Genocídio contra meninos e adolescentes na Nigéria está em curso neste momento

Estou preocupado com nossa dependência da mídia para informações internacionais, particularmente as cultural e espacialmente mais distantes. Há gigantescas distorções. Acabo de descobrir que Boko Haram pratica o genocídio contra MENINOS. Rapta meninas para a venda e fuzila e queima as crianças do sexo masculino. A imprensa internacional saltou, justificadamente, a favor da libertação das meninas sequestradas e Michelle Obama se mantém ativíssima na importante tentativa de libertar as meninas. Em todas as partes as palavras de ordem: “bring back our girls”. Não obstante, não chegou a mim uma só notícia a respeito do genocídio masculino praticado por aquele grupo. – até agora, ao encontrar o clamor de um homem negro. Ele nos fala de um genocídio masculino que não chegou aos jornais, à televisão, à mídia eletrônica.  Em Julho de 2013 42 meninos foram amarrados com explosivos e detonados. Os sobreviventes foram queimados, alguns vivos. Em fevereiro deste ano, 59 meninos negros foram trucidados. Você leu alguma coisa a respeito? Não! A notícia não é interessante. No mesmo mês, 105 homens e meninos perderam a vida, não em tortura prévia. Uma mulher também morreu.

É difícil entender porque o assassinato sistemático de meninos e crianças negras não receba um minuto no noticiário. É porque são negros? É porque são meninos? É porque são meninos e negros? Lidamos com uma forma especialmente perversa de machismo e sexismo, que preconiza que a violência é feita por homens e contra homens e por isso merece ser ignorada. A degola e a queima de meninos negros é prática corrente do Boko Haram, mas a mídia do mundo ocidental prefere desconhecer. Porque a tortura e morte de meninos negros “não é notícia”.  O contraste entre o noticiário indignado e justificado contra o sequestro de meninas e o silêncio total a respeito dos desmembramentos, da tortura e da execução de meninos negros requer explicação. A combinação entre ser homem e ser negro abre a porta de um preconceito tão insensível que nos obriga a questionar nossa própria humanidade.

Abaixo a URL de um homem negro que protesta contra o silêncio sexista da mídia:

https://www.youtube.com/watch?v=IzafBLi1lNU

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