OS DERRAMES NAS MULHERES SÃO DIFERENTES DOS DERRAMES NOS HOMENS

Os AVC’s e os derrames são assassinos conhecidos. O que muitos não sabem é que os derrames matam mais mulheres do que homens… A imagem predominantemente é que os derrames matam, predominantemente, homens idosos.

Quando pensamos em mortes de mulheres por enfermidades, pensamos em câncer da mama; a realidade é que os derrames matam duas vezes mais mulheres do que o câncer da mama.

Por quê?

Primeiro, as mulheres que sofrem derrames e AVC’s em geral tendem a ser mais velhas do que os homens que enfrentam o mesmo problema. Como em quase tudo, mais idade, menor sobrevivência;

A reposição hormonal que ajuda muitas mulheres também aumenta o risco de AVCs e derrames;

Porém, talvez seja mais importante saber que os sintomas de um ataque são diferentes entre homens e mulheres.

Os derrames isquêmicos são os mais comuns. Nele, o fluxo sanguíneo ao cérebro é bloqueado por um coágulo. A rapidez do socorro é essencial. Um pesquisador, Geraghty, lembra que depois de um derrame a vitima perde dois milhões de neurônios por minuto!

Os programas de prevenção funcionam na base da divulgação de sintomas facilmente identificáveis. Um lado do rosto, ou um braço, muitos falam com dificuldade. Muitas pessoas aprenderam que esses sintomas podem indicar um derrame e buscam ajuda.

Mas os sintomas “clássicos” são baseados em grande medida em pesquisas feitas com homens. As mulheres podem sofrer derrames sem esses sintomas, mas com outros. Esses sintomas que são chamados de não-tradicionais já estão identificados, mas não são divulgados nem amplamente conhecidos. São mais difíceis de identificar, além disso. Confusão, tonteira, agitação e outras mudanças comportamentais, assim como dor, dor de cabeça e outros sintomas não tradicionais podem indicar um derrame. Derrames no lóbulo parietal direito provocam esses sintomas. Cinquenta e dois por cento das mulheres que sofreram um derrame relatam que tiveram, pelo menos, um dos sintomas não tradicionais.

Como esse desconhecimento e dificuldade na identificação dos derrames afetam o risco de morte? O tratamento padrão, chamado de tPA, tem que ser aplicado dentro de três horas com pacientes idosos (80 e mais), mas o tempo mínimo é maior com pacientes mais jovens, quatro horas e meia. Esse tratamento é usado em 90% dos casos. Como os sinais não tradicionais levam mais tempo para serem identificados – quando o são – a taxa de mortalidade e de danos permanentes é mais alta nesses casos.

Há outros fatores: os homens tendem a morrer antes das mulheres e, nos casamentos, usualmente são mais velhos, o que significa que há muito mais viúvas do que viúvos. Uma parte grande de viúvas e viúvos mora só, o que significa uma taxa de atendimento mais baixa e, quando há atendimento, a demora é maior. Mesmo quando há atendimento, a demora é maior até a identificação do derrame.

Pontos importantes, que devem ser levados em consideração por programas de conscientização e de prevenção de derrames.

 

GLÁUCIO SOARES            IESP-UERJ    

 

 

Artigo baseado em matéria escrita por Adrian Rogers em The Spokesman-Review, Spokane, Washington.

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