GANHOS COM A ZYTIG OU ZYTIGA


A Comissão Européia, que lida com a aprovação de novos tratamentos aprovou uma combinação de acetato de abiraterona, cujo nome industrial é Zytig ou Zytiga, juntamente com prednisona, ou prednisolona, usadas há algum tempo.
Porém, por enquanto, essa combinação só se aplica a pacientes com cânceres avançados da próstata, que já não respondem ao tratamento (anti)hormonal. Tecnicamente essas pessoas são definidas como mCRPC ( pessoas com metastatic castration-resistant prostate cancer ) e que também fizeram quimioterapia. Um avanço notável nessa faixa da doença e, usualmente, de idade também. Não obstante, a abiraterona foi a figura principal de uma encenação midiática lamentável há poucos anos, porque foi apresentada como “cura” e, depois, como não era “cura”, como o avanço mais notável em 80 anos.
É um progresso, que agora poderá se ampliar ao câncer da mama. Há um teste em Fase III para verificar os efeitos da abiraterona sobre esse tipo de câncer.
Nos casos de câncer da próstata avançados, a abiraterona reduziu o risco de morte em 35% quando adicionada à prednisona. Havia um ganho na sobrevivência de 3,9 meses – é o que foi anunciado há vários meses. O acompanhamento do experimento por mais 20,2 meses demonstrou um ganho maior, de 4,6 meses. Os primeiros dados davam uma sobrevivência dos pacientes desse tratamento combinado de 14,8 meses – na mediana. Mas é um tratamento ao qual algumas pessoas não respondem e outras respondem muito bem e continuam vivas alguns anos após iniciarem o tratamento.

Também importante é o fato de que o tratamento combinado reduz mais a dor e por mais tempo, além de uma percentagem menor com problemas ósseos sérios, como fraturas, compressão da coluna vertebral e a necessidade de irradiar ossos para reduzir a dor. Aos seis meses, 18% dos pacientes na terapia combinada tiveram um desses eventos indesejáveis, menos do que os 28% dos que receberam prednisona ou prednisolona e um placebo. Aos doze meses, a diferença de dez por cento continuava: 30% e 40%, respectivamente. Aos 18 meses, cresceram os eventos com o tratamento, para 35% dos pacientes, e o dos que tomaram prednisona ou prednisolona continuaram os mesmos 40% e a diferença caiu para 5%.
É um tratamento caro, mas que a classe média pode pagar, como diferente do Provenge, que custa 93 mil dólares por cada tratamento (e só aumenta a sobrevivência mediana em quatro meses).
GLÁUCIO SOARES                IESP-UERJ                        

 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

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