MAIS FATOS SOBRE FIBRILAÇÃO ATRIAL (AFIB) E DERRAMES

O que aumenta o risco de fibrilação e de derrames? Várias condições: algumas você pode mudar; outras não.

Gênero. Mais homens do que mulheres recebem um diagnóstico de AFib. Não obstante, as mulheres têm um risco mais alto de morrer de um derrame. É o que afirma Hugh Calkins, o diretor do Clinical Electrophysiology Laboratory and Arrhythmia Service na Johns Hopkins.

Porém, é preciso pesquisar mais para separar fatores culturais (as diferenças entre o que homens e mulheres fazem ou deixam de fazer) das biológicas.

A idade conta. Quanto mais velho ou velha, mais elevado o risco de derrame. O risco aumenta sensivelmente depois dos 65 e aumenta muito depois dos 75. Podemos melhorar o risco com mudanças no estilo de vida, mas entre os/as que têm estilos de vida semelhante o risco aumenta muito com a idade avançada. O uso regular de anticoagulantes reduz, mas não elimina, o aumento do risco devido à idade.

O colesterol: colesterol alto significa risco mais elevado de constringir os canais sanguíneos, aumentando o risco de formar coágulos de sangue. São esses coágulos que podem acabar entupindo e parando o fluxo de sangue no cérebro, provocando um derrame. Se derem sorte (ironia), como eu, os coágulos são parados no pulmão, provocando embolias pulmonares.

Gente querida, mudando o estilo de vida todos nós podemos baixar muito o colesterol. Não há desculpas. Podemos e devemos ajudar esse processo com medicamentos.

Diabetes. Essa praga usualmente vai junto com excesso de peso, sedentarismo, alimentação inadequada e excessiva, pressão alta, colesterol alto etc. Formam parte da síndrome metabólica. Podemos fazer MUITO para reduzir esse risco. Não há desculpa. Empurrar o que deve ser feito com a barriga (mudar o estilo de vida) e sacrificar essa benção que Deus lhe deu, a vida, é vexame. Comece hoje, devagar, seus exercícios, sua dieta, sua vida nova. Garanto que vai se sentir muito melhor em pouco tempo.

Há vários outros problemas cardíacos que aumentam o risco de derrame. Entupimento da carótida; doenças coronárias, problemas na válvula, defeitos congênitos e outros mais. Todos são tratáveis e você pode alterar o risco de derrame tratando seriamente esses problemas.

Fumar. A relação entre fumar e derrame (e um monte de outros problemas de saúde física e mental) é tão intima que, para mim, é uma forma de suicídio lento.

Os TIAs. São ataques isquêmicos temporários. Muita, muita gente os tem. São sinais, sinais de perigo. Podem ser evitados e podem ser tratados por você.

O estilo de vida é fundamental. Vida sedentária aumenta muito todos os riscos acima.

E, claro, consumo excessivo de álcool e consumo de drogas ilegais. Aumentam a pressão sanguínea e o risco de derrame.

Conte quantos fatores de risco você tem. Se tiver dois ou mais, a sua barra está pesada e vai cair. Depende de você.

Para que morrer antes do seu tempo?

GLÁUCIO SOARES IESP/UERJ

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