Mais evidências de que o suicídio tem aspectos estruturais estáveis

O suicídio, assim como vários fenômenos humanos, é difícil de prever no caso de indivíduos, mas as taxas de suicídio em populações amplas são fáceis de prever. Lei dos grandes números, sim, mas que requer que os fenômenos sejam relativamente estáveis

A Figura pode ser entendida assim: no eixo horizontal estão as unidades da federação, os estados, em ordem alfabética: logo do lado esquerdo, estão Acre etc. Lá do lado direito os estados que começam com as últimas letras do alfabeto.

Cada linha da figura indica o número absoluto de suicídios em um ano, de 1996 a 2001. Dá logo para ver que o número de suicídios muda pouco de ano para ano, em cada unidade da federação. As linhas se sobrepõem. Isso se deve a que o suicídio é um fenômeno estável. O número de suicídios em cada estado não muda muito de um ano para o outro, nem em dois, nem em três anos. Essa estabilidade está presente nas taxas, que controlam o tamanho da população. As condições que afetam as taxas raramente mudam muito, de um ano para o outro: a composição por gênero, por idades, por estado civil, a distribuição das religiões, da religiosidade e dos hábitos religiosos, a distribuição das armas de fogo, inclusive a distribuição das doenças mentais, que são a maior causa próxima dos suicídios

As rupturas conhecidas nessa estabilidade estão relacionadas com catástrofes humanas e naturais: guerras, recessões, crescimento das drogas e do alcoolismo, difusão das armas de fogo e outras.

A previsibilidade torna menos difícil a prevenção. Mas não é fácil: temos que chegar em cada possível suicida, mas não temos como saber quem são. Temos as probabilidades, mas não a certeza.

Eu quisera saber como convencer essas pessoas de que a sua vida pode ser útil e importante para outros. Vimos muitas e muitas pessoas com baixíssima auto-estima trazerem alívio e felicidade para outros e, através delas, para si mesmas.

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