UM VENENO ANTIGO CONTRA O CÂNCER DA PRÓSTATA

Há uma planta, comum no Mediterrâneo, chamada Thapsia garganica; há um projeto na Johns Hopkins University, do outro lado do Atlântico, que pesquisa o uso de uma substância, G202, que navega sem problemas pelas nossas artérias e veias. Porém, quando ela encontra as células de alguns cânceres, ela produz um veneno que mata as células. 

Cura!?!!?

Ainda não. Em camundongos, ele encolheu os tumores prostáticos, na média, à metade em um mês. Esse é um resultado muito superior aos obtidos com os tratamentos que são utilizados hoje, como o docetaxel. O G202 não age apenas contra as células do câncer da próstata, mas também contra as células dos cânceres de mama, rins e bexiga.

O ingrediente ativo encontrado na planta e sintetizado, se chama thapsigargina, que era conhecido como um potente veneno já na Grécia antiga.

Os cientistas estão aperfeiçoando o produto. Já conseguiram que a thapsigargina não fosse liberada exceto quando provocada por proteínas produzidas somente por células cancerosas. Na John Hopkins testaram o produto em 29 pacientes com cânceres muito avançados e preparam uma pesquisa Fase II com pacientes de cânceres da próstata e do fígado.

Esse estudo, do qual também participaram pesquisadores dinamarqueses, foi publicado em Science Translational Medicine.

Minha previsão (desprovida de qualquer autoridade) é que em alguns anos teremos mais um medicamento no arsenal contra o câncer da próstata.

GLÁUCIO SOARES       IESP/UERJ

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