Um teste mais exato para os pacientes que removeram cirurgicamente a próstata

Há 25 anos, quando o PSA foi usado pela primeira vez, a acuidade do diagnóstico do câncer da próstata deu um grande salto para melhor. Juntamente com o toque retal, reduziu muito os erros, tanto os falsos positivos (o teste conclui que há câncer quando não há) quanto os falsos negativos (o teste conclui que não há câncer, quando há). Com o correr do tempo, foram descobertas novas aplicações e novas falhas. Em anos recentes, o preço pago por pacientes erroneamente diagnosticados passou a ser conhecido – tanto os falsos positivos e falsos negativos, quanto os de câncer indolente no qual não seria preciso, nem se deveria, mexer. Entraram no tabuleiro as peças da qualidade de vida, que é muito afetada por um diagnóstico positivo, e dos efeitos  colaterais dos tratamentos. 
Tornava-se, portanto, mais importante do que anteriormente, o diagnóstico preciso.  
A Metamark Genetics, Inc., uma empresa dedicada à oncologia molecular e à exatidão dos diagnósticos, parece estar dando importante passo nessa direção. Pesquisaram 500 pacientes, usando um teste de 4 proteínas. Ding e associados mostraram erros muito menores do que os atuais sobre quais os pacientes que experimentam fracasso bioquímico (a volta do PSA) e quais os que morrem após a cirurgia. 
Diagnósticos e prognósticos precisos são fundamentais para os pacientes. Não é apenas a vida dos pacientes que depende deles, mas a qualidade da vida também. 
Esse teste se baseia na análise do tecido das próstatas removidas pela cirurgia. Não é tão prático quando o PSA, que é um simples exame de sangue, baseando-se no exame exaustivo das próstatas removidas dos pacientes. Por isso, só se aplica com essa precisão aos pacientes que passaram pela prostatectomia radical.
O artigo original foi publicado em Nature.

GLÁUCIO ARY DILLON SOARES      IESP/UERJ
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Câncer, armas de fogo e suicídio

Tentativas de suicídio são mais comuns entre idosos do que entre jovens, e mais comuns entre pessoas com doenças físicas e mentais do que entre pessoas sãs. As depressões freqüentemente acompanham pessoas que sofreram AVC’s, que foram diagnosticadas com câncer, que perderam um familiar, que se divorciaram ou separaram etc. Em alguns casos, amigos e familiares, assim como as pessoas vinculadas à saúde física e mental da pessoa, podem tomar medidas preventivas do suicídio. Além do importante tratamento com remédios e terapia adequada, é importante fechar janelas de oportunidade para os suicídios.

Muitas pessoas entram em desespêro quando enfrentam situações adversas, sem se dar conta de que a vida pode ser boa e gostosa a despeito de doenças e perdas.
Um estudo, realizado no Estado de Illinois, mostrou a importância de retirar as armas de fogo do ambiente ao qual a pessoa em situação de risco tem acesso. De janeiro de 1990 a dezembro de 1997 houve mais de 37 mil internações nos hospitais por tentativas de suicídio e houve 10.287 suicídios completos. Tentar se suicidar com arma de fogo, em si, não requer muita preparação e pode ser, apenas, uma “janela” negativa, mas as tentativas com armas de fogo são muito mais letais. Os dados mostram que as armas de fogo são, de longe, o método mais letal, 2.6 vezes mais letal do que o segundo, que usa a asfixia, principalmente por enforcamento. Os autores estimavam que a simples substituição dos métodos de suicídio salvaria 32% dos suicidas menores de idade e 6,5% dos suicidas adultos. Esse cálculo foi feito sem levar em conta que a oportunidade é um fator importante nos suicídios e que um número tenta o suicídio com uma arma simplesmente porque encontra uma pela frente..

Dados de Shanessa, Catlin e Buka, 2003.

Resumo por Gláucio Soares

Se quiser saber mais sobre suicídios e a prevenção de suicídios, visite os seguintes blogs:

http://suicidionuncamais.wordpress.com

http://suicidiopesquisaeprevencao.blogspot.com/

Diagóstico de câncer e suicídio

Thomas H. Maugh II, escrevendo para o LA Times, relata pesquisa que mostra uma redução na taxa de suicídios dos homens recém-diagnosticados com câncer da próstata. O uso do PSA aumentou o número dos pacientes diagnosticados cedo e, também, dos diagnosticados com cânceres não agressivos. Creio que uma percentagem mais alta dos que tinham cânceres agressivos, medidos pelo escore Gleason, passaram a ser descobertos mais cedo, oferecendo bons prognósticos. Depois do PSA (cujo uso generalizado começou em 1993) o risco de suicídio baixou muito nos Estados Unidos: era 90% mais alto do que em população equivalente, nos primeiros três meses, e 30% mais alto no primeiro ano, mas após o PSA as taxas se aproximaram muito das taxas de homens normais, sem câncer. O diagnóstico de câncer é uma pancada nas pessoas e os resultados se fazem sentir não apenas nos suicídios: o risco de morrer de um ataque cardíaco dobrava no primeiro mês! Depois, baixava muito e, no primeiro ano, o aumento no risco passou a ser de 9%. Muitos argumentam que a melhoria de parte da população de pacientes se deve a medidas tomadas em função do próprio diagnóstico, como parar de fumar que, já sabemos, reduz rapidamente as taxas de mortes por problemas cardio-vasculares.

A cultura conta: os mesmos autores mostram que, na Suécia, o diagnóstico de câncer da próstata aumenta o risco de suicídio em 20% e permanece 20% mais alto.

Outras variáveis contam. Amy Munday informa que o risco de suicídio é menor entre casados do que entre solteiros; os que buscam apoio psicológico e emocional reduzem o risco de suicídio. Essa autora afirma que o estresse e o risco adicional trazido pelo tratamento hormonal são parcialmente responsáveis pela morte, por problemas cardio-vasculares, de quase sete mil homens de 343 mil que foram testados

Essa pesquisa foi publicada no Journal of the National Cancer Institute.

O efeito do PSA sobre o risco de suicidio de homens diagnosticados com câncer da próstata

Thomas H. Maugh II, escrevendo para o LA Times, relata pesquisa que mostra uma redução na taxa de suicídios dos homens recém-diagnosticados com câncer da próstata. O uso do PSA aumentou o número dos pacientes diagnosticados cedo e, também, dos diagnosticados com cânceres não agressivos. Creio que uma percentagem mais alta dos que tinham cânceres agressivos, medidos pelo escore Gleason, passaram a ser descobertos mais cedo, oferecendo bons prognósticos. Depois do PSA (cujo uso generalizado começou em 1993) o risco de suicídio baixou muito nos Estados Unidos: era 90% mais alto do que em população equivalente, nos primeiros três meses, e 30% mais alto no primeiro ano, mas após o PSA as taxas se aproximaram muito das taxas de homens normais, sem câncer. O diagnóstico de câncer é uma pancada nas pessoas e os resultados se fazem sentir não apenas nos suicídios: o risco de morrer de um ataque cardíaco dobrava no primeiro mês! Depois, baixava muito e, no primeiro ano, o aumento no risco passou a ser de 9%. Muitos argumentam que a melhoria de parte da população de pacientes se deve a medidas tomadas em função do próprio diagnóstico, como parar de fumar que, já sabemos, reduz rapidamente as taxas de mortes por problemas cardio-vasculares.
A cultura conta: os mesmos autores mostram que, na Suécia, o diagnóstico de câncer da próstata aumenta o risco de suicídio em 20% e permanece 20% mais alto.
 Outras variáveis contam. Amy Munday informa que o risco de suicídio é menor entre casados do que entre solteiros; os que buscam apoio psicológico e emocional reduzem o risco de suicídio. Essa autora afirma que o estresse e o risco adicional trazido pelo tratamento hormonal são parcialmente responsáveis pela morte, por problemas cardio-vasculares, de quase sete mil homens de 343 mil que foram testados
Essa pesquisa foi publicada no Journal of the National Cancer Institute.

Resumo por GLÁUCIO SOARES

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http://conjunturacriminal.wordpress.com/

O efeito do PSA sobre o risco de suicidio de homens diagnosticados com câncer da próstata

Thomas H. Maugh II, escrevendo para o LA Times, relata pesquisa que mostra uma redução na taxa de suicídios dos homens recém-diagnosticados com câncer da próstata. O uso do PSA aumentou o número dos pacientes diagnosticados cedo e, também, dos diagnosticados com cânceres não agressivos. Creio que uma percentagem mais alta dos que tinham cânceres agressivos, medidos pelo escore Gleason, passaram a ser descobertos mais cedo, oferecendo bons prognósticos. Depois do PSA (cujo uso generalizado começou em 1993) o risco de suicídio baixou muito nos Estados Unidos: era 90% mais alto do que em população equivalente, nos primeiros três meses, e 30% mais alto no primeiro ano, mas após o PSA as taxas se aproximaram muito das taxas de homens normais, sem câncer. O diagnóstico de câncer é uma pancada nas pessoas e os resultados se fazem sentir não apenas nos suicídios: o risco de morrer de um ataque cardíaco dobrava no primeiro mês! Depois, baixava muito e, no primeiro ano, o aumento no risco passou a ser de 9%. Muitos argumentam que a melhoria de parte da população de pacientes se deve a medidas tomadas em função do próprio diagnóstico, como parar de fumar que, já sabemos, reduz rapidamente as taxas de mortes por problemas cardio-vasculares.

 

A cultura conta: os mesmos autores mostram que, na Suécia, o diagnóstico de câncer da próstata aumenta o risco de suicídio em 20% e permanece 20% mais alto.

Outras variáveis contam. Amy Munday informa que o risco de suicídio é menor entre casados do que entre solteiros; os que buscam apoio psicológico e emocional reduzem o risco de suicídio. Essa autora afirma que o estresse e o risco adicional trazido pelo tratamento hormonal são parcialmente responsáveis pela morte, por problemas cardio-vasculares, de quase sete mil homens de 343 mil que foram testados

Essa pesquisa foi publicada no Journal of the National Cancer Institute.

Meu próprio tratamento

Meu próprio tratamento

A consulta com dois médicos do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center trouxe poucas novidades. O tratamento hormonal seria mais eficiente se iniciado logo após a volta do PSA, há 7 anos.  Agora, ele tem, segundo o Dr. Kempel, benefícios modestos e efeitos colaterais igualmente modestos, que podem ser reduzidos com outros medicamentos.

Fazer ou não fazer não é a questão. Fazer ou não fazer agora é a questão. Uma vez iniciado, posso fazê-lo no Brasil e, inicialmente, seria Casodex e, pouco tempo depois, Lupron. Dr. Kempel prefere o tratamento intermitente – que é suspenso quando o PSA atinge um nível suficientemente baixo e recomeçado quando ele atinge um nível mais alto, predeterminado. Todos os tratamentos hormonais, intermitentes ou não, perdem o efeito após algum tempo. Todos podem ser substituídos por outros, com ingredientes diferentes, mas cada novo remédio tem efeito geralmente bem menor do que o anterior.

A decisão de não iniciá-lo agora foi minha, mas Kempel estava claramente de acordo. Farei exames cada quatro meses. Ele deseja que eu faça exames de imagens – cíntolografia e tomografia computarizada (CT). Farei, mas gostaria de postergá-los porque raramente mostram alguma coisa nesse nível e a descarga radioativa da CT é muito alta. Não obstante, localizar cedo os principais focos tem suas vantagens.

Kempel claramente gostou dos meus indicadores não relacionados ao câncer. Posso melhorar bastante em alguns deles, mas isso requer ter um estilo de vida regular, dieta mais estrita e exercícios mais freqüentes e regulares.

Esse é o panorama. Dia 6 terei uma segunda opinião, do Dr. Meyers, que também foi diagnosticado com câncer da próstata. Funciona mais no estilo brasileiro (não trabalha em um grande hospital) e coloca mais ênfase em dieta e em exercícios.

Fechando, para mim essa é tanto uma questão psicológica quanto oncológica. Em não muito tempo, um novo estilo de vida, bem mais reduzido, vida mais limitada, vai começar. Tenho que me preparar para isso.

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Prof. Glaúcio e demais do grupo:

Meu médico, Dr. Luis Bruno, de Porto Alegre, RS, adotou comigo o mesmo tratamento do Dr.Kempel: depois do Casodex diário e de ampolas de Zoladex injetáveis na barriga a cada 3 meses, ou seja, depois do tratamento hormonal definimos uma nova ação: observação tão somente. Após os primeiros seis meses sem o hormonio, ao fazer os exames habituais de sangue,  mais cintilografia óssea, tomografia e ecografia, ele verificou que o câncer tinha andado mais devagar do que enquanto eu tomava o hormonio, meu PSA atualmente em torno de 7. Vamos ver o que vai acontecer daqui para a frente. Eu fiquei bem otimista com os resultados deste procedimento porque o hormonio me traz crescimento de mamilos (e eu já fizera uma cirurgia plástica que resolveu em boa parte a ginecomastia…) e especialmente porque eu voltei e ter ereções e  relações sexuais satisfatórias.
Eu acredito MUITO que a dieta alimentar saudável e os exercícios físicos periódicos que repercutem diretamente na qualidade de vida influenciam diretamente nos resultados de qualquer  tratamento ou da observação porque, afinal de contas, morrer todos vamos. Que morramos então com qualidade de uma vida mais longa e mais feliz!
DESEJO-LHE e  a  todos do grupo,  sob a sua rica liderança, boas festas e um Ano Novo com muita harmonia e muita paz.
Abraços,
João A.

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Obrigado João.

Meu tratamento é similar. Depois de um “conceituado” (???) médico de Porto Alegre, em agosto de 2006, ter dito que “no seu caso, nada há a fazer”. Estou com três casodez diários e com zoladez de 30 em 30 dias, como o PSA em 2,7 (em agosto/2006 estava em 50).
Feliz Natal a todos e um ano novo repleto de vida.
Abraços
Sergio

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Oi Gláucio,

Entendi e concordo com sua decisão. Gostaria apenas de comentar a perspectiva que você sugeriu sobre o novo estilo de vida que você tem pela frente. Por que você acha que esse novo estilo de vida é mais reduzido e limitado? Vejamos. Talvez porque, ao exigir de você um foco maior na sua existência integrada (com corpo e tudo, duro para um intelectual linha dura) ele implique numa nova etapa de aprendizado. Deve ser esquisito para alguém que nem se lembra de como era sentar-se para ouvir alguém que tenha qualquer coisa digna de se aprender. Não é, não?

Pois é, é duro: agora tem que sentar e aprender. O raiva pior é que não é nem com um terceiro, o que já em si seria surrealista no seu caso, mas com alguém de quem você não deve ter se dignado a aprender ainda: você mesmo.

Pior! Isso toma tempo! E uma nova disciplina! Uma que você também não deve lembrar mais, certo? Porque disciplina para cumprir prazo na entrega de relatório e projeto é bico – para quem faz isso há décadas. Disciplina para cumprir uma agenda intelectual e desenvolver um argumento monográfico idem. Mas e disciplina para re-adquirir habilidades perdidas? Para aprender novas formas de existir corporalmente no mundo? Duro, né?

Não vamos brincar de gente com medo de morrer porque já somos grandes o suficiente para saber que Deus, ou os Deuses, existem. E viver é um processo que se passa entre aparecer aqui em forma de gente e desaparecer – entre nascer e morrer. Sempre, todos, caminhamos para a morte. Por definição, a morte é um momento em que nos DESintegramos nesta forma, nesta configuração, para nos integrar em outra.

Nossas sociedades confundem tudo e nos propõem ficar se desintegrando ao longo do processo, o que é tudo de errado. Muito pelo contrário, temos que lutar para reter aquele estado primordial de integração e ao mesmo tempo adquirir saberes e habilidades (em geral, perdemos um para ganhar os outros). Para que? Para viver com plenitude. Só vivendo com plenitude é que se cumpre a misteriosa missão de percorrer o trajeto entre aparecer aqui e desaparecer aqui (e aparecer “lá”??… sei lá).

Mas meu amor, viver com plenitude não é viver limitado nem reduzido. É viver AMPLIADO. Concordo que vai ser um porre para você, pelo menos no começo. Mas se você adotar uma postura meditativa e espiritual sobre o alimento que ingere, sobre a consciência de seu corpo de vocação motriz, o que você estará fazendo é ampliar em muito os seus horizontes. Não há nada de limitado em ser consicente e focado nesta mágica relação com o que está fora de nossos corpos: o ato de se alimentar. Isso é “dieta”.

Mudar de paradigma na sua prática corporal, então… engrandece o seu ser terreno. Não limita. Bem, não precisa acreditar, mas o fato é que em pouco tempo de uma mudança de paradigma corporal, seu corpo se lilberta das limitações (o inverso do sentido da sua frase).

Quem sabe nisso eu ajudo, hein?…

beijos e bem-vindo à nova jornada em direção ao desconhecido. Wow!

love

Marilia

Câncer, depressão, armas de fogo e suicídio

Tentativas de suicídio são mais comuns entre idosos do que entre jovens, e mais comuns entre pessoas com doenças físicas e mentais do que entre pessoas sãs. As depressões freqüentemente acompanham pessoas que sofreram AVC’s, que foram diagnosticadas com câncer, que perderam um familiar, que se divorciaram ou separaram etc. Em alguns casos, amigos e familiares, assim como as pessoas vinculadas à saúde física e mental da pessoa, podem tomar medidas preventivas do suicídio. Além do importante tratamento com remédios e terapia adequada, é importante fechar janelas de oportunidade para os suicídios.

Muitas pessoas entram em desespêro quando enfrentam situações adversas, sem se dar conta de que a vida pode ser boa e gostosa a despeito de doenças e perdas.
Um estudo, realizado no Estado de Illinois, mostrou a importância de retirar as armas de fogo do ambiente ao qual a pessoa em situação de risco tem acesso. De janeiro de 1990 a dezembro de 1997 houve mais de 37 mil internações nos hospitais por tentativas de suicídio e houve 10.287 suicídios completos. Tentar se suicidar com arma de fogo, em si, não requer muita preparação e pode ser, apenas, uma “janela” negativa, mas as tentativas com armas de fogo são muito mais letais. Os dados mostram que as armas de fogo são, de longe, o método mais letal, 2.6 vezes mais letal do que o segundo, que usa a asfixia, principalmente por enforcamento. Os autores estimavam que a simples substituição dos métodos de suicídio salvaria 32% dos suicidas menores de idade e 6,5% dos suicidas adultos. Esse cálculo foi feito sem levar em conta que a oportunidade é um fator importante nos suicídios e que um número tenta o suicídio com uma arma simplesmente porque encontra uma pela frente.

Dados de Shanessa, Catlin e Buka, 2003.