Terapia Hormonal de Segunda Linha

Quando os tratamentos hormonais de primeira linha (os que são dados primeiro) param de surtir efeito, há a possibilidade de outros tratamentos hormonais, chamados de segunda e de terceira linhas.

Essa pesquisa mostra quais as variáveis que afetam a eficiência dos tratamentos hormonais de segunda linha e foi realizada no respeitabilíssimo Lank Center for Genitourinary Oncology, Department of Medical Oncology, Dana-Farber Cancer Institute and Harvard Medical School, Boston, MA. Estudaram os arquivos de 436 pacientes cujos cânceres desenvolveram resistência à terapia hormonal primária.

A primeira descoberta é que quem respondeu bem à terapia hormonal primária (que foi mantida durante mais de seis meses) também respondeu melhor à secundária. Deixo claro que alguns pacientes não respondem, ou respondem minimamente, ou por curta duração. Dados os efeitos colaterais das terapias hormonais é útil conhecer o risco de não responder antes de decidir tentar a terapia de segunda linha. O percurso e as condições que afetam a eficiência dessas terapias são muito complexas, levando-me a recomendar, apenas, que consultem um bom oncólogo.

Setenta e quatro por cento dos pacientes receberam, pelo menos, duas terapias secundarias e vinte por cento receberam, pelo menos, quatro.

A duração da terapia baseada na privação de andrógenos, chamada ADT, era, na mediana, de 24 meses. A mediana diz pouco porque a variação era muito grande, de menos de dois a quase 172 meses ou mais de quatorze anos. Se a terapia de alguém durou quatorze anos é porque esse paciente estava vivo durante esse período. Mas o tratamento não termina aí porque a mediana da segunda linha era de dois anos e também variava muito, de menos de um mês a 156 meses, ou 13 anos. O problema consiste em saber como o paciente responderá. Ainda não sabemos, porque tudo nessa área é probabilístico e não certo. É possível calcular riscos e probabilidades e nada mais. Não há certezas.

Pacientes que receberam o tratamento primário durante uma mediana ≥ 24 meses receberam o tratamento de segunda linha com uma mediana de quarenta meses, ao passo que os que o receberam durante menos de dois anos permaneceram no tratamento de segunda linha por menos tempo, 18,4 meses, na mediana (metade menos de 18,4 meses, metade mais). Essas diferenças dificilmente poderiam ser atribuídas ao acaso (P < .0001).

Quem escreveu? Nakabayashi M, Werner L, Oh WK, Regan MM, Kantoff PW, Taplin ME.

Onde? Clin Genitourin Cancer. 2011 Set 27.

Resumo em UroToday

GLÁUCIO SOARES

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