Testes melhores para o câncer da próstata

Os testes atuais para detectar o câncer da próstata são bons, mas podem ser muito melhores. O melhor que se usa é o PSA. Porém, o PSA produz aproximadamente quinze por cento de falsos negativos. O que é isso? O teste é interpretado como negativo, ou seja, o paciente não tem câncer, mas de fato tem. Os erros são maiores do lado positivo: há falsos positivos cerca de 50% até 75% dos casos, dependendo da definição. Falso positivo? O teste indica câncer, o paciente é diagnosticado como tal, mas não tem câncer.

Não é “só” um erro. O diagnóstico de câncer é uma porrada. Muitos pacientes perdem o controle emocional, ficam traumatizados. Esses pacientes pagam um alto preço pela imperfeição do teste.

Está sendo testado um teste que usa a urina em dois hospitais de Cleveland e um de Boston. É chamado de PSA/SIA. O atual teste de PSA nos diz quanto PSA circula no sangue do paciente. O PSA/SAI informa a respeito de muitas mudanças na proteína que chamamos de PSA. Ele consegue diferenciar a estrutura molecular de um PSA canceroso daquela de um PSA normal, saudável. Além de informar se o paciente está no nível em que o câncer é provável, informa também se ele é agressivo. São informações importantes para recomendar um tratamento ou outro. Nos diz qual o nível do câncer. Se for um nível alto, a despeito de uma quantidade ainda moderada sendo produzida, pode ser aconselhável fazer logo uma cirurgia.

Um primeiro teste com 222 homens produziu uma sensitividade de cem por cento (não há falsos negativos – se o resultado for negativo, o paciente não tem câncer e pronto).

E a especificidade? Esse teste permite quantos falsos positivos? Comparativamente poucos: vinte por cento de falsos positivos, muito menos do que o teste de PSA.

Esse teste não deve eliminar o de PSA, nem o toque retal. O uso de vários testes reduz os erros.

Você pode obter muitas informações em vídeos da equipe dirigida pelo Dr. David Samadi:

New Study On Prostate Cancer Screening Effectiveness http://www.youtube.com/watch?v=KFH1XFgoziQ

Comparing Prostate Cancer Treatment Options – Robotic Surgery Vs. Watchful Waiting

http://www.youtube.com/watch?v=9dC4T9JAJss

Outro Link: Smart-Surgery.com

FONTE: RoboticOncology.com

GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ


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Satraplatina garante mais várias semanas sem avanço no câncer

Recebi uma informação propagandística sobre o experimento Fase 3 usando satraplatina em casos de câncer avançado, nos quais o tratamento hormonal já não funciona, chamado de “SPARC trial” (SPARC quer dizer Satraplatin and Prednisone Against Refractory Cancer). Esses resultados foram apresentados ao ASCO Prostate Cancer Symposium. Há dois grupos, um de satraplatina mais prednisone e outro o placebo mais prednisone. O número é grande, 950 pacientes com HRPC (hormone- refractory prostate cancer) e que também já não respondem a quimioterapia. São casos avançadíssimos.
A pesquisa mostra que a satraplatina tem um efeito importante, reduzindo o risco de mais avanço do câncer – a razão de risco é 0,6 (95% CI: 0.5-0.7, p<0.00001), mesmo compensada por nove fatores associados com o avanço do câncer. Compensando somente por três muito importantes, a razão de risco é de 0,67 (95% CI: 0.57-0.77, p=0.0000003).
O que isso quer dizer????
Quer dizer que a satraplatina reduz o risco de mais avanço (depois do fracasso da terapia hormonal e da quimioterapia) em 40%, no caso de nove controles, e de 33%, no caso de três controles.

Nesse experimento, pacientes que não mostram melhoras continuam sendo tratados e todos os pacientes são acompanhados para verificar a sobrevivência. Dados sobre a sobrevivência deverão estar disponíveis em mais vários meses. O Pesquisador Principal do SPARC afirmou:

“As there are currently no approved therapies for patients with hormone-refractory prostate cancer whose disease has already failed on one chemotherapy regimen, satraplatin has the potential to address a mounting area of unmet medical need. The data I am presenting today show statistically significant results in progression-free survival in favor of those patients treated with satraplatin. These results are consistent no matter what the prior chemotherapy treatment, including Taxotere.”

Os dados também mostram que a satraplatina reduz e protela a dor no caso das metástases ósseas da ordem de 14% (11,1 semanas em comparação com 9,7 semanas no grupo que só tomou prednisone).

Como outros experimentos, alguns se beneficiaram muito mais do que outros: seis meses depois, 30% dos tratados com satraplatina não viram seus cânceres avançar, em comparação com 17% entre os controles. Depois de um ano, as percentagens eram 16% e 7%.

São remédios dados em condições extremas e provocam efeitos colaterais.

Há progresso: há 3 anos, antes do Taxotere, o fim do efeito da terapia hormonal significava avanço do câncer e seus sintomas; o taxotere empurrou essa marca alguns meses mas, no caso de alguns pacientes, a extensão foi bem maior.
Agora a satraplatina pega o bastão onde o taxotere (docetaxel) deixou e empurra o reinício do avanço do câncer mais várias semanas e, no caso de algumas respostas muito boas, os pacientes ganham mais de um ano. Entendamos que nem Taxotere nem Satraplatina são remédios milagrosos. São pioneiros, que avançam a sobrevivência e reduzem alguns sintomas (mas aumentam outros) que não estavam disponíveis há menos de três anos.

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Satraplatina

Recebi uma informação propagandística sobre o experimento Fase 3 usando satraplatina em casos de câncer avançado, nos quais o tratamento hormonal já não funciona, chamado de “SPARC trial” (SPARC quer dizer Satraplatin and Prednisone Against Refractory Cancer). Foram apresentados numa conferência chamada ASCO Prostate Cancer Symposium. Há dois grupos,

um de satraplatina mais prednisone e outro

o placebo mais prednisone.

O número é grande, 950 pacientes com HRPC (hormone- refractory prostate cancer), que não respondem mais ao tratamento hormonal e que também já não respondem a quimioterapia. São casos avançadíssimos.
A pesquisa mostra que a satraplatina tem um efeito importante, reduzindo o risco de mais avanço do câncer – a razão de risco é 0,6 (95% CI: 0.5-0.7, p<0.00001),mesmo controlando nove fatores associados com o avanço do câncer. Controlando somente três muito importantes, a razão de risco é de 0,67 (95% CI: 0.57-0.77, p=0.0000003).

O que isso quer dizer????
Quer dizer que a satraplatina reduz o risco de mais avanço (depois do fracasso da terapia hormonal e da quimioterapia) em 40%, no caso de nove controles, e de 33%, no caso de três controles.

Nesse experimento, os pacientes que não mostram melhoras continuam sendo tratados e todos os pacientes são acompanhados para verificar a sobrevivência. Dados sobre a sobrevivência deverão estar disponíveis em mais vários meses.

Os dados também mostram que a satraplatina reduz e protela a dor no caso das metástases ósseas da ordem de 14% (11,1 semanas em comparação com 9,7 semanas no grupo que só tomou prednisone).

Como outros experimentos, alguns pacientes se beneficiaram muito mais do que outros: seis meses depois, 30% dos tratados com satraplatina não viram seus cânceres avançar, em comparação com 17% entre os controles. Os outros pioraram. Depois de um ano, as percentagens eram 16% e 7%.

São remédios dados em condições extremas e provocam efeitos colaterais.

Há progresso: há 3 anos, antes do Taxotere, o fim do efeito da terapia hormonal significava avanço do câncer e seus sintomas e a aproximação da morte; o taxotere empurrou essa marca alguns meses mas, no caso de alguns pacientes, a extensão foi bem maior.
Agora a satraplatina pega o bastão onde o taxotere (docetaxel) deixou e empurra o reinício do avanço do câncer mais várias semanas e, no caso de algumas respostas muito boas, os pacientes ganham mais de um ano. Entendamos que nem Taxotere nem Satraplatina são remédios milagrosos. São pioneiros, que avançam a sobrevivência e reduzem alguns sintomas (mas aumentam outros) que não estavam disponíveis há menos de três anos.

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Satraplatina

Cancer Research UK : Tests of satraplatin for prostate cancer show encouraging results: “Patients in the SPARC (Satraplatin and Prednisone Against Refractory Cancer) trial who received satraplatin plus prednisone had a 40 per cent reduction in the risk of disease progression compared with patients who received prednisone plus a placebo.”

Traduzindo: dois grupos. Um tomou apenas prednisone mais um placebo (remédio de mentirinha) e o outro prednisone mais satraplatina. O grupo com satraplatina teve uma redução de 40% no avanço do câncer em relação ao outro.

Satraplatina

Cancer Research UK : Tests of satraplatin for prostate cancer show encouraging results: “Patients in the SPARC (Satraplatin and Prednisone Against Refractory Cancer) trial who received satraplatin plus prednisone had a 40 per cent reduction in the risk of disease progression compared with patients who received prednisone plus a placebo.”

Traduzindo: dois grupos. Um tomou apenas prednisone mais um placebo (remédio de mentirinha) e o outro prednisone mais satraplatina. O grupo com satraplatina teve uma redução de 40% no avanço do câncer em relação ao outro.

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GPC, Pharmion, Spectrum As ações dessas empresas aumentaram de valor devido aos testes do satraplatin

GPC, Pharmion, Spectrum soar on prostate-cancer study – MarketWatch

Três empresas ganharam muito nos mercados internacionais devido aos resultados do estudo clínico Fase III que combinou duas drogas, satraplatin e prednisone num teste com pacientes de cânceres avançados que já não respondiam ao tratamento hormonal. As mudanças no mercado de ações são usadas como indicadoras do potencial dos produtos vendidos. Os resultados são promissores, seguindo novas estratégias de combate ao câncer. Vou buscar mais informações sobre o teste.

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