CÂNCER: OLHANDO PARA O LADO ERRADO

Gerald Chodak é um médico, conhecido por seu conhecimento e atuação na área do câncer da próstata. É figura importante na área: na busca do Google, coloquei o seu nome e o termo “próstata” – para reduzir as menções a outras pessoas com o mesmo nome e ao próprio médico por outras atividades. Obtive perto de 18 mil entradas. É homem conhecido. No Google Scholar encontrei nada menos do que 250 entradas. Gerald Chodak é conhecido no mundo acadêmico, das pesquisas, do conhecimento.

O que nos diz esse médico e pesquisador? Ele publicou uma série de conselhos com o título General Health Advice for Men with Prostate Cancer há poucos dias, em 26 de novembro.  

Começa criticando o uso e abuso dessa vitamina, daquele suplemento ou daquele vegetal, muitos sem qualquer fundamento científico de que ajudam a evitar ou combater o câncer.

Pior: esquecem o que realmente ajuda!

Comportamentos e hábitos que, comprovadamente, ajudam a combater o câncer da próstata, particularmente a dieta e os exercícios. Esses, sim, ajudam e muito!

Chodak chama a atenção para outros problemas de saúde, que, juntos, matam mais pacientes do que o próprio câncer. Menciona especificamente diabetes, problemas do coração e hipertensão (pressão alta). Esses problemas de saúde matam muitos pacientes com câncer da próstata. Pior: muitos deles são alimentados por alguns tratamentos.

Talvez, na origem de tudo isso, esteja o pavor, o medo da palavra câncer. Depois do PSA, a maioria dos diagnosticados tinha canceres não agressivos cuja progressão natural não os mataria antes do esperado em função da idade e do seu estado de saúde. Esses homens, diagnosticados com canceres não agressivos, tem um risco bem mais alto de morrer de outras doenças e disfunções.

Mas não olham para elas. Em verdade, muitos de seus comportamentos ajudam a que essas mortes aconteçam. Comem mal, são obesos, não se exercitam e muito mais. Não comem peixes frescos, frutas frescas, vegetais e mandam carne vermelha e banha para dentro.

O próprio governo americano publica as dietas adequadas para diferentes tipos de cidadãos. A última foi publicada em 2011 e está disponível pela internet.

Quando falamos de dieta há o eterno perigo de seguir dietas exageradas e sem base científica, gerando sérios problemas para a saúde. Não ajuda, prejudicam.

E os exercícios? O American College of Sports Medicine recomenda, como mínimo para obter resultados, 150 minutos semanais (duas horas e meia) de exercícios moderados ou 75 minutos (hora e quinze) de exercícios intensos. Claro, é possível combinar – parte moderada, parte intensa.

Quando falamos de exercícios há o eterno perigo do exagero, de partir de saída para um programa de nível de atleta amador, que tem alto risco de provocar lesões que inviabilizam os exercícios por um tempo.

Chodak tem vídeos educacionais, com o eterno problema do Inglês:

 

http://www.youtube.com/watch?v=LiFJQM3_iYc

e

 

http://www.youtube.com/watch?v=vqm-IlDGSL4

 

 

GLÁUCIO SOARES           IESP-UERJ

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