Vitamina B12: a boa e a não tão boa

 

Há poucos anos li, numa fonte médica de Harvard, a respeito dos benefícios da vitamina B12. Eu estava particularmente preocupado com o envelhecimento do cérebro e a perda de memória. O texto, um livrinho que se pode comprar pela internet, trouxe muitas informações e, também, um alerta.

Comecemos pelo alerta. Não há apenas um tipo de vitamina B12 e os tipos são muito diferentes. Os principais se chamam (em Inglês) cyanocobalamin e methylcobalamin. São muito diferentes. Cyanocobalamin não existe na natureza. Só existe em forma sintética. Cyanocobalamin, em verdade, é um veneno, cianeto. Muitas pessoas já ouviram falar de cianeto, mas como um veneno. Segundo li, do ponto de vista toxicológico, a quantidade é insignificante, mas tem que ser eliminada. O nosso sistema é chamado a destoxificar o corpo. Como? Mais uma vez, segundo li, através de substâncias como glutathione (é aconselhável confirmar a informação com um bioquímico e com um médico).

Já a methylcobalamin é bem absorvido pelo corpo e fica lá um tempo importante. É muito mais eficiente. Essa substância é usada principalmente pelo fígado, pelo cérebro e pelo sistema nervoso. Ela é o tipo de B12 necessária para o sistema nervoso. Por que não usam sempre a methylcobalamin? Porque é muito mais cara.

O que acontece quando temos deficiência de methylcobalamin? Perda de tato, sensação de que somos picados por pequenas agulhas, sensação de que parte de nosso corpo está queimando, cãibras musculares, dores nos nervos e reflexos lentos. Muito disso eu sentia, mas alguns poderiam ser efeitos colaterais de outros medicamentos. Um dado importante é que a methylcobalamin também é importante para a visão. Quem trabalha muitas horas com computadores, jogos etc pode sofrer de ajustes visuais indesejáveis, que são reduzidos pela methylcobalamina, mas não pela cyanocobalamina.

Descobri que vários dos inconvenientes que enfrento podem estar relacionados com a deficiência dessa vitamina. Uma delas, de que poucos de nós, pobres pacientes, se conscientizaram, se relaciona com a homocisteína que, em niveis elevados, favorece várias enfermidades inclusive do coração. Um texto que li recomenda juntar methylcobalamin com ácido fólico para lidar com esse problema. Não faça isso por iniciativa própria: consulte o seu médico (espero que seja bom e que tenha estudado numa das faculdades sérias).

Tem mais! A methylcobalamin por ajudar a regularizar a produção de melatonina e melhorar a visão noturna, aumentando nossa sensitividade em relação à luz. Essa é uma área bem pesquisada. E eu sofro dessas deficiências.

Os benefícios podem ser muitos. Resta saber se você tem, mesmo, algumas das deficiências mencionadas e se elas são devidas à necessidade de mais methylcobalamin. Consulte com seu médico e tente descobrir se o SUS cobre gastos para suprir sua necessidade de methylcobalamin.

GLÁUCIO SOARES         IESP-UERJ

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