O PSA voltou. É grave?

O PSA voltou. E agora? É um momento de angústia e desorientação para os pacientes. Alguns recebem a notícia como uma segunda sentença de morte. Outros, talvez a  maioria, não sabe o que significa nem como e onde buscar saber. Pesquisadores da Johns Hopkins Medical School resolveram pesquisar e buscar subsídios para responder tão importante questão. É uma Escola que vem construíndo tabelas de risco usando resultados de testes há bastante tempo. Concluíram que há três fatores de risco, cuja combinação separa os casos preocupantes dos demais.

Quais são esses fatores?

Primeiro, volta o PSADT à cena: o tempo que o PSA leva para dobrar depois de voltar a ser detectável. Quanto maior o tempo, melhor. Tomando os primeiros dois anos após a volta do PSA, os pesquisadores dividiram os pacientes em quatro grupos: aqueles cujo PSA levou menos de tres meses para dobrar; os que levaram de 3 a 9 meses; os que levaram de 9 a 15 e os que levaram mais do que 15. A categoria de baixo (até três meses) indica canceres agressivos.

O segundo fator de risco está associado com o primeiro: quanto tempo da cirurgia até que o PSA voltasse a ser detectável. É um critério móvil, com problemas, sujeito a revisões, porque o que o limite do que era não detectável há vinte anos é facilmente detectável com a tecnologia de hoje, definindo a necessidade de averiguar qual o melhor ponto de corte. Até agora, foi usado até três anos depois da cirurgia, inclusive, ou mais de três anos. Aqui, quanto mais, melhor.

O terceiro fator é o escore Gleason. Quanto mais alto, pior. Mais uma vez, os pacientes foram agrupados: menos que oito ou oito ou mais?

A combinação dos valores nessas variáveis vai de um extremo a outro. Se forem todos favoráveis, os pacientes podem ficar tranquilos, podendo viver mais de quinze anos apenas acompanhando o câncer através do PSA,  quando 94% deles estavam vivos. No outro extremo, com todos os indicadores na direção indesejada, há necessidade de novos tratamentos, de segunda e terceira linhas, porque a sobrevivência espontânea é muito baixa.  

Saiba mais: explore o site da universidade em

http://urology.jhu.edu

 

GLÁUCIO SOARES             IESP/UERJ

 

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