Genética e câncer da próstata

 

Uma das revistas eletrônicas que subscrevo, a Johns Hopkins Health Alert, levanta a questão: até que ponto o câncer da próstata é transmitido geneticamente?

O problema não pode ser entendido de maneira simples: é/não é geneticamente determinado. Há muitas causas possíveis que interagem durante muito tempo para provocar um câncer da próstata.

Não obstante, há dados que mostram que o risco de desenvolver esse câncer dobra se o pai ou irmão tiver (ou tiver tido e curado) esse câncer. Se o parente canceroso for mais distante, tio ou avô, há um aumento menor no risco. Muito do que se sabe nessa área deriva da comparação entre irmãos univitelinos e bivitelinos. A herança genética conta, mas não é decisiva por si só. A chance de que univitelinos tenham o câncer é mais alta, mas coincidem em apenas 27% das observações.

Observamos um claro avanço do conhecimento sobre a genética humana a partir do mega-estudo chamado de human genome. Há muita contribuição de fatores genéticos, mas o estilo de vida também pesa e pesa muito.

Ter um parente próximo com essa doença faz com que os órgãos da saúde recomendem exames periódicos do PSA: uns recomendam anuais depois dos 40; outros de dois em dois anos depois dos 50. Não há uniformidade. Acompanhar o PSA, para ver suas alterações, é uma das recomendações para quem tem parentes próximos com câncer da próstata.

 

GLÁUCIO SOARES       IESP/UERJ

 

 

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