Correspondência a respeito do pôster Bons resultados da prostatectomia…




Nosso  caro Professor:


E no caso de o paciente ter feito braquiterapia e ter havido recidiva? Há alguma indicação de ser possível fazer prostatectomia depois da braquiterapia sem sucesso?  Esse assunto tem sido afastado pelos médicos que respondem negativamente.  Curiosamente, não vem com a frustração da resposta as razões pelas quais não seja possível a prostatectomia tardia.  Alguma dica ou informação a respeito?
Obrigado. Um abraço,
J.

CARO AMIGO J

QUANDO FIZ  A CIRURGIA O MEDICO INFORMOU QUE NO CASO DE TER FEITO ALGUMA RADIAÇÃO O TECIDO DA PROSTATA FICA COMO UM CONCRETO OU SEJA DURO E QUEIMADO , IMPOSSIBILITANDO A CIRURGIA.

NO CASO DA BRAQUITERAPIA NÃO SEI SE O RESULTADO É O MESMO.

SE ESTE É O SEU CASO TE DIGO QUE O MEU FOI MUITO PIOR POIS  O PSA VOLTOU A SUBIR APOS A CIRURGIA POIS TINHA ATINGIDO 02 GANGLIOS.

PROCUREI OUTROS MEDICOS CADA UM DAVA UMA OPINIÃO ACHAVAM QUE NÃO TINHA MAIS JEITO E A RADIOTERAPIA DESCARTADA.

FUI MAIS TEIMOSO E FIZ A RADIO , UM PROCESSO NOVO COM IMRT DO QUAL IRRADIA TAMBEM OS GANGLIOS: HOJE JA FAZ 01 ANO E MEIO COM PSA ESTACIONADO EM 0,6  E SEM MEDICAÇÃO ALGUMA.

TE ACONSELHO A PROCURAR DR. XXXX NO SIRIO LIBANES SE VC ACHAR O TRATAMENTO CARO PODE CHORAR .

JA VI QUE CADA MEDICO FALA UMA COISA DIFERENTE. BOA SORTE

M.

Pesquisando a expressão “salvage prostatectomy” verão que é prática relativamente comum e bastante discutida. (há mais de vinte mil “entries”). Se refere ao uso da prostatectomia quando a radiação ou outro tratamento primário com a intenção de curar o paciente (como diferente de reduzir dores, aumentar a sobrevivência etc.) não cumpriram o objetivo. Muitos também a defendem já não com intuito curativo, mas para aumentar a sobrevivência e/ou reduzir o risco de metástase. Fornecem os dados e cabe a nós analisá-los e decidir, com conselho médico, se vale a pena ou não. E, mais uma vez, no exemplo de vocês, vemos que o urólogo e um hospital competentes fazem muita diferença. Talvez para nós o melhor locus de busca seja o PubMed, mas o Google Search também serve, noutro nível.

Talvez queiram ler o que dizem alguns que trabalham no hospital onde me trato:

http://www.mskcc.org/mskcc/html/62034.cfm

abraços

Gláucio

Bons resultados da prostatectomia cinco anos depois

Um trabalho apresentado no congresso da American Urological Association (AUA) dá novo alento aos que fizeram prostatectomia. As técnicas evoluíram muito nos últimos quinze ou vinte anos, com claros resultados. O seu problema, meu leitor, consiste em saber se o seu cirurgião e o seu hospital acompanharam essa evolução ou se ainda usam técnicas e recursos ultrapassados. Se ele não lê Inglês, não acompanha a evolução da profissão pela internet e não vai a conferências internacionais, na minha opinião, está na hora de trocar. Talvez você tenha que viajar, provavelmente custará mais, mas o que este em jogo é a sua vida, a sua continência e a sua potência.

Elie Antebi, da University of Miami Miller School of Medicine, informou que 60% dos operados não apresentavam indicadores de que não estavam curados cinco anos depois da cirurgia.

Pesquisaram 831 pacientes: depois de 5 anos, 61% não tinham indicações de que o câncer havia voltado, não tinham incontinência e não tinham impotência.

A equipe definiu a volta do cancer, a demonstração de que não estava curado, à volta do PSA a um nível <=0.2 ng/mL. Incontinentes eram todos os que necessitavam de toalhinhas ou cuecas especiais e impotentes os que não conseguiam fazer sexo com ou sem remédios.

Na média os pacientes tinham quase sessenta anos, 68% tinham um escore Gleason igual ou menor do que seis, um em quatro tinha um escore de sete e 6% um escore igual ou maior do que oito. Não eram pacientes avançados, no seu conjunto: 85% tinham um estágio clínico igual ou melhor do que T2a. Pouco mais da metade eram de baixo risco. Na cirurgia, o nível médio do PSA era de 6,9 ng/mL.

A técnica mais avançada se verifica na percentagem que usou algum tipo de preservação de nervos (para manter a potência): 64%.

Cinco anos depois a resposta dos pacientes estava associada ao seu risco: 65% dos de baixo risco continuavam sem sintomas, sem incontinência e sem impotência; 57% dos com risco intermediário estavam nessa situação favorável e metade dos pacientes com alto risco também estavam bem. O risco fazia uma diferença, mas não era uma diferença muito grande, e metade dos de alto risco estavam bem em todos os sentidos. As características associadas aos melhores resultados eram: menor idade, usar técnicas avançadas de preservação dos nervos, ter um baixo peso da próstata, um escore Gleason favorável e estar num estágio patológico menos perigoso.


Bons resultados da prostatectomia cinco anos depois


Um trabalho apresentado no congresso da American Urological Association (AUA) dá novo alento aos que fizeram prostatectomia. As técnicas evoluíram muito nos últimos quinze ou vinte anos, com claros resultados. O seu problema, meu leitor, consiste em saber se o seu cirurgião e o seu hospital acompanharam essa evolução ou se ainda usam técnicas e recursos ultrapassados. Se ele não lê Inglês, não acompanha a evolução da profissão pela internet e não vai a conferências internacionais, na minha opinião, está na hora de trocar. Talvez você tenha que viajar, provavelmente custará mais, mas o que este em jogo é a sua vida, a sua continência e a sua potência.

Elie Antebi, da University of Miami Miller School of Medicine, informou que 60% dos operados não apresentavam indicadores de que não estavam curados cinco anos depois da cirurgia.

Pesquisaram 831 pacientes: depois de 5 anos, 61% não tinham indicações de que o câncer havia voltado, não tinham incontinência e não tinham impotência.

A equipe definiu a volta do cancer, a demonstração de que não estava curado, à volta do PSA a um nível <=0.2 ng/mL. Incontinentes eram todos os que necessitavam de toalhinhas ou cuecas especiais e impotentes os que não conseguiam fazer sexo com ou sem remédios.

Na média os pacientes tinham quase sessenta anos, 68% tinham um escore Gleason igual ou menor do que seis, um em quatro tinha um escore de sete e 6% um escore igual ou maior do que oito. Não eram pacientes avançados, no seu conjunto: 85% tinham um estágio clínico igual ou melhor do que T2a. Pouco mais da metade eram de baixo risco. Na cirurgia, o nível médio do PSA era de 6,9 ng/mL.

A técnica mais avançada se verifica na percentagem que usou algum tipo de preservação de nervos (para manter a potência): 64%.

Cinco anos depois a resposta dos pacientes estava associada ao seu risco: 65% dos de baixo risco continuavam sem sintomas, sem incontinência e sem impotência; 57% dos com risco intermediário estavam nessa situação favorável e metade dos pacientes com alto risco também estavam bem. O risco fazia uma diferença, mas não era uma diferença muito grande, e metade dos de alto risco estavam bem em todos os sentidos. As características associadas aos melhores resultados eram: menor idade, usar técnicas avançadas de preservação dos nervos, ter um baixo peso da próstata, um escore Gleason favorável e estar num estágio patológico menos perigoso.


 

Os cânceres estão sendo diagnosticados mais cedo

Pesquisadores se perguntaram como responderam os pacientes mais jovens ao tratamento contra o câncer da próstata. Usaram um database com homens que tinham de 35 a 74 anos quando foram diagnosticados, num total de 318.774 pacientes. Primeiro, graças aos exames de PSA os homens jovens  (de 55 anos ou menos) aumentaram sua participação de 2,3% para 9%. Cânceres que só seriam diagnosticados mais tarde, quando estivessem mais avançados, foram diagnosticadsos. A mediana da idade dos diagnosticados diminuiu de 72 para 68 anos. Mesmo assim, os mais jovens ainda foram diagnosticados com cânceres confinados. O tratamento seguiu a idade: homens mais velhos ou não receberam tratamento local ou receberam radioterapia em percentagens mais altas do que os jovens. A sobrevivência foi menor entre os mais idosos nos tumores com Escores Gleason intermediários (5 a 7). Porém, entre os cânceres com Gleasons mais altos os mais jovens tinham sobrevivência menor. É uma hipótese que os testes usados não diferenciaram bem entre os cânceres agressivos e que os dos homens mais jovens eram mais agressivos, embora isso não aparecesse nas medidas convencionais.

A idade no diagnóstico continua caíndo, graças aos exames mais frequentes e começados mais cedo, e isso é bom.

Fonte: Cancer. 2009 Jul 1;115(13):2863-71.

Radiação e tratamento hormonal reduzem a mortalidade

A combinação da radiação com o tratamento hormonal reduz de maneira mensurável a mortalidade dos pacientes por câncer de próstata. O corte no risco é de mais de 50%. O Scandinavian Prostate Cancer Group analisou os dados que revelaram que a radiação apresentava um risco de mortalidade de 18%; porém, combinada com o tratamento hormonal o risco baixava a 8,5%. Dez anos depois do tratamento, havia um  importante ganho na vida com radiação a 70 Gy. e o tratamento hormonal. Os pacientes, todos com câncer local avançado, foram divididos em dois grupos, um recebeu tratamento hormonal durante três meses e outro recebeu o tratamento hormonal mais radiação. Depois de sete anos, 70% dos pacientes que fizeram, apenas, a terapia hormonal experimentaram a volta do PSA – um sinal de que o câncer não está curado. Não obstante, no grupo com o tratamento combinado, a percentagem foi apenas 17%, um ganho considerável. Três anos mais tarde, as percentagens eram 75% e 26%: as diferenças continuavam fortes, a despeito da tendência de maior percentagem do PSA voltar em ambos grupos.

Claro que há efeitos colaterais: a radiação também não sai “barata”. Os pacientes que a receberam sofreram mais problemas intestinais e 85% tiveram problemas com as ereções em comparação com 72% no grupo da terapia hormonal. Essas diferenças foram estatisticamente significativas (P<.001). A radiação ajuda muito no controle local do câncer e, por isso, dificulta o crescimento e a metástase do mesmo.

Impotência – carta com experiência

Comentário:
Fui operado a um adenocarcinoma prostático. Fiquei com 80% de deficiência. Tenho 62 anos. A equipa médica do H.S.Marcos de Braga é excelente. Só tenho de ficar imensamento grato e não houve metástases. Para combater a disfunção eréctil, tomo Caverjet 20mg, depois de ter iniciado com 5 (1/2 da de 10mg), aumentando progressivamente até atingir uma erecção boa e confortável. Aconselho a solicitar sempre a informação ao seu médico e fazer análises peíódicas, níveis cardíacos e relacionados com o sistema vascular-cerebral. Ver a tensão arterial e o colesterol. Fazer muita ginástica para fazer trabalhar o único ESFINCTER e não vir a ter problemas de incontinência. Lembro que a minha operação consistiu na extracção total da glândula prostática. Tudo bem. 5 estrelas. O sexo é fundamental para uma boa relação e é necessário haver estímulos. Um abraço a todos. Boa sorte. Kimorais

Injeção contra a impotência

Recebi, de um leitor,  aseguinte informação a respeito das injeções contra a impotência:

Com muito prazer passo os dados:

  • CAVERJET  10mg
  • PAPAVERINA
  • São injeções aplicadas diretamente no membro, uns 10 minutos antes da relação. A dose deve ser testada antes, COM CUIDADO, para evitar o PRIAPISMO (o membro fica duro muito tempo). Com a paparevina,  a dose habitual é de 5, ou seja, cada ampola serve para tres vezes

O ideal é consultar o médico que saberá dosar. MAS POSSO GARANTIR QUE É TIRO É QUEDA. NAO TEM ERRO. ADEUS IMPOTÊNCIA.  Quanto ao preço, cada ampola anda ao redor de R$ 15.00 a 20,00

Essa informação coincide com a que recebi nos Estados Unidos, mas aconselho que façam uma consulta com um urólogo – o preço do erro é muito alto.

Carta de leitor sobre a vida íntima pós-tratamento

Recebi, de um leitor anônimo, a carta abaixo:

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem “O preço pago pelas esposas, namoradas, companheira…”:

É triste demais, olhar, desejar a mulher amada, com a qual se teve anos e anos de intensa e satisfatoria vida íntima e saber que nunca mais retornarão estas alegrias.
É triste vestir-se, sair para um jantar, uma festa onde tudo nos leva novamente a excitação e depois chegar em casa e ter de destivar tudo isto, interromper um andamento antes tão natural.
É triste saber que a mulher amada está plenamente apta e nossa única saída seria deixá-la ir-se com outro, ser feliz e a nós, “curados” deste maldito cancer de próstata, a solidão, a angústia, o ciume…

Agradeço a esse leitor expressar de maneira tão pungente o drama causado pela impotência. Sei que muitos se sentem exatamente assim. Não obstante, quero lembrar que há tratamentos para ela e, se é verdade que não é “igual” ao que era antes, tanto o paciente quanto sua companheira podem curtir seu amor e seu romance com um dos tratamentos existentes. Busquem um especialista em disfunção erétil e inaugurem uma nova fase na vida.

Para ler postagens a respeito de temas semelhantes, clique sobre o título da postagem
O preço pago pelas esposas, namoradas, companheiras
As parceiras dos pacientes
Filhos depois do tratamento
Viagra etc e problemas de ereção depois do tratamento de câncer da próstata
Transplantes de nervos para lidar com perda de ereção após a prostatectomia
TOC e Câncer
Depressão e ansiedade em pacientes de câncer
Duas cartas importantes

Carta de leitor sobre a vida íntima pós-tratamento

Recebi, de um leitor anônimo, a carta abaixo:

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem “O preço pago pelas esposas, namoradas, companheira…”:

É triste demais, olhar, desejar a mulher amada, com a qual se teve anos e anos de intensa e satisfatoria vida íntima e saber que nunca mais retornarão estas alegrias.
É triste vestir-se, sair para um jantar, uma festa onde tudo nos leva novamente a excitação e depois chegar em casa e ter de destivar tudo isto, interromper um andamento antes tão natural.
É triste saber que a mulher amada está plenamente apta e nossa única saída seria deixá-la ir-se com outro, ser feliz e a nós, “curados” deste maldito cancer de próstata, a solidão, a angústia, o ciume…

Agradeço a esse leitor expressar de maneira tão pungente o drama causado pela impotência. Sei que muitos se sentem exatamente assim. Não obstante, quero lembrar que há tratamentos para ela e, se é verdade que não é “igual” ao que era antes, tanto o paciente quanto sua companheira podem curtir seu amor e seu romance com um dos tratamentos existentes. Busquem um especialista em disfunção erétil e inaugurem uma nova fase na vida.

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Transplantes de nervos para lidar com perda de ereção após a prostatectomia
TOC e Câncer
Depressão e ansiedade em pacientes de câncer
Duas cartas importantes

Carta da companheira de um paciente sobre a impotência

Querida L:

Te escrevo com um sentimento de solidariedade e empatia que tenho contigo porque, por um lado, estou convivendo como companheira de uma pessoa que foi operada de câncer de próstata e atualmente está combatendo outra invasão do câncer em outra parte de seu corpo e também porque ou psicóloga. Por isso, mas sem pretender te dizer o que deves fazer, quero dividir contigo, com muito respeito, meus sentimentos e experiências em relação à experiência que estou vivendo.

Não pretendo que tentes reproduzir esse modelo de convivência afetiva porque as condições são diferentes e porque todos os seres humanos somos únicos; não obstante, é importante que saibas logo de saída que tu não és a única pessoa que está passando por essa situação nem serás a última. Insisto porque esse tema é tão proibido nas nossas sociedades que traz um estigma que o faz ainda mais pesado.

Também quero dizer que a reação que teu companheiro está tendo é coerente com a experiência pela qual está passando e é necessário que ele trabalhe a sua dor e reestruture a sua vida sexual a partir de suas possibilidades atuais. É um processo que exige tempo e seria ideal que ele recebesse apoio psicológico de alguém especializado na área e de que tu não interviesses. É ele quem deve tomar essa iniciativa. Também é importante que tu não pretendas ser sua enfermeira, psicóloga nem que assumas qualquer papel que não assumias antes do câncer porque pode ser contraproducente e aumentar o sofrimento e a sensação de impotência. Trata com ele o mais parecido com como o fazias antes, só que agora é necessário esperar que ele se recupere física e psicologicamente.

Acho importante que tu também reestrutures a relação, incorporando as mudanças junto com ele e quando ele estiver de acordo, mas não o pressiones. Porém, existe o perigo de que sejas demasiadamente condescendente e que não ligues para a tua própria dor porque seria injusto contigo e algum momento acabarias acusando-o. Não te anules para que ele cresça, porque por mais que escondas ele te conhece e vai acabar percebendo. Pessoalmente sou muito franca com meu companheiro, direta mas não grosseira e não faço sexo com ele somente para satisfaze-lo – fazemos quando os dois queremos. É assim que seria sem câncer – eu também estou viva e tenho meus ritmos e minhas necessidades. Deu muito certo trata-lo como antes, com o amor e a amizade de uma companheira com os papéis que eu tinha antes.

Minha experiência com meu companheiro foi muito enriquecedora no nível pessoal e sexual porque nessas duas dimensões a curtição dos dois é prioritária. Ninguém é vítima nem vitimizador, o que é importante para a dignidade dos dois. Não pretendo ser mártir nem redentora, mas vejo o câncer e o que ele muda no sexo apenas como mais uma circunstancia na vida. Brincamos muito na cama e quando há penetração eu simplesmente espero mais um pouco que ele use um tubo a vácuo e coloque umas argolas na base do pênis para manter a ereção. A partir daí o sexo é igual ao que pratiquei antes, só que muito, muito gostoso.

Também curtimos descobrir zonas eróticas de nosso corpo, que são muitas. Infelizmente, em nossas sociedades nos ensinam que sexo é sinônimo de penetração e não é. Eu tenho orgasmos múltiplos estimulando o meu clitóris em diferentes partes do corpo dele enquanto nos beijamos, nos tocamos e nos chupamos. É muito gratificante ver que ele curte quando me vê gozar e fica até excitado com isso. Eu sinto que ele é o meu companheiro sexual e não tenho necessidade de ninguém mais.

As massagens no corpo, com os dois nus, podem ser tanto excitantes quanto relaxantes. Vale a pena usar um creme ou liquido apropriado para massagens e, se não sabes muito a respeito, há muitos livros que ensinam como fazer e como receber massagens, tanto eróticas como relaxantes. Garanto que em quase todas as partes do corpo humano há áreas erógenas.

Se vocês vão ser felizes depende de vocês. O erro maior é encarar isso de saída como um antes feliz e um depois fatal, infeliz. Mas é necessário que os dois estejam dispostos a isso. É o ideal.

Não obstante, lembra que tu também tens direito à felicidade, que deves te respeitar e não te machucar. Muitas vezes nos machucamos porque deixamos que nos machuquem. Se ele perceber que o amas, mas que também te amas, talvez tenha uma reação positiva. É essencial que não te afundes com ele nem por ele.

Te mando um grande abraço e que o teu anjo da guarda te proteja.

D.

Carta da companheira de um paciente sobre a impotência

Querida L:

Te escrevo com um sentimento de solidariedade e empatia que tenho contigo porque, por um lado, estou convivendo como companheira de uma pessoa que foi operada de câncer de próstata e atualmente está combatendo outra invasão do câncer em outra parte de seu corpo e também porque ou psicóloga. Por isso, mas sem pretender te dizer o que deves fazer, quero dividir contigo, com muito respeito, meus sentimentos e experiências em relação à experiência que estou vivendo.

Não pretendo que tentes reproduzir esse modelo de convivência afetiva porque as condições são diferentes e porque todos os seres humanos somos únicos; não obstante, é importante que saibas logo de saída que tu não és a única pessoa que está passando por essa situação nem serás a última. Insisto porque esse tema é tão proibido nas nossas sociedades que traz um estigma que o faz ainda mais pesado.

Também quero dizer que a reação que teu companheiro está tendo é coerente com a experiência pela qual está passando e é necessário que ele trabalhe a sua dor e reestruture a sua vida sexual a partir de suas possibilidades atuais. É um processo que exige tempo e seria ideal que ele recebesse apoio psicológico de alguém especializado na área e de que tu não interviesses. É ele quem deve tomar essa iniciativa. Também é importante que tu não pretendas ser sua enfermeira, psicóloga nem que assumas qualquer papel que não assumias antes do câncer porque pode ser contraproducente e aumentar o sofrimento e a sensação de impotência. Trata com ele o mais parecido com como o fazias antes, só que agora é necessário esperar que ele se recupere física e psicologicamente.

Acho importante que tu também reestrutures a relação, incorporando as mudanças junto com ele e quando ele estiver de acordo, mas não o pressiones. Porém, existe o perigo de que sejas demasiadamente condescendente e que não ligues para a tua própria dor porque seria injusto contigo e algum momento acabarias acusando-o. Não te anules para que ele cresça, porque por mais que escondas ele te conhece e vai acabar percebendo. Pessoalmente sou muito franca com meu companheiro, direta mas não grosseira e não faço sexo com ele somente para satisfaze-lo – fazemos quando os dois queremos. É assim que seria sem câncer – eu também estou viva e tenho meus ritmos e minhas necessidades. Deu muito certo trata-lo como antes, com o amor e a amizade de uma companheira com os papéis que eu tinha antes.

Minha experiência com meu companheiro foi muito enriquecedora no nível pessoal e sexual porque nessas duas dimensões a curtição dos dois é prioritária. Ninguém é vítima nem vitimizador, o que é importante para a dignidade dos dois. Não pretendo ser mártir nem redentora, mas vejo o câncer e o que ele muda no sexo apenas como mais uma circunstancia na vida. Brincamos muito na cama e quando há penetração eu simplesmente espero mais um pouco que ele use um tubo a vácuo e coloque umas argolas na base do pênis para manter a ereção. A partir daí o sexo é igual ao que pratiquei antes, só que muito, muito gostoso.

Também curtimos descobrir zonas eróticas de nosso corpo, que são muitas. Infelizmente, em nossas sociedades nos ensinam que sexo é sinônimo de penetração e não é. Eu tenho orgasmos múltiplos estimulando o meu clitóris em diferentes partes do corpo dele enquanto nos beijamos, nos tocamos e nos chupamos. É muito gratificante ver que ele curte quando me vê gozar e fica até excitado com isso. Eu sinto que ele é o meu companheiro sexual e não tenho necessidade de ninguém mais.

As massagens no corpo, com os dois nus, podem ser tanto excitantes quanto relaxantes. Vale a pena usar um creme ou liquido apropriado para massagens e, se não sabes muito a respeito, há muitos livros que ensinam como fazer e como receber massagens, tanto eróticas como relaxantes. Garanto que em quase todas as partes do corpo humano há áreas erógenas.

Se vocês vão ser felizes depende de vocês. O erro maior é encarar isso de saída como um antes feliz e um depois fatal, infeliz. Mas é necessário que os dois estejam dispostos a isso. É o ideal.

Não obstante, lembra que tu também tens direito à felicidade, que deves te respeitar e não te machucar. Muitas vezes nos machucamos porque deixamos que nos machuquem. Se ele perceber que o amas, mas que também te amas, talvez tenha uma reação positiva. É essencial que não te afundes com ele nem por ele.

Te mando um grande abraço e que o teu anjo da guarda te proteja.

D.

Nova carta de L com sinais de desânimo

Gláucio…

Bom dia…estava sumida né?
Deve está pensando que estou tão feliz que só o procurava quando estava triste…infelizmente não é bem assim.
Depois daquele episódio que lhe relatei, não houve mais nenhuma reação…eu continuo tendo esperanças…aquilo me aproximou mais dele…começamos ter contato íntimo…fiquei muito feliz….achei que o problema aos poucos estava sumindo…mas apenas mais uma ilusão…
Voltamos a estaca zero.

um beijo

L:
Querida, o nervo está intacto. Transem e curtam – a transa e a vida. Estou feliz por vocês – muito feliz!

bjs

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Nova carta de companheira de paciente

Nessa carta, L. mostra a sua felicidade com a possível resolução da disfunção erétil do seu companheiro. Ilustra os altos e baixos de pessoas que nos querem e com as quais nos relacionamos. Não somos os únicos atingidos pelo câncer.


Gláucio:

Hoje estou muito feliz! Neste momento estou rindo à toa.E você é uma pessoa com quem preciso dividir esta felicidade. Por toda a força que me deste.

Ontem tive uma mágica surpresa. Meu "anjo"  veio me dizer que tinha acordado excitado. Ele estava tão feliz! Ele estava radiante. Reluzia felicidade. e como isso não iria me contagiar.?….e quando ele  disse que tinha uma notícia interessante fiquei tão euforica, que o beijei e novamente enquanto o beijava ele se excitou novamente…..rsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrs  depois ele quis me acariciar os seios, assim o fez, mas não aconteceu nada….daí ele já ficou tristinho….para animá-lo disse a ele que se aconteceu aquelas duas vezes é por que o nervo não fora danificado….estou certa?

Bem, o que sei é que estou com muitas esperanças e bem mais feliz….

 

Muito Feliz,

L.

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Continuação da conversa com companheira de paciente de câncer

L: 

estarei, hoje, de volta ao Brasil, Deus querendo. Vim, justamente, fazer um acompanhamento do câncer. Escreverei quando chegar. Quero, não obstante, te garantir que há vida depois desse câncer e com esse câncer, que há carinho, que há sexo e que há amor. Se teu companheiro quizer conversar comigo, de paciente para paciente, terei o máximo prazer.
Fica com Deus

Gláucio

alegrou-me muito a sua rsposta. Escrevi sem a expectativa de obter rsposta, na verdade era um dasabafo,não exatamente à você. Talvez uma forma de tirar de dentro de mim, a dor, a tristeza….mas obter resposta, foi uma grande alegria. E poder continuar escrevendo, me anima. Aliás, suas palavras me deram esperança, gostaria que eles fizessem a mesma coisa nele.

Sinceramente acho dificil que ele queira conversar…nem ao menos sei como abordar o assunto, simplesmente por que procuro não deixar transparecer a dor e a tristeza em que vivo. Procuro sempre animá-lo….e sempre brinco:  dizendo que ele me deu "um  fora", sem abordar o motivo", mas sabemos exatamente o Porquê.
 
Sou muito grata pela atenção,
L.


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Continuação da conversa com companheira de paciente de câncer

L: 

estarei, hoje, de volta ao Brasil, Deus querendo. Vim, justamente, fazer um acompanhamento do câncer. Escreverei quando chegar. Quero, não obstante, te garantir que há vida depois desse câncer e com esse câncer, que há carinho, que há sexo e que há amor. Se teu companheiro quizer conversar comigo, de paciente para paciente, terei o máximo prazer.
Fica com Deus

Gláucio

alegrou-me muito a sua rsposta. Escrevi sem a expectativa de obter rsposta, na verdade era um dasabafo,não exatamente à você. Talvez uma forma de tirar de dentro de mim, a dor, a tristeza….mas obter resposta, foi uma grande alegria. E poder continuar escrevendo, me anima. Aliás, suas palavras me deram esperança, gostaria que eles fizessem a mesma coisa nele.

Sinceramente acho dificil que ele queira conversar…nem ao menos sei como abordar o assunto, simplesmente por que procuro não deixar transparecer a dor e a tristeza em que vivo. Procuro sempre animá-lo….e sempre brinco:  dizendo que ele me deu "um  fora", sem abordar o motivo", mas sabemos exatamente o Porquê.
 
Sou muito grata pela atenção,
L.


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Site em Português

Um dos sites mais consultados por homens com câncer de próstata é o MaleCare que, recentemente, criou um boletim em Português. Vale a pena checar:

http://www.malecare.com/Portugues_cancer_de_prostata.htm

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Implantes no penis

Uma conseqüência pesada e frequente da prostatectomia, particularmente sem nerve sparing é a disfunção erétil. Ela também aparece com a radioterapia, mas menos grave e menos duradoura.

Muitos pacientes querem retomar a vida sexual e não conseguem. Várias soluções foram propostas. Os implantes pertencem a um tipo de soluções. Os implantes substituem o tecido dos corpora cavernosum (que quando se enchem de sangue provocam a ereção) com cilindros que podem ser rígidos, semi-rígidos e infláteis. Os nomes dizem tudo. Os primeiros são duros e geram o problema de serem de dificil explicação. Por isso, muitos preferem os semi-duros, mais maleáveis, que podem ser colocados para a frente para o sexo ou para baixo, para ocultar a ereção. Um colega, J.B., usou durante muito tempo. Como o sexo já não era tão importante para J.B., fez pouca diferença. J.B. ficou muitos anos com êle, até que outro câncer, no pâncreas, o matou.

Os infláveis preenchem os cilindros com água ligeiramente salgada, que é transferida de um pequeno reservatório paramos cilindros por uma bombinha que pode ser manual ou elétrica (usando pilhas).

O objetivo desse poster NÃO é apresentar uma cobertura completa dos recursos existentes, mas apenas mencionar alguns.

Os implantes têm alguns problemas, como possibilidades de infecção.

Os implantes requerem anestesia, regional ou geral e uma permanência de 1 ou 2 dias no hospital, além de tomar antibióticos por duas semanas.

Não adote um método antes de conversar com muita gente e, se tem acesso à internet,fazer uma ampla pesquisa e verificar qual o que lhe serve melhor. Não é um procedimento que seja fácil de defazer como o que usa um tubo de vácuo. A pressa pode ser MUITO ruim para você. Converse com mais de um médico e com tantos usuários quanto puder. Essa decisão é, literalmente, foda.

Implantes no penis

Uma conseqüência pesada e frequente da prostatectomia, particularmente sem nerve sparing é a disfunção erétil. Ela também aparece com a radioterapia, mas menos grave e menos duradoura.

Muitos pacientes querem retomar a vida sexual e não conseguem. Várias soluções foram propostas. Os implantes pertencem a um tipo de soluções. Os implantes substituem o tecido dos corpora cavernosum (que quando se enchem de sangue provocam a ereção) com cilindros que podem ser rígidos, semi-rígidos e infláteis. Os nomes dizem tudo. Os primeiros são duros e geram o problema de serem de dificil explicação. Por isso, muitos preferem os semi-duros, mais maleáveis, que podem ser colocados para a frente para o sexo ou para baixo, para ocultar a ereção. Um colega, J.B., usou durante muito tempo. Como o sexo já não era tão importante para J.B., fez pouca diferença. J.B. ficou muitos anos com êle, até que outro câncer, no pâncreas, o matou.

Os infláveis preenchem os cilindros com água ligeiramente salgada, que é transferida de um pequeno reservatório paramos cilindros por uma bombinha que pode ser manual ou elétrica (usando pilhas).

O objetivo desse poster NÃO é apresentar uma cobertura completa dos recursos existentes, mas apenas mencionar alguns.

Os implantes têm alguns problemas, como possibilidades de infecção.

Os implantes requerem anestesia, regional ou geral e uma permanência de 1 ou 2 dias no hospital, além de tomar antibióticos por duas semanas.

Não adote um método antes de conversar com muita gente e, se tem acesso à internet,fazer uma ampla pesquisa e verificar qual o que lhe serve melhor. Não é um procedimento que seja fácil de defazer como o que usa um tubo de vácuo. A pressa pode ser MUITO ruim para você. Converse com mais de um médico e com tantos usuários quanto puder. Essa decisão é, literalmente, foda.

Cialis e problemas com a ereção depois da radioterapia

Prostate Cancer News – Prostate Cancer Research Institute:

Pesquisa recente foi feita com 60 pacientes tratados com 3D-CRT (radiação), na Holanda. Todos afirmaram que tinham ereções normais antes do tratamento, mas não depois e todos completaram o tratamento radioativo pelo menos um ano antes. Os problemas com ereção são muito comuns nos tratamentos com radiação e mais ainda com os que fazem cirurgia.

Os participantes receberam Cialis (20 mg) ou um placebo, e foram instruídos para tomar se e quando escolhessem, mas pelo menos uma vez por semana de de jeito algum mais do que uma vez por dia. Ninguém sabia o que tinha tomado, se Cialis ou o placebo. Seis semanas depois, os participantes trocaram de pílula (de Cialis para o placebo ou doplacebo para o Cialis) por mai seis semanas. No fim de cada seis semanas preencheram um questionário sobre sua vida conjugal.

  • 67% dos pacientes informaram que sua ereção melhorou enquanto tomavam Cialis (lembrem que não sabiam que estavam tomando Cialis).
  • 20% informaram a mesma coisa enquanto tomavam o placebo.
  • 48% mantiveram relações sexuais durante o tratamento com Cialis.
  • 9% dos pacientes que tomaram o placebo disseram o mesmo.

Os fabricantes de Cialis dizem que funciona como Viagra, mas que dura até 36 horas.