Arquivo da categoria ‘Uncategorized’
Publicado por soares7 em Novembro 25, 2009
As “vacinas” contra o câncer esbarraram, consistentemente, em alguns obstáculos e não progrediram muito. Elas são vacinas no sentido de que usam o sistema imune contra um câncer que já existe e não no sentido preventivo. Até agora, os sucessos foram poucos e aplicáveis, sobretudo, a pessoas com cânceres nos estágios iniciais. Nos estados mais avançados, os cânceres passaram por inúmeras mutações, algumas das quais impedem que eles sejam percebidos como invasores pelo sistema imune. Alguns chegam a suprimir as reações do sistema imune. Alguns cânceres ativam uma célula regula as células T, desativando-as.
O que fizeram? Embeberam uma esponja muito pequena com a vacina e a colocaram debaixo da pele de camundongos com melanoma, o pior câncer da pele.
O que aconteceu?
Uma resposta imune: as células T começaram a atacar as células cancerosas.
Os pesquisadores da Universidade de Harvard banharam a esponja de polímero com três componentes da vacina, inclusive uma imitação do DNA de bactérias. O objetivo era fazer com que o sistema imune sentisse que havia uma infecção bacteriana. Quando isso acontece, vários tipos diferentes de células do sistema imune, tornando mais difícil para as células cancerosas enganar a todas.
Para aplicação em seres humanos, precisará banhar a esponja em material canceroso retirado dos próprios pacientes. Como muitas vezes acontece, uma empresa, chamada InCytu já está preparando testes clínicos com pacientes de melanoma.
Fonte: Science Translational Medicine.
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Publicado por soares7 em Novembro 24, 2009
Uma pesquisa recente tentou avaliar os efeitos da idade no momento da prostatectomia sobre os resultados, os riscos de que o câncer volte. O esperado era que houvesse maior percentagem de cânceres indolentes entre os idosos e de cânceres agressivos entre os mais jovens. Foram estudados 1984 pacientes operados entre 1988 e 2008. O risco da “volta” do câncer estava negativamente associado com a idade: maior idade, menos volta. As diferenças são modestas: o fracasso bioquímico, medido como um PSA >/=0.2 ng/mL pelo menos um mês depois da cirurgia, cinco anos depois dela era, aproximando, 20% entre os com idade de 40 a 60 anos e de 15% entre os com 65 anos ou mais. A idéia é simples: se levou mais tempo para ser detectado é porque é menos agressivo. A diferença de 5% é estatisticamente significativa, mas menor do que alguns esperavam.
É interessante notar que, numa análise multivariada que levou em consideração o escore Gleason, o nível do PSA, e o estágio clínico, as diferenças desaparecem.
O que isso quer dizer?
Que as diferenças entre as idades se devem a esses três fatores: nível do PSA, escore Gleason e estágio clínico. Nos mais velhos os valores desses fatores são mais baixos. Conhecendo os três, a idade não acrescenta mais nada. Não há um efeito independente da idade, além desses três fatores.
Fonte: BJU Int. 2009 Oct 26.

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Publicado por soares7 em Novembro 23, 2009
A soja tem um componente, uma isoflavona, chamada genistein. No nível mais elementar do desenvolvimento de um tratamento, o genistein ajuda a combater o câncer da próstata.
Como? Os genes jogam um papel importante. Há genes dedicados a suprimir tumores. Precisamos deles. Porém, eles podem parar de funcionar, ficam inativos através de alterações que foram chamadas de epigenéticas. Uma delas é chamada de “Hipermetilaçao” que impede que um região importante do gene funcione. Quando a Hipermetilaçao desliga o gene e a sua capacidade de produzir uma proteína. Ela desliga o gene como a gente desliga a luz.
BTG3 é um gene que suprime o crescimento desordenado das células, o câncer. Análises de células cancerosas mostram que a “Hipermetilaçao” desliga o gene.
O que nos interessa nesse artigo é que a soja reverte a “Hipermetilaçao” de muitos genes supressores, inclusive o nosso importante BTG3. Quando isso acontecer, o gene volta a produzir uma proteína que impede a proliferação das células cancerosas. Bom, ainda no nível do pratinho Petri de experimentação, a soja e alguns dos seus produtos reverem a “Hipermetilaçao”.
Temos muito que aprender a respeito do que passa dentro das células, mas vamos acertando um pouco, talvez errando mais, e produzindo conhecimento. Pois a pesquisa demonstrou no laboratório que o genistein afeta e reverte a Hipermetilaçao. E o supressor de tumores chamado de BTG3 volta a funcionar normalmente dentro de nossas células. Como fizeram? Cultivaram células de câncer da próstata; constataram a Hipermetilação, colocaram genistein nelas e mediram outra vez (antes e depois) o funcionamento dos BTG3. Constataram que estavam reativados. Pelo menos no nível celular, o genistein combate o câncer reduzindo ou fechando a Hipermetilaçao, o que permitiu o funcionamento daqueles genes.
Porém, colocar genistein em cima de células cancerosas num pratinho Petri é uma coisa, afetar essas células com uma dieta rica em soja. Mas como há pesquisas “retrospectivas” que ligam o consumo de soja à desaceleração do câncer, creio que essa será uma linha de combate.
De interesse mais imediato, uma nova droga contra o câncer da próstata, chamada 5Aza-C, está sendo testada nas células com hipermetilação.
Ainda falta muito. Não creio que serei beneficiado por esses avanços, mas em algum tempo outros pacientes poderão sê-lo.
Enviado em Dieta retarda o câncer de próstata, dieta e câncer de próstata, soja e câncer da próstata, soja e câncer de próstata | Tagged: como a soja ataca o câncer da próstata, soja e câncer, soja e câncer da próstata, soja e câncer de próstata | Deixar um comentário »
Publicado por soares7 em Novembro 21, 2009
Pesquisadores do Division of Nutritional Epidemiology, The National Institute of Environmental Medicine, Karolinska Institutet, na Suécia analisaram quase 46 mil homens de 45 a 79 anos de janeiro de 1998 até dezembro de 2007, dos quais 2735 tiveram câncer e 190 morreram do câncer. O interessante dessa pesquisa é que ela relaciona a intensidade dos exercícios feitos entre os 30 e os 50 anos ao risco de câncer. Dividindo a população em quartís (quatro grupos iguais com a mesma população, dos que se exercitavam mais aos que se exercitavam menos, verificaram que o risco de câncer no quartil (1/4) que se exercitava mais era 16% mais baixo do que no quartil que se exercitava menos. Os homens que trabalham sentados tinham um risco 20% mais alto do que os que trabalhavam metade do tempo sentados. Cada meia hora diária de caminhadas ou de meia hora a duas horas numa bicicleta reduziram o risco em 7%.
Orsini N, Bellocco R, Bottai M, Pagano M, Andersson SO, Johansson JE, Giovannucci E, Wolk A. publicado em
Br J Cancer. 2009 Oct 27.
Enviado em exercicio e derrame, exercitar combate o câncer de cólon, exercitar combate o câncer de mama, exercício, exercício e câncer, exercícios câncer e fadiga, exercícios e envelhecimento do cérebro, exercícios físicos e doenças mentais, exercícios respiratórios | Tagged: atividade física e câncer, bicicletas e o risco de câncer, caminhadas e o risco de câncer, Efeito dos exercícios no combate ao câncer, exercício e câncer | Deixar um comentário »
Publicado por soares7 em Novembro 18, 2009
A pior maneira de sofrer talvez seja concentrar no sofrimento – não nas cuasas etc., mas no sofrimento mesmo. Além disso, o humor, em geral, também conta. Pesquisadores canadenses relacionam o nosso astral à dor que sentimos. Para sentir menos dor é bom pensar em algo mais. Se quem sofre pensar em algo agradável, melhor: sofrerá menos. Usualmente, pensamos essa relação somente na direção oposta: a dor afeta o astral; quando há dor, cresce o mal humor e baixa o astral. Os pesquisadores olharam para a relação a partir do astral e do bom humor.
A maneira pela qual fizeram isso foi cruel. Mathieu Roy, um pós-doc na Columbia University em Nova Iorque parte do princípio de que a dor tem que ser percebida pelo cérebro, que pode amplificá-la ou reduzí-la. Emoções negativas aumentam a sensação de dor. Roy usou, com consentimento dos pacientes, choques elétricos nos pacientes que, em resposta, moviam bruscamente as pernas – movimento que pode ser medido (deve ter sido filmado). Enquanto rolava o experimento, os pacientes viam imagens – positivas, neutras e negativas. Os pesquisadores faziam um MRI do cérebro para acompanhar tanto o efeito das imagens quanto o dos choques, cuja intensidade era medida.
Os resultados? As imagens negativas aumentam a sensação de dor e as positivas a diminuem. Anteriormente, Roy tinha verificado que música agradável também reduzia a sensação de dor.
Talvez esse experimento indique que as orações, concentradas em aspectos positivos da religião, parecem ter feito muitos fiéis aguentar dores que normalmente ninguém suportaria.
Fonte:
Proceedings of the National Academy of Sciences.
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–>
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Date Resource Name Description/Status
19/03/2009 Vikesh Mittal (HCL) Initial Version created
08/04/2009 Vikesh Mittal (HCL) MSN Contextual Links workaround (revision A) Trac #136
–>
//This “isNewsPageForMSN” Variable is defined in IVTH_MoreNewsList.jsp. It is used to give a 27px left margin to the ad iframe for aligning the iframe with the bullets which are displaying the news list.
if(window.isNewsPageForMSN === undefined){
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‘);
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document.writeln(‘
‘);
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document.writeln(‘
‘);
//Browser detection code – quirks mode
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string: navigator.vendor,
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string: navigator.vendor,
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string: navigator.userAgent,
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identity: "Netscape",
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string: navigator.platform,
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BrowserDetect.init();
// End of Browser detection code
// set the msn variables
var theAdUnit = “6555″;
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// Code for asynchronously loading MSN ads
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var tDiv = document.getElementById(“datadivyth”);
var FirstElement = tDiv.firstChild;
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if (doc == undefined || doc == null)
doc = tFrame.contentWindow.document;
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doc.write(”);
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// Code for testing the browser and calling different approach
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‘);
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document.writeln(”);
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document.write(‘
‘);
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<!–
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–>
microsoft_adunitid= “6555″;
microsoft_adunit_width= “400″;
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–>
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Publicado por soares7 em Novembro 17, 2009
Pacientes com doenças cardíacas coronárias, que praticam regularmente a Meditação Transcendental (que reduz o estresse), tem uma taxa mais baixa de ataques cardíacos – muito mais baixa, a metade. Esse não é um chute de gurus, mas o resultado de uma pesquisa patrocinada pelos National Institutes of Health-National Heart, Lung, and Blood Institute, realizada numa universidade em Wisconsin a um custo de quase quatro milhões de dólares. É um estudo que durou quase dez anos. Duzentos negros e negras americanas foram incluídos aleatoriamente em dois grupos, um dos quais praticava MT e o outro era um grupo controle, que só recebia educação e informação a respeito dos fatores que afetam o risco de ataque cardíaco, como a dieta e o exercício.
Os resultados mostram:
- uma redução de 47% num índice composto por morte, ataques cardíacos e derrames;
- uma redução significativa, de 5 mm Hg na média, na pressão sanguínea;
- uma redução substancial no nível de estresse no grupo mais estressado.
Robert Schneider, diretor do Center for Natural Medicine and Prevention, afirmou que várias pesquisas mostraram o efeito benéfico de técnicas de redução do estresse sobre a pressão sanguínea, ataques do coração, derrames e mortalidade. As pessoas vivem mais e melhor.
Porém, como todas as técnicas de redução do estresse, MT tem que ser praticada com regularidade. Não adianta fazer de vez em quando. É um priincípio válido para MT, relaxamento, concentração, oração e muitas outras atividades mentais e espirituais que podem ser usadas para combater o estresse.
É bom lembrar que problemas sérios no sistema cardio-vascular, juntos, são a principal causa de morte na maioria dos países.
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Publicado por soares7 em Novembro 17, 2009
Nos casos de câncer da próstata muito avançado, que não responde mais ao tratamento hormonal nem à quimioterapia, a mediana da esperança de vida é entre oito e doze meses. Uma empresa farmacêutica, chamada Hollis-Eden Pharmaceuticals, está testando os efeitos do Apoptone (HE3235) nesses casos extremos. Alguns resultados preliminares foram apresentados numa conferência, a Molecular Targets and Cancer Therapeutics Conference.
O pesquisador responsável é R. Bruce Montgomery, da University of Washington School of Medicine.
A pesquisa está engatinhando: ainda não sabem bem qual é a dose mínima terapêutica, nem a dose máxima suportável pelos pacientes. Apoptone é um esteróide que estimularia a apoptose, morte das células cancerosas. Não é, ainda, um “clinical trial”.
O que fizeram? Quais os resultados? Para começar avaliaram radiograficamente a doença cada 56 dias. Conseguiram estabilizar a doença em 47% dos pacientes. O câncer levou, na mediana (metade dos pacientes mais, metade menos) 107 dias até que o câncer voltasse a crescer, a avançar. Conseguiram reduzir o PSA em 43% dos casos e em 33% dos casos a baixa foi igual ou maior do que 50%. É um bom resultado, dentro de limites parecidos com os de outras drogas mais testadas para pacientes tão avançados. É interessante notar que muitos pacientes viram o PSA crescer a despeito da doença ter sido estabilizada. Provocaria, inicialmente, um aumento na expressão do PSA, jogando mais desse antígeno no sangue. Com a morte celular, espera-se que o PSA diminua ou, pelo menos, pare de crescer.
Dado o caráter experimental da pesquisa, alguns pacientes tomaram, oralmente, duas doses diárias, mas as doses variaram muito: 10 mg, 20 mg, 30 mg, 50 mg, 100 mg ou mais. O nível máximo tolerável não tinha sido atingido e a próxima etapa será com 200 mg por dia. É possível que, com doses mais altas, a vida dos pacientes seja “esticada” por mais tempo. Quatro meses de vida é o que se ganhou com a químio e também o que se ganhou com o Provenge, que está dando muito lucro. A vantagem desse remédio é que ele usa um caminho novo, não sendo uma ampliação dos trilhados pelos remédios em uso. O Dr. Montgomery está otimista, achando que pode ampliar a sobrevivência através de mais ciclos de tratamento com 200 mg diariamente.
Howard Scher, um dos nomes mais famosos no campo, quer ampliar a pesquisa sobre os efeitos do Apoptone em pessoas com o tratamento menos avançado, antes da quimioterapia. Seria uma pesquisa de Tipo II, ainda pequena e controlada. Talvez o resultado seja maior.
Oxalá.
O tamanho do mercado é o que estimula as empresas a fazerem investimentos pesados na pesquisa, em combinação com as universidades. Afinal de contas, há um milhão de americanos com câncer da próstata; desses, noventa mil estão em estágio muito avançado e o câncer mata aproximadamente 28 mil todos os anos. Um tratamento como esse, se eficiente, tem um mercado cativo de noventa mil pessoas pessoas com câncer avançado e uma parte considerável do milhão que não querem chegar ao estágio mais avançado. Isso, somente nos Estados Unidos. É assim que o sistema funciona: pelo pior dos motivos, ganhar dinheiro, as empresas poderão atingir o melhor dos resultados: dar mais tempo de vida aos pacientes.

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Publicado por soares7 em Novembro 17, 2009
h1>Nos casos de câncer da próstata muito avançado, que não responde mais ao tratamento hormonal nem à quimioterapia, a mediana da esperança de vida é entre oito e doze meses. Uma empresa farmacêutica, chamada Hollis-Eden Pharmaceuticals, está testando os efeitos do Apoptone (HE3235) nesses casos extremos. Alguns resultados preliminares foram apresentados numa conferência, a Molecular Targets and Cancer Therapeutics Conference.
O pesquisador responsável é R. Bruce Montgomery, da University of Washington School of Medicine.
A pesquisa está engatinhando: ainda não sabem bem qual é a dose mínima terapêutica, nem a dose máxima suportável pelos pacientes. Apoptone é um esteróide que estimularia a apoptose, morte das células cancerosas. Não é, ainda, um “clinical trial”.
O que fizeram? Quais os resultados? Para começar avaliaram radiograficamente a doença cada 56 dias. Conseguiram estabilizar a doença em 47% dos pacientes. O câncer levou, na mediana (metade dos pacientes mais, metade menos) 107 dias até que o câncer voltasse a crescer, a avançar. Conseguiram reduzir o PSA em 43% dos casos e em 33% dos casos a baixa foi igual ou maior do que 50%. É um bom resultado, dentro de limites parecidos com os de outras drogas mais testadas para pacientes tão avançados. É interessante notar que muitos pacientes viram o PSA crescer a despeito da doença ter sido estabilizada. Provocaria, inicialmente, um aumento na expressão do PSA, jogando mais desse antígeno no sangue. Com a morte celular, espera-se que o PSA diminua ou, pelo menos, pare de crescer.
Dado o caráter experimental da pesquisa, alguns pacientes tomaram, oralmente, duas doses diárias, mas as doses variaram muito: 10 mg, 20 mg, 30 mg, 50 mg, 100 mg ou mais. O nível máximo tolerável não tinha sido atingido e a próxima etapa será com 200 mg por dia. É possível que, com doses mais altas, a vida dos pacientes seja “esticada” por mais tempo. Quatro meses de vida é o que se ganhou com a químio e também o que se ganhou com o Provenge, que está dando muito lucro. A vantagem desse remédio é que ele usa um caminho novo, não sendo uma ampliação dos trilhados pelos remédios em uso. O Dr. Montgomery está otimista, achando que pode ampliar a sobrevivência através de mais ciclos de tratamento com 200 mg diariamente.
Howard Scher, um dos nomes mais famosos no campo, quer ampliar a pesquisa sobre os efeitos do Apoptone em pessoas com o tratamento menos avançado, antes da quimioterapia. Seria uma pesquisa de Tipo II, ainda pequena e controlada. Talvez o resultado seja maior.
Oxalá.
O tamanho do mercado é o que estimula as empresas a fazerem investimentos pesados na pesquisa, em combinação com as universidades. Afinal de contas, há um milhão de americanos com câncer da próstata; desses, noventa mil estão em estágio muito avançado e o câncer mata aproximadamente 28 mil todos os anos. Um tratamento como esse, se eficiente, tem um mercado cativo de noventa mil pessoas pessoas com câncer avançado e uma parte considerável do milhão que não querem chegar ao estágio mais avançado. Isso, somente nos Estados Unidos.

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Publicado por soares7 em Outubro 31, 2009
Temos lido muitos trabalhos sobre os exagêros derivados dos testes sistemáticos de detecção, sobretudo o PSA. Um PSA alto estaria levando a biópsias desnecessárias, a cirurgias desnecessárias a tratamentos desnecessários. Agora aparecem novos dados europeus demonstrando que os testes valem a pena sim senhor. Um grupo do Erasmus University Medical Centre resolveu verificar se os testes realmente reduziam a mortalidade por câncer da próstata. Entre 1997 e 1999 quase doze mil homens entre 55 e 74 formaram o grupo experimental. O grupo controle foram mais de 133 mil homens da mesma idade observados entre 1998 e 1999 na Irlanda do Norte. Todos foram acompanhados até o fim de 2006. A mediana da idade era igual para os dois grupos – 63 anos. No grupo de Rotterdam, 94% fizeram o PSA, ao passo que na Irlanda do Norte foram apenas 6%.
Quais os resultados? Em Rotterdam, os homens foram diagnosticados com câncer mais cedo – o PSA mediano era de 5.1, ao passo que na Irlanda do Norte, as detecções foram muito mais tardias – o PSA mediano era de 18,0.
Aí começa o período de observação. O risco relativo da população testada de ter metástase durante o acompanhamento era de 0,47, muito menor. E a mortalidade específica por câncer de próstata também era menor: 0,63. Acompanhando os em situação de risco durante 8,5 anos, redução nessa mortalidade era de 1,8 mortes por cada mil homens.
Talvez o que deva ser modificado não é o teste sistemático, mas a reação a ele. Afinal, reduzir o risco de metástase em 53% e a mortalidade específica em 37% certamente vale a pena. O problema não é o teste, mas a reação a ele, os tratamentos invasivos desnecessários.
Artigo de van Leeuwen PJ, Connolly D, Gavin A, Roobol MJ, Black A, Bangma CH, Schröder FH.
Em Eur J Cancer. 2009 Oct 3.
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Publicado por soares7 em Outubro 31, 2009
É possível que o câncer da próstata e a síndrome da fadiga crônica estejam ligados – através de um vírus! A síndrome provoca insonia, cansaço pesado, fraqueza e dores nas articulações e suas vítimas frequentemente têm um retrovírus que também é encontrado com frequência no tecido do câncer da próstata. Esse vírus infeccioso também está presente em muitos casos de leucemia. Pesquisadores em Nevada encontraram o XMRV em 67% dos pacientes de leucemia, mas em apenas 4% das pessoas sadias. A Síndrome da Fadiga Crônica afeta o sistema imune e a doença ainda não tem um tratamento eficiente. A terapia cognitiva comportamental ajuda muito os pacientes a lidar com as consequências da doença. Agora o vírus foi encontrado numa percentagem alta de pacientes do câncer da próstata.
Nova linha de pesquisa – começando….
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Publicado por soares7 em Outubro 23, 2009
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Muita,muita gente não sabe o que é estatística, ainda menos o que ela pode fazer pela gente. Tome, por exemplo, o tratamento do câncer. Não temos, no Brasil, estatísticas sobre s taxas de sobrevivência. Pensem bem: operar num hospital no qual 25% dos pacientes morrem é muito melhor do que morrer num hospital no qual 60% dos pacientes morrem da mesma coisa no mesmo período. Precisamos dessas estatísticas porque elas influenciam nossas chances de sobrevivência, mas não as temos. Os Estados Unidos têm. Vejam a diferença que faz:
Nos hospitais de ponta, cinco anos depois da cirurgia 72% dos operados estão vivos – isso de todos os cânceres. E nos outros? 62% estão vivos. Operando num hospital menor, com menos prestígio e menos recursos você aumenta sua chance de morrer em dez por cento.
Essa é uma das diferenças pequenas.
Mas essas são diferenças entre tipos de hospitais. Quando examinamos os hospitais um a um as diferenças ficam muito grandes. O Fox Chase é um dos hospitais com mais reputação no tratamento do câncer de próstata. 71% dos pacientes graves, com cânceres muito avançados (estágio IV), estão vivos cinco anos depois. A média nacional é de 38%. É muita diferença!
Para cânceres da mama também muito avançados, estágio IV, as taxas equivalentes são de 28% e de 19%. Ou seja, suas chances de sobreviver cinco anos são 68% mais altas no Fox Chase. Onde você preferiria ser tratada?
Falando do câncer cervical muito avançado, estágio IV, o centro é a Clínica de Cleveland. Cinco anos depois, 33% estão vivas. A média nacional é de 16%.
Na análise das diferenças, o equipamento não é o mais importante. Aqui no Brasil, as clínicas anunciam orgulhosamente: equipamento de última geração! É mais importante ter médicos de última geração. As diferenças se explicam mais por outros fatores, como experiência com aquela doença específica, diagnóstico correto, se os médicos conseguem arregimentar pacientes e suas famílias para um tratamento integral, que inclui dieta, exercício, saúde psicológica, tomar os remédios recomendados no tempo e na hora, assim como se os médicos usam rotineiramente testes importantes como marcadores moleculares de tumores, se o acompanhamento dos pacientes é regular e sistemático ou esporádico de maneira a pegar cedo o câncer se ele reaparecer.
Os médicos que não se mantém ligados à internet nem participam de seminários e conferências podem estar muitos anos atrasados em relação aos tratamentos mais recentes e mais eficientes.
Uma segunda opinião é essencial: no Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle, 15% das segundas opiniões que eles emitem provam que a primeira estava errada.
A especialização e a experiência contam e diferenciam entre hospitais de ponta. Como exemplo: o Memorial Sloan-Kettering Cancer Center em Nova Iorque tem uma ganho de dez por cento em relação aos demais centros na mesma cidade no que concerne a percentagem dos pacientes do esôfago que sobrevivem cinco anos na mesma cidade.
É por isso que as estatísticas contam. Conhecê-las pode significar a diferença entre a via e a morte.
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Publicado por soares7 em Outubro 18, 2009
Muita,muita gente não sabe o que é estatística, ainda menos o que ela pode fazer pela gente. Tome, por exemplo, o tratamento do câncer. Não temos, no Brasil, estatísticas sobre s taxas de sobrevivência. Pensem bem: operar num hospital no qual 25% dos pacientes morrem é muito melhor do que morrer num hospital no qual 60% dos pacientes morrem da mesma coisa no mesmo período. Precisamos dessas estatísticas porque elas influenciam nossas chances de sobrevivência, mas não as temos. Os Estados Unidos têm. Vejam a diferença que faz:
Nos hospitais de ponta, cinco anos depois da cirurgia 72% dos operados estão vivos – isso de todos os cânceres. E nos outros? 62% estão vivos. Operando num hospital menor, com menos prestígio e menos recursos você aumenta sua chance de morrer em dez por cento.
Essa é uma das diferenças pequenas.
Mas essas são diferenças entre tipos de hospitais. Quando examinamos os hospitais um a um as diferenças ficam muito grandes. O Fox Chase é um dos hospitais com mais reputação no tratamento do câncer de próstata. 71% dos pacientes graves, com cânceres muito avançados (estágio IV), estão vivos cinco anos depois. A média nacional é de 38%. É muita diferença!
Para cânceres da mama também muito avançados, estágio IV, as taxas equivalentes são de 28% e de 19%. Ou seja, suas chances de sobreviver cinco anos são 68% mais altas no Fox Chase. Onde você preferiria ser tratada?
Falando do câncer cervical muito avançado, estágio IV, o centro é a Clínica de Cleveland. Cinco anos depois, 33% estão vivas. A média nacional é de 16%.
Na análise das diferenças, o equipamento não é o mais importante. Aqui no Brasil, as clínicas anunciam orgulhosamente: equipamento de última geração! É mais importante ter médicos de última geração. As diferenças se explicam mais por outros fatores, como experiência com aquela doença específica, diagnóstico correto, se os médicos conseguem arregimentar pacientes e suas famílias para um tratamento integral, que inclui dieta, exercício, saúde psicológica, tomar os remédios recomendados no tempo e na hora, assim como se os médicos usam rotineiramente testes importantes como marcadores moleculares de tumores, se o acompanhamento dos pacientes é regular e sistemático ou esporádico de maneira a pegar cedo o câncer se ele reaparecer.
Os médicos que não se mantém ligados à internet nem participam de seminários e conferências podem estar muitos anos atrasados em relação aos tratamentos mais recentes e mais eficientes.
Uma segunda opinião é essencial: no Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle, 15% das segundas opiniões que eles emitem provam que a primeira estava errada.
A especialização e a experiência contam e diferenciam entre hospitais de ponta. Como exemplo: o Memorial Sloan-Kettering Cancer Center em Nova Iorque tem uma ganho de dez por cento em relação aos demais centros na mesma cidade no que concerne a percentagem dos pacientes do esôfago que sobrevivem cinco anos na mesma cidade.
É por isso que as estatísticas contam. Conhecê-las pode significar a diferença entre a via e a morte.
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Publicado por soares7 em Outubro 7, 2009
Já mencionei, neste blog, um tratamento, um remédio, chamado OGX-O11, já descrito e divulgado neste blog, para cânceres da próstata já com metástase. Os bons resultados dos testes indicam que custirsen sodium (o ingrediente de OGX-011) age em combinação com docetaxel (químio) e melhora os pacientes. Esses resultados preliminares fazem com que a FDA o coloque num processo de aprovação rápida. O OGX-011 aumenta a sobrevivência dando mais e melhores resultados ao docetaxel, tornando-o mais eficiente. Mais um ganho. Em dois anos ou menos deverá estar nas prateleiras.
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Publicado por soares7 em Outubro 4, 2009
Há Esperanças! Algumas foram relatadas no encontro anual da American Association for Cancer Research. Um grupo de pesquisadores dirigido por Richard Junghans deixou claro o seu objetivo – encontrar uma cura para pacientes de câncer da próstata que estão condenados a morrer, porque os tratamentos disponíveis deixaram de surtir efeito. Esse câncer mata três mil pessoas cada mês somente nos Estados Unidos. A quimioterapia tem um efeito marginal, aumentando a sobrevivência por uns quatro meses e tem muitos efeitos colaterais; a terapia hormonal funciona durante um ou dois anos, estourando três, mas depois disso há pouco o que fazer. Quase todos os pacientes avançados com metástase para os ossos morrem, mais cedo ou mais tarde. A morte é precedida por um período de muita dor. Por isso buscamos uma terapia nova e não um aperfeiçoamento das anteriores. Nossa terapia é “quase viva”, são as próprias células T do paciente. Nos as mudamos para que elas ataquem o câncer. Até agora foram apenas dois pacientes – muito avançados. A redução no PSA foi de 50 a 75% num período de dois meses.
Os pesquisadores usaram o nível mais baixo do tratamento e agora vão tentar um nível dez vezes maior (usualmente tentam vários níveis), com o objetivo de zerar o PSA.
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Publicado por soares7 em Setembro 30, 2009
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Uma das divisões das pesquisas separa as feitas em uma só instituição (e com melhores controles) e as feitas em muitas instituições (mais pacientes, mais variância entre os controles). Mayo Clinic atacou o problema da radioterapia após a prostatectomia. Como diz o Dr. Peterson. “…in men without a prostate, a rising PSA level indicates that cancer has recurred. After a recurrence is detected, there is only a narrow window of time during which radiotherapy will be beneficial in controlling their cancer.”
Esse conceito de uma janela estreita, além da qual o tratamento neo-adjuvante (a radioterapia logo depois da prostatectomia) perde rapidamente o efeito complica as decisões, apressando-as. Esse tratamento é conhecido como “de salvação” (salvage external beam radiotherapy). Se for aplicado cedo, funciona bem. Ele elimina o câncer em alguns pacientes e dificulta o seu avanço em outros. Em terceiros, particularmente os que já tiverem metástases mais distantes, sua utilidade é muito menor.
O que os dados revelaram?
Primeiro que, mesmo depois da prostatectomia, os médicos e pacientes devem acompanhar o PSA. Sem próstata, o crescimento do PSA significa câncer residual – ínfimo, pequeno, intermediário ou agressivo. E a radiação é a única terapia capaz de salvar alguns desses pacientes. Mas tem que ser aplicada com certa rapidez para que as células cancerosas locais não viagem e se localizam em outros lugares.
Em 2009, cerca de 192 mil americanos serão diagnosticados com câncer da próstata. Um terço (perto de 64.000) farão prostatectomias e desses, um terço terão a “volta”do PSA, o fracasso bioquímico que demonstrará que não foram curados, muitos pouco depois, outros de cinco a dez anos depois da cirurgia. Depois disso, há um tempo relativamente curto quando a radiação ainda poderá curá-los; mesmo não curando, retardará o avanço do câncer. Se n ao forem tratados, em mais dez anos, esses pacientes desenvolverão metástases.
Mas há dúvidas e mais dúvidas. Steven Buskirk, da Mayo Clinic na Florida passou vinte anos estudando esses procedimentos e seus efeitos. Estudou pouco mais de trezentos pacientes durante cinco anos, na mediana, depois da radiação. Quatro deles tiveram efeitos colaterais consideráveis, um muito sério. Efeitos colaterais menos sérios foram constatados em outros 37 pacientes. Um dado importante é que a radioterapia evoluiu e os resultados de pesquisa feita hoje seriam superiores aos descritos. Não resta dúvida de que é um tratamento complementar eficiente e que só tem melhorado. FONTE: Mayo Clinic
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Publicado por soares7 em Setembro 29, 2009
Tratar ou não tratar o câncer da próstata é uma das decisões mais importantes que podemos tomar. Não tratar um câncer agressivo pode nos condenar a morrer dele; tratar agressivamente cânceres indolentes pode significar uma tremenda baixa na qualidade da vida - para nada.
É possível que a decisão de tratar ou não tratar um câncer da próstata dependa da presença de uma proteína chamada Hsp-27. O que ela faz? Em condições normais ajuda células sadias durante períodos difíceis, como doenças ou períodos que geram estresse, a sobreviver e se regenerar.
O que ela faz nas células cancerosas? A mesma coisa. Se encontrada em células cancerosas através das biópsias, significa que o câncer é agressivo e vai avançar. Se não estiver presente, o câncer avançará muito lentamente.
Pesquisadores da University of Liverpool examinaram mais de 500 pacientes com câncer da próstata, concluindo que 2/3 deles não precisavam de tratamento – pelo menos não de tratamento urgente. Poderiam esperar e observar o progresso do câncer. Uma ampla pesquisa, com mais de quatro mil pacientes estudados durante 15 anos aumentou muito nosso conhecimento sobre a progressão deste câncer. O problema fundamental, uma vez descoberto o câncer, é saber se ele é agressivo ou não. O escore Gleason fornece uma indicação imperfeita da agressividade do câncer. Certamente, saber, desde o início, se o câncer é agressivo ou não é um dos itens mais importantes da agenda das pesquisas. Esse câncer não é brincadeira, pois mata 13% dos homens na Grã Bretanha. Mas muitas pesquisas demonstraram que muitas pessoas, com formas menos agressivas do câncer poderiam ficar sem tratamento – umas até morrer de outras causas e outras até que o câncer ameaçasse se tornar perigoso. Como o tratamento usualmente é feito pouco depois do diagnostico – algumas semanas ou meses – muita gente que não precisa ser tratada é tratada. Qual o problema?
Os tratamentos têm conseqüências e efeitos colaterais pesados que diminuem a qualidade da vida. Se pudéssemos identificar e separar os cânceres não ameaçadores desde o inicio, muita gente que é tratada (e sofre por causa disso) poderia ser deixada em paz e simplesmente acompanhada. Essa possibilidade pode se transformar em realidade em alguns anos. Se, efetivamente, se confirmar a relação entre essa proteína, a Hsp-27, e os cânceres agressivos se confirmar, a agenda se orientará para o desenvolvimento de testes que revelem sua presença e sua importância nas células cancerosas.
A boa ciência médica caminha na direção de uma terapia mais individualizada, melhor ajustada a cada pessoa. A Patologia, como parte integrante dessa nova medicina, caminha na mesma direção. Distinguir entre cânceres da próstata agressivos e indolentes é um passo importante nessa agenda.
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Publicado por soares7 em Setembro 29, 2009
Há populações que, por razões culturais e psicológicas, se resistem a fazer esse ou aquele teste. O exame da próstata inclui um exame retal. Muitos homens preferem arriscar ter o câncer do que se submeter ao exame “do dedo”. Usualmente, atitudes conservadoras nessa área são atribuídas a fatores culturais tradicionais, inclusive à religião. Nos Estados Unidos existe a crença de que mais homens negros se negam ao exame digital retal do que os brancos. Por isso, eles têm sido alvo de pesquisas específicas.
Recentemente, uma pesquisa feita pela University of Alabama e publicado no American Journal of Men’s Health, produziu dados inesperados. Negros americanos que apresentam um comportamento religioso, ainda que não tenham crenças religiosas, tinham o dobro da probabilidade de ter feito esse exame. Os exames preventivos são particularmente importantes para a população negra nos Estados Unidos porque ela tem o dobro do risco de morrer de câncer da próstata em relação aos homens brancos. Aproximadamente duzentos homens negros foram estudados. A participação em atividades e serviços religiosas foram uma das variáveis usadas; ter uma relação com Deus ou rezar foram as crenças religiosas consideradas.
Negros que tinham comportamentos religiosos tinham uma probabilidade 1,7 vezes mais alta de ter feito o exame do toque retal no ano anterior. Os que tinham comportamentos religiosos tinham uma probabilidade sete vezes mais elevada de dizer que tinham uma consulta para fazer esse exame nos seis meses seguintes.
A significação dessas associações fica mais relevante porque nem comportamento nem crenças religiosas tinham uma associação estatisticamente significativa com fazer/não fazer um exame de PSA.
Enviado em ansiedade e câncer, recuperação de câncer, religião e derrame, religião e doença, religião e saúde, resultados falsos, resultados negativos, sintomas de câncer de próstata, sobrevivência de pacientes, sobrevivência do câncer de próstata, sobrevivência é maior nos Estados Unidos | Tagged: Negros e câncer, PSA como o principal marcador para o risco de câncer de próstata, religião e câncer, religião e doença, religião e saúde, resistência ao toque retal, toque retal | Deixar um comentário »
Publicado por soares7 em Setembro 27, 2009
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Claro que a volta do PSA aumenta uma série de riscos em comparação com as pessoas com o PSA indetectável. A pergunta que os pesquisadores tentaram responder é se o tempo até o PSA reaparecer tem algum impacto no risco de metástase e de morte.
Amostra: todos os pacientes receberam prostatectomia radical entre 1989 e 2003. A data da cirurgia nos Estados Unidos, passou a entrar nos prognósticos depois que se descobriu que as mais antigas tinham piores resultados. A volta do PSA foi definida a partir de 0.2 ng/ml. Os que fizeram terapias adjuvantes (hormonal ou químio) ficaram de fora.
Duzentos pacientes com uma idade média de 60,2 anos entraram na pesquisa e foram acompanhados durante quase dez anos, na mediana, sendo que um mínimo de cinco era exigido. Eram heterogêneos, uma desvantagem. 74% estavam no estágio igual ou menor do que T1c, o Gleason da biópsia era igual ou inferior a 6 em 64% dos casos (meu caso) , havia extensão para fora da cápsula prostática em 56% das amostras; metade dos pacientes receberam tratamento hormonal antes da metástase e 32% receberam a radioterapia “de salvação”que deveria ser chamada de último recurso. E o PSA? O PSA era igual ou maior do que 10 em 70% dos casos. O número limitado de pacientes não permitia o cruzamento simultâneo de todas essas variáveis. Nessa população reduzida a análise univariata não associou muitos fatores com o risco de morte.
O tempo até a volta do PSA tem um efeito maroto sobre a probabilidade de morte: se o PSA reaparecia durante o primeiro ano, aumentava o risco de desenvolver metástases em 36%. Se tem que voltar, é melhor voltar mais tarde. Muito interessante (e bom) é o fato de que na metade dos pacientes que fizeram tratamento hormonal antes da metástase, somente 15% dos pacientes com a volta do PSA depois da prostatectomia desenvolveram metástases, o que fala a favor da terapia hormonal.
Mesmo nessa população de alto risco, a mortalidade geral, de todas as causas, foi de 5% no período e a mortalidade específica devida ao câncer da próstata foi de apenas 1,5%. Claro, com a continuação do acompanhamento, mais pacientes morrerão tanto de mortalidade geral como de mortalidade específica,
Enviado em Câncer na próstata, a ordem dos tratamentos, a volta do PSA, ansiedade e câncer, apoptose, câncer de próstata e efeitos colaterais, câncer de próstata e fraturas, câncer de próstata e osteoporose, câncer de próstata metástase, câncer de próstata sobrevivência, câncer incurável e morte, câncer localizado, células de câncer de próstata | Deixar um comentário »
Publicado por soares7 em Setembro 26, 2009
É possível que a decisão de tratar ou não tratar um câncer da próstata dependa da presença de uma proteína chamada Hsp-27. O que ela faz? Em condições normais ajuda células sadias durante períodos difíceis, como doenças ou períodos que geram estresse, a sobreviver e se regenerar.
O que ela faz nas células cancerosas? A mesma coisa. Se encontrada em células cancerosas através das biópsias, significa que o câncer é agressivo e vai avançar. Se não estiver presente, o câncer avançará muito lentamente.
Pesquisadores da University of Liverpool examinaram mais de 500 pacientes comn câncer da próstata, concluindo que 2/3 deles não precisavam de tratamento – pelo menos não de tratamento urgente. Poderiam esperar e observar o progresso do câncer. Uma ampla pesquisa, com mais de quatro mil pacientes estudados durante 15 anos aumentou muito nosso conhecimento sobre a progressão deste câncer. O problema fundamental, uma vez descoberto o câncer, é saber se ele é agressivo ou não. O escore Gleason fornece uma indicação imperfeita da agressividade do câncer. Certamente, saber, desde o início, se o câncer é agressivo ou não é um dos itens mais importantes da agenda das pesquisas. Esse câncer não é brincadeira, pois mata 13% dos homens na Grã Bretanha. Mas muitas pesquisas demonstraram que muitas pessoas, com formas menos agressivas do câncer poderiam ficar sem tratamento – umas até morrer de outras causas e outras até que o câncer ameaçasse se tornar perigoso. Como o tratamento usualmente é feito pouco depois do diagnostico – algumas semanas ou meses – muita gente que não precisa ser tratada é tratada. Qual o problema?
Os tratamentos têm conseqüências e efeitos colaterais pesados que diminuem a qualidade da vida. Se pudéssemos identificar e separar os cânceres não ameaçadores desde o inicio, muita gente que é tratada (e sofre por causa disso) poderia ser deixada em paz e simplesmente acompanhada. Essa possibilidade pode se transformar em realidade em alguns anos. Se, efetivamente, se confirmar a relação entre essa proteína, a Hsp-27, e os cânceres agressivos se confirmar, a agenda se orientará para o desenvolvimento de testes que revelem sua presença e sua importância nas células cancerosas.
A boa ciência médica caminha na direção de uma terapia mais individualizada, melhor ajustada a cada pessoa. A Patologia, como parte integrante dessa nova medicina, caminha na mesma direção. Distinguir entre cânceres da próstata agressivos e indolentes é um passo importante nessa agenda.
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Publicado por soares7 em Setembro 26, 2009
Uma pesquisa com 190 homens que fizeram biópsia da próstata revelou que os que tinham uma atividade física moderada ou intensa tinham menor risco de câncer da próstata.
O que é atividade física moderada? Não é pouquinho – é andar várias horas semanais a um rítmo mais rápido do que uma caminhada rrelaxada. dblclick(‘xxlA’);
Tem mais: entre os que tiveram o câncer, fazer exercícios reduzia o risco de que esse câncer fosse agressivo. A relação era claramente inversa: mais exercício, menos câncer. A maioria dos homens estudados foi classificada como sedentária: um nível de exercícios inferior ao equivalente a andar relaxadamente uma hora por semana.
Esse estudo é mais um confirmando a relação entre estilo de vida e saúde – e a ausência de câncer é uma parte importante de ter saúde. A tendência atual é a enfatizar o bem estar psicológico e espiritual, além da atividade física. Aliás, a atividade física pode prevenir ou combater o câncer por essa via – mais atividade, menos estresse.
Enviado em exercicio e derrame, exercitar combate o câncer de cólon, exercitar combate o câncer de mama, exercícios câncer e fadiga, exercícios e envelhecimento do cérebro, exercícios físicos e doenças mentais, exercícios respiratórios, gordura e câncer de próstata | Tagged: andar combate o câncer, Efeito dos exercícios no combate ao câncer, exercício e câncer, mais exercício menos câncer | Deixar um comentário »