EMBOLIAS PULMONARES

 

Recentemente, li um artigo de divulgação sobre a DVT, trombose das veias profundas, e sua relação com as embolias pulmonares. Foi escrito por Beth W. Orenstein, com revisão medica por Farrokh Sohrabi. Trouxe lembranças de momentos difíceis.

Eu tive embolias pulmonares, que não foram diagnosticadas imediatamente. Há, somente nos Estados Unidos, 600 mil embolias pulmonares por ano; desses, cem mil morrem. Se tudo o mais fosse igual entre o Brasil e os Estados Unidos, e somente a população fosse diferente, estimaríamos a incidência de embolias no Brasil em cerca de 400 mil ao ano e as mortes em 67 mil. Há inúmeras correções a fazer nesse número, mas fica claro que é um sério problema de saúde pública.

Há muitos mitos a respeito das embolias pulmonares e vale a pena reproduzir comentários e conselhos de pesquisadores e clínicos.

O risco de embolia é muito afetado pelo estilo de vida; você pode reduzir muito o risco de ter embolias pulmonares melhorando o seu estilo de vida.

Fazendo o quê?

Quatro comportamentos são importantes:

· NÃO FUMAR: deixar de fumar não é fácil, mas é essencial;

· SE MEXER, fazer coisas, ir a lugares, tudo menos ficar imóvel dentro de casa ou no escritório o tempo todo;

· SE HIDRATAR. A desidratação se associa com as embolias e

· COMBATER A OBESIDADE, que também aumenta muito o risco de embolias.

Uma notícia ruim é que jovens podem ter embolias pulmonares. A idade aumenta o risco, mas o risco de jovens está longe de ser zero.

Há sintomas de DVT. Dá para saber.

O mais comum é o inchaço. Pernas, pés ou coxas inchadas podem ser indicadores, mas muitas outras doenças e condições provocam inchaços. Seu médico sabe diferenciar entre elas.

Há outros indicadores de que há perigo: vermelhidão e dores nas pernas, batatas da perna ou coxas são sinais de perigo.

Mulheres gravidas tem uma elevação temporária do risco até, aproximadamente, 6 semanas depois do parto. Muita atenção nesse período.

Cirurgias e fraturas que imobilizam o paciente aumentam, ainda que temporariamente, o risco de DVT e possíveis subsequentes embolias.

Uma doença que mata cem mil pessoas somente nos Estados Unidos tem que ser levada a sério.

GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ

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