Câncer da próstata: efeitos colaterais da radiação

Uma pesquisa com um número pequeno (40) de pacientes participou de uma pesquisa sobre os efeitos de um derivado do curcumã, chamado BCM-95 Curcumin, sobre o tratamento radioativo do câncer da próstata, em particular sobre um grupo de seus efeitos colaterais, os problemas do canal urinário.

Como sempre, dois grupos e os pacientes foram incluidos num ou noutro de maneira aleatória. O grupo experimental tomou 3 g/d curcumin (6 × 500 mg cápsulas de BCM-95), e o placebo não tomou curcumin.

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O BCM-95 Curcumin é uma forma do curcumã que tem sido clinicamente estudada: os autores afirmam que há catorze estudos clínicos do curcumã, nove dos quais com homens. O curcumã não é facilmente absorvido. A maioria do que é ingerido não fica no corpo humano. O BCM-95 Curcumin foi desenvolvido para lidar com esse problema. Duas dessas pesquisas lidam com a absorção e mostram que esses ingredientes são melhor absorvidos, de sete a dez vezes mais do que o curcumã comum. O BCM-95 inclui óleos essenciais do turmeric para aumentar a absorção.

No início, os dois grupos, devidamente randomizados, não apresentarm diferenças. Porém, após três meses, os dois grupos foram comparados usando um instrumento padrão chamado de EORTC QLQ – PR25. Esse instrumento mede a frequência urinária (de dia e de noite), o sentimento de emergência (de que tem que urinar logo), o déficit de sono, atribuível à frequente micção noturna, a necessidade de manter uma distância máxima de um banheiro (no Brasil, poderíamos agregar “de um banheiro decente), a presença de dor quando urina e as limitações de atividades diárias deidas à micção frequente. Esse conjunto mede satisfatoriamente os problemas causados pela micção anormal. É uma escala preocupada com o bem-estar dos pacientes.

Qual o efeito do BCM-95 Curcumin?

O grupo experimental teve reduções significativas nesses sintomas: metade da frequência urinária durante o dia e 40% de redução das limitações impostas pelos problemas urinários.

Há preocupações com o uso de antioxidantes durante a radioterapia. Alguns sugerem que pode reduzir a eficácia da radioterapia. Os dados apresentados pelos pesquisadores eliminam essa possibilidade. Os indicadores usuais, medidos pelo PSA e pelas imagens obtidas com MRI/MRS não diferiam significativamente entre os dois grupos três meses após o início do experimento.

Assim, o curcumã ajuda a controlar os efeitos colaterais urinários do tratamento sem reduzir sua eficácia. Os próprios autores, como seria de esperar, uma pesquisa com mais pacientes e maior duração é o próximo passo.

Saiba mais: J Hejazi, R Rastmanesh, F Taleban, S Molana and G Ehtejab. A Pilot Clinical Trial of Radioprotective Effects of Curcumin Supplementation in Patients with Prostate Cancer. J Cancer Sci Ther. 2013, 5.10. Em www.omicsonline.org/a-pilot-clinical-trial-of-radioprotective-effects-of-curcumin-supplementation-in-patients-with-prostate-cancer-1948-5956.1000222.php?aid=19259.

GLÁUCIO SOARES IESP/UERJ

 

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