AS MARGENS POSITIVAS REVELADAS PELA PROSTATECTOMIA

Os que fizeram ou vão fazer prostatectomia há décadas se preocupam com a presença de margens cirúrgicas positivas, ou seja, o câncer atravessou a parede da próstata e está presente nela, mas fora dela, não somente dentro. Era considerado um fator que piorava o prognóstico.

Porém, talvez isso não seja verdadeiro, de acordo com resultados apresentados à American Urological Association. Alexa Meyer e sua equipe da Columbia University em Nova Iorque analisaram 3.252 pacientes que haviam feito a prostatectomia radical. Considerando os demais fatores de risco, esses pacientes foram divididos em três grupos 830, com baixo risco. Foram acompanhados, na mediana, durante 94,2 meses – um pouco menos de oito anos para ver o que aconteceu com eles. A percentagem com margens positivas variava de um grupo para outro, na direção esperada: 14,6%, 27,5% e 39,9%. A sobrevivência mediana (lembrem que muitos não morreram antes do estudo terminar), foi menor no grupo com margens negativas (estimativas de 20,1 anos vs. 20,6 anos).

A mediana da sobrevivência foi muito alta nos três grupos, mas variava entre eles: 20,3 anos, 19,5 anos e no grupo de menor risco ainda não se sabia porque mais da metade dos pacientes continuava viva. E eis a surpresa: dentro de cada grupo de risco, a presença de margens cirúrgicas positivas não afetava a sobrevivência! Quando outros fatores de risco eram controlados, as margens não contavam. Elas contam através desses fatores e não de maneira independente.

 

GLÁUCIO SOARES IESP/UERJ

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