Os medicamentos que vendem e os que não vendem

A empresa Medivation passou muito tempo desenvolvendo um medicamento que se chama Xtandi (enzalutamida). Investiram muito.

 

Parece que valeu a pena. Nos primeiros 12 dias depois de poder ser vendida, a Xtandi gerou quatorze milhões de dólares, mais de um milhão por dia. A expectativa é que no fim de março terá vendido cem milhões. Os especialistas da Wall Street preveem que, no primeiro ano, terá vendido 300 milhões de dólares. Claro que o mercado de ações reagiu favoravelmente e subiu mais 3% num dia. O valor das ações subiu mais de 500% desde o ano passado. Quem investiu, ganhou.

No ano passado a FDA (espécie de ANVISA de lá) aprovou outro medicamento, chamado Zytiga. É a abiraterona. Outro grande sucesso: vendeu 700 milhões em nove meses.

Em contraste, a vacina chamada Provenge, que passou muitos anos sendo desenvolvida e que precisou de muitos testes para finalmente ser aprovada pela FDA em 2010, não produziu os resultados desejados.

E o que temos nós a ver com isso?

Muito: mostra a confiança de médicos e de pacientes nesses medicamentos e o resultado de análises de custo/benefício que todos temos que fazer.

GLÁUCIO SOARES     IESP-UERJ

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