ALIMENTOS QUE PODEM AJUDAR A COMBATER O CÂNCER DA PRÓSTATA

Há alta (meu chute) probabilidade de que nossa alimentação influencie o risco de câncer, assim como as chances de curá-lo. Como os canceres diferem, a relevância de um alimento também varia com o tipo de câncer. O que vale para um não vale obrigatoriamente para outro.

Há pouco interesse das indústrias farmacêuticas em pesquisar o impacto direto de alimentos sobre canceres diferentes. Elas fabricam e vendem medicamentos, não hortaliças. Como elas são a instituição privada que mais pesquisas fazem sobre o câncer, há poucas pesquisas sobre o efeito do que comemos e bebemos.

Não obstante, há pesquisas aqui e ali, a maioria com animais e/ou com número insuficiente de pacientes para permitir conclusões estatisticamente firmes. Entre 2004 e 2009, três grupos independentes de pesquisadores identificaram o chá verde, o cúrcuma (turmeric), tomates e brócolis que, combinados, ajudam a combater vários canceres. Em Wisconsin, Vagar Mustafa Adhami e colaboradores produziram dados que mostram que os polifenóis do chá verde ajudam a prevenir e a tratar o câncer da próstata. Eles reduzem o PSA. Em Kentucky, outro grupo encabeçado por Damodaran Chendil revelou que o cúrcuma aumenta a sensibilidade das células cancerosas à radioterapia, o que o torna de possível validade no combate a vários tipos de canceres. Já uma equipe de Illinois e Ohio liderada por Kristie Canene-Adams demonstrou a eficiência da combinação entre a ingestão de tomates e de brócolis no combate ao câncer da próstata. Esse estudo – com ratos – demonstrou que a ingestão de doses moderadas de tomates provocou uma redução no crescimento dos tumores de 34%; já a ingestão de brócolis provocou uma redução de 42%. Quando combinados em uma dieta, a redução foi de 52%. É uma redução importante – mais da metade – na velocidade do crescimento de canceres. Não cura, mas torna o avanço do câncer mais vagaroso. Notem que essa redução foi independente de qualquer tratamento.

Essas informações não devem estimular ninguém a ingerir uma dieta pesada com esses componentes. Temos casos de morte devido à automedicação através de, por exemplo, selênio. Uso moderado é a estratégia que eu sigo, mas a prudência me impede recomendar.

 

GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ

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