Análisar ou não os nódulos linfáticos: jogando um risco contra o outro

Um estudo revela que devemos pesar os custos e os benefícios de qualquer tratamento, inclusive cirúrgico. Ter nódulos linfáticos positivos não é um bom sinal, mas não é catastrófico. Significa que o câncer está ali e que pode estar além. Indica metástase e aumenta o risco de metástase distante.

Porém, analisar os nódulos pode ter complicações cuja taxa, nos hospitais americanos analisados, varia entre 4% e 6%. Não sou patriota a ponto de achar que nossos hospitais, brasileiros, tem taxa igual ou menor. Na média devem ser bem mais altas e, em alguns hospitais, muito, muito mais altas. Mas a taxa de detecção de metástase é baixa.

Dividindo os pacientes em três grupos de risco, o número de nódulos com câncer aumenta de 0,87%, para 2,0% e para 7,1% nos grupos de risco baixo, médio e alto. O argumento é que nos grupos de risco baixo e médio não faria sentido realizar os exames devido a que a taxa de complicações cirúrgicas e hospitalares é mais alta do que a taxa “positiva”, de metástase.

 

Fonte:

Changing Patterns Of Pelvic Lymphadenectomy For Prostate Cancer: Results From CaPSURE

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