USANDO IMAGENS PARA ENVENENAR O CÂNCER

Nova expressão no meu dicionário: imagens teranósticas.  Combinam ferramentas “de imagem” com terapias.

O que fazem, no nosso caso?

Personalizam o tratamento. Recentemente, os tumores adquiriram uma identidade genômica e proteômica, que aumenta a base de informações necessárias para dar uma fotografia tridimensional recheada de informações sobre cada tumor.

Usando essa informação, agentes teranósticos podem ser construídos para cada paciente, utilizando toda a informação útil sobre ele. Os autores estão desenvolvendo plataformas nanoplexas que retratarão com perfeição o câncer da próstata de cada paciente.

Qual o objetivo? O nanoplex concentra os agentes químicos no PSMA (prostate-specific membrane antigen), na membrana. Através dessa concentração, as células cancerosas recebem uma dose maior dos agentes químicos (ou, como diria o personagem Dr. House, do veneno), aumentando a eficiência e reduzindo os efeitos colaterais (venenos que afetariam as células normais passaram a ser concentrados nas células cancerosas).  

Essa plataforma pode ser adaptada a cânceres, receptores e caminhos (pathways) diferentes, tanto como uma imagem teranóstica  com um só agente ou a combinações de diferentes agentes.

Simplificando: mais veneno nos tumores e menos fora deles.

 

GLÁUCIO SOARES           IESP-UERJ

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