O TRATAMENTO COMBINADO PODE AUMENTAR MUITO A SOBREVIVENCIA

A boa notícia foi divulgada em vários informativos eletrônicos. Usei um dos que considero mais confiáveis, o WebMD.

Qual o cerne da mensagem? É que antecipar a quimioterapia, que atualmente se utiliza somente após o paciente deixa de responder à terapia hormonal, adiciona, na mediana[1], aumenta a sobrevivência em 14 meses. Esses pacientes, com metástases do câncer, receberam a quimioterapia no início da terapia hormonal. Esses pacientes foram acompanhados durante 29 meses. Os homens que só receberam terapia hormonal sobreviveram na mediana 44 meses, ao passo que os que, além da terapia hormonal, fizeram também a quimioterapia, sobreviveram 58 meses – 14 meses a mais. O pesquisador principal, Christopher Sweeney, da Harvard Medical School, aconselha os pacientes a buscar mais informações e conversar a respeito com seus médicos. Espero que sejam oncólogos ou urólogos especializados, que acompanham as notícias sobre pesquisas médicas. Segundo ele, durante mais de meio século, a terapia hormonal foi o padrão, mas adicionar a químio aumenta a sobrevivência e melhora a qualidade da vida.

Não é uma cura. Ainda não há cura para o câncer da próstata que não foi curado no início, com os tratamentos padronizados (como prostatectomia, radioterapia, etc.).

A pesquisa foi financiada pelo U.S. National Cancer Institute, e foi publicada no prestigioso New England Journal of Medicine.

O que fizeram?

Dividiram 790 pacientes com câncer em dois grupos, um que fez terapia hormonal e outro que fez as duas.

Além de viver mais, o câncer dos que receberam a terapia combinada ficou sem avançar durante mais tempo, vinte meses, em comparação com doze meses apenas, entre os que só receberam a terapia hormonal.

Há efeitos colaterais: fadiga pesada, baixa nas células brancas e aumento das infecções, entre outros.

Um dos pacientes morreu de causa desconhecida e Sweeney afirmou que ele não deveria ter recebido a terapia combinada. É muito importante saber que nem todos os pacientes podem receber a químio. Os que têm doenças renais ou no fígado devem evitá-la.

Os pacientes que mais se beneficiaram foram os que tinham um câncer mais avançado, com quatro tumores ou mais fora da próstata.

GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ


[1] Ordenando os pacientes de acordo com a sobrevivência, a mediana os divide em duas metades: acima e abaixo do valor do paciente que está exatamente no meio.

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