TRATAMENTO À VISTA PARA UM TIPO AGRESSIVO DE CÂNCER DA PRÓSTATA

Há muitos tipos de câncer da próstata. Um dos mais agressivos se chama neuroendócrino. Felizmente, é raro: menos de 2%. O tipo mais comum, adenocarcinoma, às vezes degenera e se transforma em neuroendócrino. Também acontece raramente. Porém, devido à sua alta letalidade, progressos no seu tratamento são mais do que bem-vindos.

Talvez estejamos numa transição para melhor no tratamento desse câncer. Como tantas promessas recentes, tem dimensões genéticas. O pesquisador responsável, Mark Rubin, analisou amostras de sete cânceres neuroendócrinos, trinta adenocarcinomas e cinco de próstatas sadias, que serviram como controle. Descobriu que dois genes, AURKA e MYCN tinham uma presença muito mais alta (40% dos neuroendócrinos e apenas 5% dos adenocarcinomas). É uma avenida. Do ponto de vista de um pesquisador em outras áreas, paciente leigo nessa, os 40% sugerem que esses genes contribuem, mas não determinam, ou que há subtipos de cânceres da próstata neuroendócrinos. Uma terceira possibilidade, remota, é a de erros de classificação.   

Do lado positivo, o crescimento desses tumores era controlado quando eram tratados com um medicamento ainda em etapa investigativa chamado PHA-739358 que inibia a aurora kinase (a AURKA, mencionada acima). Esse medicamento tinha sido testado com péssimos resultados, mas Rubin nos dá a explicação: estava sendo aplicado a todos os tipos de câncer da próstata, mas só funciona com os neuroendócrinos que representam dois por cento do total. Não é útil para os demais tipos.

Pouco a pouco vamos avançando…

GLÁUCIO SOARES                  IESP/UERJ

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