Marola de esperança

 

É uma opinião, apenas: creio que dentro do tsunami da corrupção que nos envergonha, há uma esperança, marola ainda, mas esperança. Creio que a extinção do foro privilegiado é indispensável e que acontecerá. Existe para “garantir a impunidade. Para que aqueles no topo econômico da sociedade não sejam condenados”, disse o Ministro Barroso do STF. É incompatível com, e ofensivo à República. República e privilégio são incompatíveis. O próprio Barroso o identifica como reminiscência aristocrática:

“O foro por prerrogativa de função é uma reminiscência aristocrática que temos no Brasil. O sistema é muito ruim, é feito para não funcionar, para fomentar a impunidade, para levar à prescrição”.

Concordo com Dilma quando afirma que essa é uma oportunidade única. Agrego que, para ser aproveitada, parte da situação deve aceitar que existe, por um lado, e a responsabilidade de que aconteceu no seu governo, pelo outro, e a oposição deve se abster de qualquer acusação leviana antes do processo terminado e as responsabilidades demonstradas, além de qualquer dúvida razoável, para parodiar a expressão americana.

 

GLÁUCIO SOARES                         IESP-UERJ

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