Redução da dor quando há metástase óssea


O tratamento do câncer da próstata tem progredido e aumentado a sobrevivência dos pacientes com metástase e que já não respondem ao tratamento hormonal. São chamados de (mCRPC), metastatic castrate-resistant prostate cancer. Depois da metástase óssea o tratamento fica mais difícil e o câncer, quase sempre, doloroso. Os pacientes entram numa rotina de medicamentos contra a dor, cada vez mais fortes, chegando à morfina. Há efeitos colaterais e a vida perde muito da sua graça. Alguns enfrentam dificuldade em andar e realizar as tarefas do dia a dia. Os pacientes, com freqüência, entram em depressão.
Temos olhado muito para a sobrevivência e pouco para a qualidade da vida.
Daí a relevância do teste clínico chamado SATURN (ver www.ProstatePainStudy.com), já na Fase III. Testa um medicamento chamado de custirsen (OGX-011/TV-1011) que reduz a dor dos pacientes com cânceres muito avançados durante três meses ou mais. Está em andamento. Nas fases anteriores, os dados sugeriram que, se tomado juntamente com a quimioterapia, custirsen reduzia a dor e aumentava a sobrevivência. SATURN repete e amplia essas pesquisas.
Tomasz Beer, do OHSU Knight Cancer Institute, afirma que chegou a hora de prestar atenção à qualidade de vida dos pacientes e não somente à sobrevivência, simples e pura.
Nos Estados Unidos, há duas maneiras de saber mais:
Navegar o site www.prostatepainstudy.com ou
Telefonar para 1-877-888-3762, onde é possível falar com pessoas informadas sobre os “clinical trials”.
O que faz o custirsen? Bloqueia a clusterina, uma proteína que aparece em quantidade em vários tipos de câncer nas etapas em que os pacientes não respondem ou respondem pouco aos tratamentos. Essa proteína se associa com o avanço rápido dos cânceres, a resistência aos tratamentos e a diminuição da sobrevivência.
Os resultados mostram que, em combinação com docetaxel, aumentam a sobrevivência em quase sete meses (além do aumento observado quando se toma apenas o docetaxel). Nos casos do câncer da próstata, 51% tiveram redução da dor durante três meses ou mais. Há efeitos colaterais que estão sendo estudados no teste SATURN.
Melhoria para alguns, mas não para outros, e uma grande melhoria para quem não consegue nem se levantar da cama. Mais um pequeno avanço, mas estamos longe de uma cura.

 

GLÁUCIO SOARES        IESP-UERJ

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