Novos dados europeus sobre o Degarelix

Há dados novos sobre o uso do Degarelix no tratamento do câncer da próstata. Foi feito na Alemanha. Os dados se referem a mais de mil pacientes tratados em 138 clinicas diferentes na Alemanha entre 2009 e 2013.

Foram divididos em dois grupos, os que já haviam sido tratados com terapia hormonal e os que ainda não haviam sido tratados com terapia hormonal.

O feito do Degarelix sobre o PSA foi claro: em um ano, 65% conseguiram uma redução a ≤4 ng/ml (igual ou menor do que 4), percentagem que aumentou para 71% com 24 meses de tratamento. Os resultados de pacientes com metástases foram bons, ainda que mais baixos: 41% reduziram a 4 ou menos em um ano e 63% em dois anos. Em pacientes cujo PSA tinha atingido 20 ou mais os resultados também foram bons, ainda que piores: 41% e 44%, respectivamente. Essa categoria (igual ou maior do que 20 é muito ampla, pois havia pacientes com PSA muito alto, inclusive um com mais de seis mil!

Quem já tinha feito outro tipo de tratamento hormonal e passou para o Degarelix teve resultados piores do que os que começaram com ele, como esperado: afinal, estavam há mais tempo com um tratamento de câncer avançado e possivelmente muitos trocaram porque os resultados já não eram satisfatórios.

O tempo de acompanhamento foi curto, de tal maneira que a mediana de sobrevivência não havia sido ultrapassada: mais da metade estava viva.

Como foi a resposta dos tumores ao Degarelix? Depois de um ano, um em cinco tinha uma remissão completa, total; outro tinha uma remissão parcial; 28% tinham estabilizado e, em pouco mais de um em dez, o tumor avançou. Com dois anos de tratamento, os resultados também foram semelhantes.

O tempo de acompanhamento foi relativamente curto, não sendo possível saber quais os efeitos do tratamento a longo prazo, digamos, dez anos ou mais.

Ver Götz Geiges, Thomas Harms, Gerald Rodemer, Ralf Eckert, Frank König, Rolf Eichenauer, Jörg Schroder, em BMC urology. 2015 Dec 16 (eletrônica). Essa revista é aberta e você pode ler seus artigos sem pagar.

GLÁUCIO SOARES IESP/UERJ

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