Anticoagulantes contra o câncer da próstata?

Caroline F. Pratz, da Johns Hopkins Sidney Kimmel Comprehensive Cancer Center em Baltimore, analisou, com seus associados, os dados de 247 pacientes com canceres que já não respondiam ao tratamento hormonal e tinham recebido químio (docetaxel) num prazo de onze anos, do início de 1998 ao início de 2010.  Buscavam conhecer o uso de anticoagulantes e seus efeitos. Cerca de 12% recebiam anticoagulantes, um tratamento frequente entre pessoas de idade, usado para DVT (deep venous thrombosis), embolias pulmonares e combinação das duas situações.

O uso de anticoagulantes se associa com maior sobrevivência. A razão de risco de morrer (por qualquer causa) era de  0,61; P = 0,024 para o conjunto dos que usavam anticoagulantes; não muito diferente dos que usavam heparina  (RR, 0,58; P = 0,048); melhor do que os que usavam warfarina  (RR, 0,82; P = 0,23), um resultado não tão bom. A sobrevivência mediana  deste grupo com canceres muito adiantados foi de 20,9 meses, quase quatro meses a mais do que os que não usavam anticoagulantes (17,1 meses). Em modelos estatisticamente mais sofisticados, controlando por outras variáveis, o uso de anticoagulantes continuava concedendo um ganho na expectativa de vida.

É importante entender que há muitos acidentes fatais com pessoas que usam anticoagulantes, que devem ser usados com receita médica e acompanhados pelo médico. Nem pensem em usá-los por conta própria e em automedicação.  

 

GLÁUCIO SOARES                 IESP-UERJ

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