Uma estória (verdadeira) para amenizar…

Há quase 17 anos, dias após ter sido diagnosticado com câncer da próstata, conversei com meu filho Alexei, meu consultor cativo e nunca remunerado em Biologia.  Alexei recebeu o Ph.D. em Biologia Molecular e trabalha em Long Island, no prestigioso Brookhaven National Lab. Alexei é calmo nas horas necessárias. Eu não sabia nada a respeito do câncer com o qual havia sido diagnosticado. Nada mesmo. Sabia, mas tinha medo de saber errado, que câncer não “pegava”. Quando perguntei a respeito da possibilidade de infectar minha companheira, Alexei, filosoficamente, retrucou “ela entraria para a História da Medicina”. E arrematou: “seria a primeira mulher a ter câncer da próstata”. Fiquei muito envergonhado com a minha ignorância (eu tinha obrigação de saber isso) e um pouco aliviado pela confirmação do que sabia… 

 

GLAUCIO SOARES        IESP-UERJ

 

 

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