As caminhadas evitam a morte por câncer

Há muito tempo que pesquisadores demonstraram que exercícios físicos regulares reduzem o risco de morte por câncer, particularmente o da próstata.

Li algumas dessas pesquisas e coloco, abaixo, minhas conclusões:

No que concerne a intensidade e a velocidade das caminhadas, até as caminhadas que são mais conversas do que exercícios diminuem o risco de morrer do câncer da próstata (depois do diagnóstico) em comparação com os sedentários;

Caminhadas com intensidade e velocidade moderadas, cujo objetivo não é o papo, são mais rápidas e intensas reduzem bastante esse risco;

Caminhadas rápidas (brisk walks), aquelas que não dá para conversar enquanto se caminha, são melhores ainda. Reduzem ainda mais o risco de morrer do câncer.

E a intensidade?

A recomendação: 150 minutos por semana (duas horas e meia), que podem ser picados em sessões de meia hora ou até menos. E se suas obrigações não permitirem essa meia hora diária? Acumule cuidadosamente no fim de semana, 75 minutos cada dia.

Não obstante, lembro-me de que o aquecimento, o alongamento e o cooling-off depois do exercício eram recomendados.

Os pesquisadores que estudaram os hábitos dos pacientes confirmam que aqueles que não se exercitavam tinham um risco mais elevado de morrer do que os demais grupos.

Há uma psicologia do exercício. A maioria das pessoas se exercita mais se pertence a clubes, academias, grupos de exercício ou tem parceiros fieis nos exercícios.

Não esqueçam que outros exercícios são recomendados, particularmente os chamados de resistence training, usualmente com elásticos ou pesos, e que há outros exercícios aeróbicos, como nadar ou hidroginástica, que muitos recomendam como melhores do que andar ou correr.

Na minha experiência pessoal, depois e cirurgia e da radiação passei muitos anos treinando intensivamente 3 a 5 vezes por semana, duas horas a duas horas e meia cada dia. Durante todos esses anos a velocidade de crescimento do PSA (PSADT) era lenta. A mudança, o fim de um tipo de trabalho e a drástica redução dos exercícios foram acompanhadas de um indesejável crescimento do PSA, elevando minha categoria de risco de baixo para médio e médio-alto. Fique tranquilo. Aprendi a lição e voltei a me exercitar, ainda que moderadamente.

Não esqueçam que o câncer da próstata é uma doença que afeta, sobretudo, idosos. Idosos, com frequência, tem outras doenças, comorbidades graves, inclusive cardiovasculares e um programa irresponsável, não gradual, de exercícios pode fazer mais mal do que bem a eles.

Se você conhece um senhor com câncer da próstata, faça um ato de bondade e convide-o para caminhar, regularmente, se possível.  Ajudá-lo-á a viver mais e melhor.

GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s