Qual o efeito das mudanças no PSA durante o tratamento hormonal?

Duas pesquisas recentes sobre o câncer da próstata produziram resultados que interessam a muitos de nós. Relato, hoje, uma delas, que analisa as mudanças no PSA e suas consequências. É um estudo relativamente pequeno com 332 pacientes que obedeciam aos critérios de seleção. São pacientes com câncer confirmado através de biópsia, mas que não tinham recebido terapia hormonal. Eles foram tirados do database do hospital Huashan em Xangai.

Posteriormente, todos receberam tratamento hormonal ou castração física bilateral. O PSA foi testado de três em três meses durante os primeiros dois anos e semestralmente depois disso.

Queriam conhecer os efeitos na mudança do PSA em pacientes que tinham chegado ao nível de castração, seja física ou hormonal. Receberam, também, regularmente 250 mg de flutamida por via oral.

Efeitos sobre o quê?

1.         Sobre o fracasso bioquímico (a “volta” do PSA),

2.         a sobrevivência em geral e

3.         a sobrevivência específica em relação ao câncer da próstata.

Que variáveis usaram para prever esses resultados? O valor “nadir” do PSA (o valor mais baixo atingido); o tempo para chegar a esse valor (chamado de TTPN), se houve volta do PSA a um nível “normal”(abaixo de 4 ng/ml), e se o PSA chegou a um nível não detectável, definido como menor do que 0,2 ng/ml. Portanto, quatro indicadores relacionados com o PSA.        

Quais os resultados? Os quatro indicadores tiveram efeitos independentes. Ter os quatro numa direção “boa” é melhor do que ter somente três e assim por diante. O valor mais baixo do PSA, que mais separava os que tiveram as mencionadas consequências negativas dos que não tiveram, foi 0,2. E o tempo para chegar lá? Dez meses dava a melhor divisão. É importante lembrar que esse indicador, o TTPN indica o tempo até o ponto em que o PSA voltou a crescer.

Os autores ressaltam duas conclusões: quanto mais baixo o valor mínimo do PSA depois do tratamento, melhor e quanto mais tempo para chegar até lá, melhor também. Aliás, os dois indicadores estão relacionados.

 

 

Saiba mais: Zhang LM, Jiang HW, Tong SJ, Zhu HQ, Liu J, Ding Q. em Urol Int. 2013; 91(1):38-48. 

 

GLÁUCIO SOARES   IESP/UERJ

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s