ 

Cresce o uso de Xofigo

Xofigo é marca registrada, baseada em rádio (radium 223 dichloride). Passou a ser usado em mais um centro de tratamento, a Holy Name Medical Center’s Cancer Center. Em maio de 2013 esse tratamento foi aprovado pela FDA. A FDA não aprova tratamentos para todos os pacientes, mas apenas para alguns subtipos, nos quais o tratamento foi testado – e deu bons resultados – e que seja recomendado por especialistas.

Os pacientes com câncer da próstata são subdivididos em grupos (como os que ainda não fizeram quimioterapia, os que fizeram tratamento hormonal e já não respondem a esse tratamento, e assim por diante). O que é aconselhável num grupo pode não sê-lo em outro. Xofigo se aplica ao grupo de pacientes com metástase óssea (usualmente muito dolorosas) que já não respondem bem ao tratamento hormonal, quando o câncer é chamado de resistente à castração (no caso, castração química). Nesse grupo, o prognóstico se associa com vários fatores, como a existência de dores ósseas, o grau de danos visíveis nas imagens ósseas, e o nível de fosfatase alcalina no sangue.  

Mais cedo ou mais tarde, as metástases ósseas afligem aproximadamente noventa por cento dos pacientes dos pacientes que já não respondem ao tratamento hormonal. Provocam dores, fraturas patológicas, comprimem a coluna vertebral e afetam a medula óssea, vulgarmente chamada de tutano dos ossos. Por isso, é muito importante combater o estrago causado pelo câncer nos ossos.

Xofigo é aplicado através de seis injeções endovenosas, um por mês. Emite baixos níveis de radiação de partículas alfa.

O que é que Xofigo faz? Melhora a qualidade da vida (muito, em alguns casos), reduz a dor, aumenta a sobrevivência e tem a virtude de produzir efeitos colaterais toleráveis em pacientes que já não respondem ao tratamento hormonal. Em vários outros tipos de pacientes o uso de Xofigo não faz sentido.

O ganho em sobrevivência é limitado: numa pesquisa com 921 homens a sobrevivência média foi de 14,9 meses no grupo Xofigo e 11,3 meses no grupo controle. O principal benefício de Xofigo não é o aumento na sobrevivência, mas a melhoria na qualidade da vida. É importante ter em mente que esses pacientes estão com canceres muito avançados e que muitos são idosos.  

Saiba mais: http://www.digitaljournal.com/pr/1504034#ixzz2gqzsTa1y

GLÁUCIO SOARES                   IESP/UERJ

Tratamento do Cancro da próstata: opções atuais e em novas terapias

Amigo Gláucio.
 
Tentando colaborar, passo a tradução da matéria sugeria. Tradução pelo google (logo, um tanto defeituosa)
Abraços
Sergio Haas
 

 

Tratamento de Castração-Resistente Cancro da próstata: opções atuais e em novas terapias.

 

Mesmo que o cancro da próstata é geralmente uma doença lenta em desenvolvimento, até 40% dos homens diagnosticados com a doença eventualmente desenvolver a doença metastática. Apesar de a castração cirúrgica etratamento inicial, a progressão para castração-resistente o câncer de próstata pode ser inevitável.


Nesta entrevista, fala CancerNetwork com dois especialistas, ambos de câncer de próstata estão ativamenteenvolvidos nas experiências de investigação e clínica de novos agentes, sobre o tema das opções de tratamentodisponíveis recentemente e futuros para os pacientes com a castração-resistente o câncer de próstata. Dr. Tomasz M. Beer, Oregon Health & Science University Cancer, e Dr. Andrew Armstrong, Duke Cancer Institute, em Carolina do Norte, são convidados palestrantes no Encontro Anual de 2012 da Sociedade Americanade Oncologia Clínica em Chicago em junho deste ano, onde eles vão discutir este tema.

 

CANCERNETWORK: Durante o último ano ou assim, tem havido um grande progresso com as novas terapias sistêmicas que mostram um benefício para pacientes com castração-resistente o câncer de próstata. Vamos começar com as novas terapias hormonais. Dr. Armstrong, você pode descrever tanto abiraterona, que foi aprovado em abril passado, e também MDV3100, que é um inibidor do receptor de andrógeno romance sinalizando que realmente mudou rapidamente a partir de ensaios em fase inicial para a fase III?


DR. ARMSTRONG: eu quero destacar aqui que, nos últimos 10 anos, uma das principais mudanças de paradigma em nosso campo tem sido o reconhecimento de que nossas terapias hormonais são os que não foram nossos pacientes, e não que os pacientes são verdadeiramente hormonal refratária. Vários dos mecanismos de resistência que surgiram durante a castração resistente a progressão foi ainda envolvendo sinalização hormonais.
Assim, temos aprendido ao longo dos últimos anos que o câncer de próstata pode gerar precursores androgênicos como um mecanismo de resistência, eles podem ampliar o receptor de andrógeno, e eles podem desenvolver mutações ou variantes de emenda nestes receptores. Eles realmente se adaptar a estas terapias hormonais ao longo do tempo e nos últimos nossos mais velhos terapias hormonais simplesmente não foram tão eficazes no controle que estado de doença. Assim, o termo efectivamente alterado de hormona-refractário doença para que de castração resistente baseado em muitas destas novas terapias que demonstram maior eficácia e ainda alguns sensibilidade às terapias hormonais.

 

 

Abiraterona é um da primeira. É uma modificação, essencialmente, de uma droga que foi utilizado durante muitas décadas chamados cetoconazol (Medicamentos informação sobre o cetoconazol). É realmente um inibidor da síntese de andrógenos precursor. Bloqueia a síntese de colesterol em di-hidrotestosterona (por ser um inibidor do citocromo P450 CYP17), que é uma das enzimas chave que constrói a testosterona a partir do zero. Que funciona tanto na glândula adrenal para bloquear uma das restantes fontes de testosterona, mas também de uma forma parácrina / autócrina dado que o cancro da próstata podem sintetizar a sua própria ou utilizá-los para fazer a partir do soro de testosterona. A droga Medivation é bastante diferente. O composto MDV3100 é um antiandrogénio de segunda geração, de modo que bloqueia o receptor, particularmente o receptor amplificado em formas que androgénios não mais velhos. Então, são mecanismos muito diferentes. Mas ambos são agentes hormonais.


Abiraterona foi o primeiro a demonstrar um benefício de sobrevivência global. O primeiro teste que relataram isso, e é agora publicado no New England Journal of Medicine, foi em homens com doença resistente à castração que progrediu após docetaxel (Medicamentos informação sobre docetaxel). Isso mostrou uma melhoria de cerca de 4 meses na sobrevida global em comparação com prednisona (Medicamentos informação sobre prednisona) sozinho. Abiraterona é dada com prednisona para maximizar a eficácia e reduzir a toxicidade de que a droga. O composto Medivation informou recentemente os seus resultados na ASCO 2012 geniturinário Simpósio e também será mostrado na ASCO neste ano. É demonstrado um benefício de sobrevivência de cerca de 5 meses no mesmo tipo de definição de pós-docetaxel, resistente à castração pacientes metastáticos foram para o teste. O julgamento é chamado o julgamento AFFIRM. Embora este ainda não foi publicado, os dados são convincentes e que a droga está atualmente sob revisão da FDA para aprovação em que estado de doença. Há muitos outros fármacos que são próximos que são muito semelhantes aos de ambos estes compostos originais-TAK-700 é bastante semelhante ao abiraterona e segunda geração antiandrogénios estão em desenvolvimento, bem.

 

CANCERNETWORK: O que você acha que ambos são os próximos passos importantes especificamente para esses agentes de combinação, melhor busca de biomarcadores preditivos, no início de entrega? Dr. Beer vamos começar com você.


DR. Beer: Eu só quero salientar que o nível de benefício que nós estamos vendo com esses pacientes é realmente bastante impressionante em relação ao que sabemos sobre a quimioterapia. Estes são agentes orais com toxicidade relativamente modesto, em comparação à quimioterapia convencional. Estes são avanços reais e significativos para os pacientes. Mas chegar a sua pergunta, eu acho que em muitos casos de câncer de todo o potencial da terapia sistêmica só é realmente compreendida quando a terapia foi testado em todo o espectro da doença inteiro. Eu estaria muito interessado em ver esses agentes mover-se em estágios iniciais da doença, onde um benefício de 30% a 40%, por exemplo, em uma situação onde os homens vivem muitos anos, poderia ser realmente um benefício transformador se ele se sustenta. Penso anterior fase da doença, até e incluindo combinações com radiação para localmente avançado da doença de alto risco, em que sabemos terapia hormonal convencional tem um grande impacto sobre a sobrevivência e melhora os resultados de radiação. Seria certamente melhor se perguntar se a terapia hormonal pode fazer uma diferença ainda maior. Certamente combinação contra seqüência é uma questão importante no campo. Não, neste momento, realmente tem um monte de insights sobre se essas drogas podem fazer ainda melhor se máximo suprimir todos os elementos de sinalização, incluindo a produção de andrógenos ligante e receptor ao mesmo tempo. Eu acho que é uma questão importante que precisa ser feita.
DR. ARMSTRONG: Gostaria apenas de eco e dizer que os ensaios clínicos de fase III, pré-docetaxel para abiraterona, por exemplo, já sabemos que isso é essencialmente um estudo positivo e será apresentada em breve. Mas, outros estudos que olham abiraterona com radiação ou na configuração anterior da doença faz sentido. O nosso objectivo é, obviamente, para melhorar as taxas de cura, bem como para melhorar a sobrevivência com o uso anterior de estas drogas. Para Medivation, o estudo PREVAIL, por exemplo, é um pré-julgamento docetaxel que ainda está em curso. A utilização destas drogas adjuvantly, após a cirurgia ou com radiação, em combinação ou sequência faz sentido. Quanto mais tempo você tem os homens nesses estudos, obviamente estas são muito potentes terapias hormonais não-nós também temos que prestar atenção para a segurança a longo prazo.

 

CANCERNETWORK: Duas outras drogas que têm sido recentemente aprovadas são a imunoterapia Provenge-, bem como o cabazitaxel quimioterapia (Jevtana ®). Poderia tanto de você descrever sua visão sobre o papel destes agentes no tratamento?


DR. ARMSTRONG: Provenge ou sipuleucel-T foi aprovado pelo FDA mais de um ano atrás, agora com base em uma vantagem de sobrevivência em homens com doença resistente à castração que era metastático. Foi o primeiro medicamento para realmente ter uma etiqueta com base nos sintomas-é particularmente indicado para homens com doença assintomática ou sintomática minimamente semelhante ao julgamento IMPACT, um estudo de fase III que envolveu esses tipos de homens. Esses homens não têm, geralmente, fígado ou metástases pulmonares e geralmente não tinham quimioterapia anterior, embora tenha havido algumas exceções. O estudo mostrou uma melhoria 4,1 meses em sobrevivência. Não ter outros efeitos, como as terapias hormonais que acabamos de descrever, como quedas de PSA ou atraso na progressão ou respostas radiográficas.
Com uma imunoterapia bastante mecanismo de ação diferente, você pode esperar desfechos diferentes ou um ponto final em atraso. Nós ainda estamos tentando descobrir quais pacientes poderiam se beneficiar mais com esta terapia, ou encontrar biomarcadores que podem ajudar a interpretar os pacientes que estão respondendo ou não, e qual a melhor maneira de combinar este ou seqüência com todos esses novos agentes. Estas são algumas das perguntas ativas.

 


DR. Beer: vou comentar sobre cabazitaxel. É a droga de quimioterapia segundo depois de docetaxel demonstrou ser eficaz em prolongar a sobrevivência em cancro da próstata avançado. Tornou-se uma ferramenta padrão no tratamento de pacientes que têm câncer de próstata metastático resistente à castração após tratamento com docetaxel. Claro que agora com abiraterona em uso após quimioterapia esta é uma área lotada e eu acho que muitos de nós estão actualmente a abordar o tratamento com docetaxel em primeiro lugar, abiraterona seguinte, ea terceira cabazitaxel. Eu não esperava isso de evoluir. Eu acho que é razoavelmente provável que as drogas hormonais continuará a ser movida no início da doença. Cabazitaxel está a ser testada contra o docetaxel na configuração de linha de frente. Vamos ver a evolução continuada do paradigma do tratamento. Eu acho que cabazitaxel oferece uma importante opção principalmente para aqueles pacientes em que os agentes hormonalmente ativos não são mais úteis. Mesmo que se estenderam a gama de tais agentes, eventualmente, a maioria dos pacientes encontrar-se numa situação em que o cancro é resistente a todos os diversos agentes hormonais que estão disponíveis.


CANCERNETWORK: Outro conjunto de agentes, que visam prevenir metástases ósseas, como denosumab (Xgeva), que é aprovado, e também o rádio-223 (Alpharadin) que tem demonstrado um benefício de sobrevida global em pacientes com câncer de próstata avançado. Qual é a diferença entre os dois agentes e quais são seus papéis?

 

 

DR. Beer: Alpharadin é um radiofármaco alfa-emissor, um agente relativamente único. É, suponho, semelhante ao denosumab em que ele atinge doença no osso, mas como ele faz isso e o que ele faz é dramaticamente diferente. Essencialmente, oferece terapia de radiação para os locais de metástases ósseas. É o radiofármaco primeiro a mostrar, de forma convincente, efeito antitumoral verdadeira medida pelo PSA declínio e controle da dor. Mas também vantagem de sobrevivência, e eu acho que é muito emocionante. A droga ainda não está disponível no mercado, não estamos a usá-lo rotineiramente. Eu espero que ele se torne mais uma ferramenta na caixa de ferramentas. É provável que seja uma droga que nós usamos após a quimioterapia, mas vamos ter que aprender mais sobre essa droga e ganhar mais experiência com ele. É importante ter drogas de diferentes classes disponíveis e isto é claramente uma classe única.

 


Denosumab é uma droga que inibe a formação óssea e tem sido estudada, como indicado, para prevenir as metástases ósseas, para tratar a osteoporose e para reduzir o risco de complicações relacionadas com a esquelético de cancro da próstata. Por isso, é realmente uma droga osso alvo que atinge diretamente o osso e não diretamente como alvo o câncer como Alpharadin ou quimioterapia. No momento, eu acho que é mais amplamente utilizado no câncer de próstata para prevenir complicações relacionadas com esquelético ou para atrasá-los na doença resistente à castração metastático. Como uma ferramenta para prevenção de metástases, não obter a aprovação da FDA. Houve um atraso nas metástases, mas não uma vantagem de sobrevivência global. No início uso desta droga necessariamente resultou em um maior risco de efeitos secundários particularmente osteonecrose da mandíbula. Eu vejo esta droga como uma ferramenta importante na gestão de cuidados de suporte dos pacientes. Mas, como todas as ferramentas, que precisa ser avaliada em uma análise de risco-benefício, lembrando que queremos ser cuidadosos em não causar um efeito colateral, evitando outro. Em geral, eu acho que é usado para reduzir as complicações ósseas em pacientes de alto risco e é certamente uma opção interessante. Seu uso para prevenir metástases provavelmente não é justificada pelos dados atuais, mas que é um ponto controverso e eu me pergunto o que Andrew vai dizer sobre isso.

 


DR. ARMSTRONG: Concordo com você Tom. Eu acho que os comitês ODAC concordo com você também. Atrasar um evento que é apenas um evento de pura radiológico por apenas alguns meses não parece ser uma razão para mudar ou expandir a etiqueta com base em uma única tentativa, sem evidência de melhora da sobrevida ou resultados a longo prazo, sobretudo tendo em conta as toxicidades com anos de utilização denosumab eo custo. Mas gostaria apenas de dizer que esses agentes, como o ácido zoledrônico (Medicamentos informação sobre o ácido zoledrônico) e drogas elogiar denosumab pode gostar de rádio. De facto, os dados de rádio sugiro que se pacientes estão em estas drogas de osso, particularmente ácido zoledrônico, os benefícios parecem ser ainda maior para a prevenção esquelético eventos relacionados. Assim, eles podem realmente ajudar uns aos outros. Muitas destas drogas são dadas ao mesmo tempo como outras terapias como a quimioterapia ou hormonal terapias não necessariamente o rádio. Radium era um projeto de estudo interessante. Em essência, eles foram capazes de entregar terapias hormonais para os pacientes, ao mesmo tempo que o rádio. Eles não misturá-lo ainda com a quimioterapia. Muitos dos pacientes receberam segunda linha ou terceira linha terapias hormonais, como parte do ensaio clínico em ambos os lados do ensaio. Será interessante, obviamente, para eventualmente combinar algumas das novas terapias hormonais que já falámos anteriormente com o rádio.

 

CANCERNETWORK: Como última pergunta, com todos esses novos agentes, o que é o papel atual dos ensaios clínicos para câncer de próstata avançado? Dr. Beer que recentemente escreveu um livro sobre como fazer a melhor decisão educada sobre os ensaios clínicos para o câncer, então vamos começar com você.

 


DR. Beer: Acho que o papel dos ensaios clínicos não mudou. Fizemos muito progresso através de ensaios clínicos, mas muito mais é necessário. Quando olhamos, por exemplo, câncer testicular, onde 90% dos pacientes com doença metastática pode ser curada com 12 semanas de medicação, que é bastante óbvio que temos um longo caminho a percorrer. Então eu acho que o nosso compromisso com os ensaios clínicos devem, de fato, ser maior do que nunca. Isto é porque nós já demonstrou para nós e para nossos pacientes, que tipo de progresso é possível através da investigação clínica. Eu acho que, a partir de uma perspectiva de pesquisador, é um universo muito mais difícil estar dentro


Todos esses agentes eficazes criaram muitas subpopulações de pacientes e da concepção dos ensaios clínicos hoje é PhD em nível de trabalho, comparado ao trabalho de alto nível da escola há alguns anos atrás. Basta descobrir como estudar novos agentes nesse campo extremamente complicado, onde, como nossa discussão demonstrou claramente, nós não descobri exatamente como usar os agentes que já temos. Então, é um desafio. Para aqueles de nós que gostam desse tipo de desafios, este é um momento emocionante. Nós nunca tivemos um melhor entendimento da biologia do câncer que levou um esforço mais forte para desenvolver novas drogas excitantes, eo fato de que passamos de uma droga que melhora a sobrevida a 6 em uma matéria de cerca de 2 anos, é apenas o a ponta do iceberg tanto quanto eu estou preocupado.

 


Estou muito animado que eu tive a oportunidade de escrever um livro com um dos meus pacientes e participantes em ensaios clínicos. O livro é intitulado Ensaios Clínicos de Câncer, e esperamos que essas pessoas que estão contemplando participar num ensaio clínico vai encontrar esse livro útil e ajudá-los a pensar por onde um ensaio clínico pode ou não se encaixam em seu plano de tratamento do câncer.


DR. ARMSTRONG: Isso é ótimo. Gostaria apenas de acrescentar ao que com todas essas novas drogas, a nossa comunidade de câncer de próstata provavelmente irá formar novas questões e novos grupos de controle e dos novos projetos que ajudarão a responder a perguntas. Além disso, vou dizer que muitos de nossos colegas em outros tumores sólidos, particularmente de pulmão e câncer de mama estão se movendo em relação à medicina preventiva ou medicina precisão onde estamos usando biomarcadores tumorais para selecionar pacientes para uma determinada terapia, a fim de maximizar o benefício para aqueles pacientes que são susceptível de responder a uma terapia. Isso leva um bem-validado, qualificado biomarcador, por exemplo, o receptor de estrógeno, progesterona (Medicamentos informação sobre progesterona) receptor, HER2 no câncer de mama, ou mutações EGFR em câncer de pulmão. Estes são os biomarcadores onde você pode ver os resultados reais dramáticos com fármacos que inibem realmente o alvo. Eu diria que o câncer de próstata está caminhando nessa direção e ainda é uma necessidade não atendida, na medida do desenvolvimento desses biomarcadores que podem realmente selecionar os pacientes que terão um benefício surpreendente de abiraterona ou drogas Medivation, ou mesmo taxanos para essa matéria. O ideal é o nosso campo irá para que realmente maximuze benefício e minimizar danos. Essa é a minha esperança.

 

 
 

 


Date: Fri, 11 May 2012 21:31:44 +0000
Subject: Câncer de Próstata [Câncer de próstata – notícias e pacientes] Atualização sobre o Câncer da Próstata
From: soares.glaucio@gmail.com
To: cancer-de-prostata-pacientes@googlegroups.com

Uma excelente discussão – em Inglês – dos últimos avanços em cânceres adiantados se encontra em
 
http://www.cancernetwork.com/prostate-cancer/content/article/10165/2065202
 
Sem dúvida, é mais um serviço da instituição – Cancer Networks – à nossa comunidade de pacientes.
 
 
Gláucio Soares                   IESP-UERJ
 

 

PSA: TESTAR OU NÃO TESTAR?

Há um debate antigo relacionado ao câncer da próstata: fazer triagem com o teste de PSA ou não. O PSA é um teste imperfeito, com falsos positivos e falsos negativos.

Falso positivo: um PSA alto sugere câncer, mas não há câncer;

Falso negativo: um PSA baixo sugere que não há câncer, mas há.

Combinado com o toque retal, os erros diminuem. Quando a suspeita é grande, o médico (usualmente urólogo) recomenda ou não uma biópsia. Porém, a biópsia é probabilística e também tem falsos negativos: não encontram nada, mas o câncer está num lugar onde não enfiaram as agulhas… Mais agulhas, melhor distribuídas e melhor dirigidas reduzem os erros.

Esses testes não acontecem num universo sem emoções: há tensões, estresse, medo, angústia e até infecções, sobretudo no caso das biópsias feitas em hospitais e consultórios de baixa qualidade.

Porém, saber se o paciente tem ou não o câncer é apenas um passo, uma das perguntas. Mesmo se tivessemos um teste sem falsos positivos e falsos negativos, ainda poderíamos questionar a sabedoria de fazer exames regulares de PSA. Não é só ter ou não ter que conta, resta saber se, mesmo que haja câncer, vale a pena saber que ele existe. A última vez que li uma contagem dos tipos de câncer da próstata havia vinte e cinco tipos diferentes, alguns praticamente inócuos e outros virulentíssimos. Como separar os tipos de acordo com a sua agressividade? A biópsia permite fazer – se uma agulha encontrar o câncer – isso e, ainda hoje, usamos o Escore de Gleason (quanto mais alto, pior) que é uma soma: o tipo de célula cancerosa mais comum na biópsia, vem primeiro, e o segundo mais comum vem depois. Alguns defendem que é útil conhecer o terceiro mais comum. As células mais agressivas são as menos diferenciadas, que só fazem se reproduzir, multiplicar e multiplicar.

Um dos resultados de biópsia mais comuns, que divide as opiniões é o 3+3. Acima disso, com total 7, 8, 9 ou 10, quase todos tratam o paciente e o fazem agressivamente: jogam todas as cartas. Jogam para valer e tentar curar.

O PSA oferece mais do que isso: a velocidade com que ele cresce, chamada de PSA velocity importa: estatisticamente, ela se relaciona com o risco de que, depois do tratamento primário (o primeiro que fizermos com a intenção de curar, como cirurgia, radioterapia etc.) o câncer volte; também se relaciona com o risco de morrer deste câncer e, finalmente, com o tempo de sobrevivência. Afinal, uma coisa é morrer dois anos depois do diagnóstico e outra é morrer vinte anos depois.

Outra medida é comumente aplicada aos mesmos dados, o PSADT. Difere do anterior porque é um cálculo do tempo em que o PSA leva para dobrar. Também se relaciona com tudo com que o PSA velocity se relaciona, um pouco melhor, dizem seus defensores, porque o crescimento do PSA frequentemente não é linear e sim exponencial.

Um grupo americano de especialistas concluiu que não vale a pena testar toda a população masculina de x anos e mais, cada y anos. Gera angústia, estresse, medo, gastos desnecessários e mais. Outros contra-argumentam: na população americana um em cada seis homens tem ou terá câncer da próstata. Ou seja, de acordo com o National Cancer Institute, 242 mil serão diagnosticados naquele país em 2012. Aproximadamente, um em cada 34 homens morre devido ao câncer da próstata. Fazendo os cálculos, são mais de 28 mil mortes por ano, somente nos Estados Unidos.

A incidência e a prevalência deste câncer (em taxas) são muito mais baixas nos países asiáticos e, diagnosticado o câncer, a sobrevivência é menor em quase todos os países do que nos Estados Unidos. Os americanos comem mal, vivem mal, e têm mais câncer da próstata, mas tratam melhor e mais eficientemente.

Há portanto, a primeira decisão: testar ou não testar, e a pergunta associada, se não testarmos todos, quem testar?

Uma pesquisa feita na Europa, que acaba de ser publicada, produziu novas informações e levantou novas dúvidas: homens que eram testados de quatro em quatro anos, como parte de uma rotina preventiva, tinham um risco 30% mais baixo de morrer desse câncer. Feitos todos os cálculos, veio um resultado perturbador: os testes regulares não aumentavam a esperança de vida em geral. Os testados morriam um pouco mais de outras causas do que os não testados, o que compensava o ganho nas mortes com o câncer da próstata.

A pesquisa foi grande, mais de 182 mil homens em oito países europeus, todos entre 50 e 74 anos, que foram acompanhados durante 11 anos.

Onze anos? Parece muito? Alguns argumentam que não é porque a taxa específica devida ao câncer da próstata não se reduziria quinze ou vinte anos depois do tratamento.

O Dr. Fritz Schroder, professor de urologia na Erasmus University concluiu que não há dúvida de que o risco de morrer  do câncer da próstata é trinta por cento menor entre os testados, mas trinta por cento desses cânceres descobertos são insignificantes, lentos, e os pacientes morrerão de outras causas muito antes do que morreriam devido ao câncer da próstata.

Onde ficamos? Posso dizer o que talvez seja um novo consenso: os que têm fatores de risco ou sintomas devem ser testados regularmente (os com câncer da próstata na família, os negros, os fumantes, os obesos etc). Não obstante, testar ou não testar é e deve continuar sendo uma decisão do paciente, ainda que muito bem informada pelo médico.

É importante continuar pesquisando novos testes não invasivos que, isolados ou em combinação com os existentes, reduzam tanto os falsos positivos quanto os falsos negativos e indiquem a agressividade do câncer. Talvez sejam novos e  melhores exames de sangue, talvez sejam de urina, possibilidade levantada por um experimento esdrúxulo com cães farejadores que parecem poder separar os cânceres agressivos dos  não agressivos. Se essa possibilidade se confirmar, talvez seja possível desenvolver testes feitos com a urina que poderiam classificar os pacientes de acordo com a agressividade do câncer.

Estranho exemplo da afirmação de que “sai na urina”…

 

Gláucio Soares                  IESP/UERJ

Os custos do cabazitaxel são muito altos em relação aos benefícios

Há um medicamento que recentemente terminou testes Fase III, de nome comercial Jevtana, baseado no cabazitaxel, que, em combinação com prednisona ou com prednisolona pode ser usado como quimioterapia de segunda linha. Até agora a de primeira linha é, sem lugar a dúvida, o taxotere.

Na Grã-Bretanha, a distribuição e uso de um medicamento pelo sistema público de saúde passa por uma avaliação, que inclui custo/benefício. No Brasil, o artigo constitucional, de triste inspiração, de que a saúde é direito de todos e obrigação do estado, gerou uma chuva de processos para que o estado pague por remédios caríssimos que aumentam pouco a sobrevivência do paciente. Com os mesmos recursos gastos com esses medicamentos, o número de pessoas salvas seria muito maior e o número de anos vividos muitíssimo maior. Mas os pobres não dispõem dessas informações nem de recursos para pagar advogados e obter os medicamentos grátis. Grátis para quem os usa; alguém paga a conta.

Quem faz a avaliação na Grã-Bretanha é o National Institute for Clinical Excellence (NICE). O NICE concluiu que esse medicamento não deveria ser usado (e custeado) pelo NHS, o sistema público de saúde do país. O raciocínio é simples:

  • A dose custa £3,700, ou 10.835,00 reais;
  • O tratamento custa £22,200, ou 65.013,66 reais;
  • O tratamento tem efeitos colaterais sérios;
  • O custo não é proporcional aos benefícios.

O sistema de saúde inglês, mais realista e menos populista do que o brasileiro, concluiu que os custos eram demasiadamente altos em relação aos benefícios. Todos sabem que esses recursos salvarão mais anos de vida se aplicados a outras áreas. É uma escolha difícil, mas racional, na qual o custo/benefício deste tratamento foi calculado e contrastado com os benefícios obtidos se os mesmos fundos fossem aplicados a outras áreas.

Reduzindo a metástase óssea e seus efeitos

A FDA (órgão encarregado de aprovar ou rejeitar medicamentos nos Estados Unidos) aprovou duas aplicações do denosumab (nome comercial Prolia), um medicamento contra a osteoporose.

As aplicações são contra a perda óssea em homens que fazem tratamento (anti)hormonal e, no caso do câncer da mama, em mulheres que recebem um tratamento que enfraquece os ossos. Denosumab já fora aceito pela FDA, com o nome comercial de Xgeva, para atuar contra pacientes com cânceres mais avançados, com metástase óssea. Xgeva é dada para impedir fraturas e reduzir a dor nos ossos. A metástase para os ossos do câncer da próstata com freqüência danifica os ossos e, por isso, esse tipo de tratamento não pode ser negligenciado. Normalmente, esse tratamento é feito em conjunção com cálcio e vitamina D. Nem todos os pacientes podem tomar esses medicamentos sem uma preparação, como é o caso dos que sofrem de hipocalcemia.

Duas pesquisas Fase III providenciaram a evidência de que o tratamento funciona: uma multinacional com quase mil e quinhentos pacientes com homens com câncer que não tinha metastizado, mas recebiam tratamento (anti)hormonal; a outra, menor, foi também multinacional com mulheres com câncer da mama que recebiam o tratamento que acentuava os problemas ósseos.

Os pacientes homens que foram tratados durante dois anos com denosumab tinham uma densidade mineral (bone mineral density – BMD) nos ossos lombares maior do que o grupo controle. A diferença era estatisticamente significativa.

Depois de três anos de tratamento com esse medicamento, 3,9% dos homens no grupo controle tiveram novas fraturas nas vértebras, em contraste com 1,5% dos que recebiam denosumab. O risco era 62% menor.

Tenho insistido nas postagens que nós, pacientes, colocamos muita ênfase na sobrevivência e pouca na qualidade da vida. A metástase óssea é uma das maiores causadores de baixas dramáticas na qualidade da vida. Denosumab não cura o câncer (creio que seus fabricantes nem pretendem combatê-lo), mas é parte do seu tratamento para reduzir as dores e evitar fraturas.

GLÁUCIO SOARES