Correspondência a respeito do pôster Bons resultados da prostatectomia…




Nosso  caro Professor:


E no caso de o paciente ter feito braquiterapia e ter havido recidiva? Há alguma indicação de ser possível fazer prostatectomia depois da braquiterapia sem sucesso?  Esse assunto tem sido afastado pelos médicos que respondem negativamente.  Curiosamente, não vem com a frustração da resposta as razões pelas quais não seja possível a prostatectomia tardia.  Alguma dica ou informação a respeito?
Obrigado. Um abraço,
J.

CARO AMIGO J

QUANDO FIZ  A CIRURGIA O MEDICO INFORMOU QUE NO CASO DE TER FEITO ALGUMA RADIAÇÃO O TECIDO DA PROSTATA FICA COMO UM CONCRETO OU SEJA DURO E QUEIMADO , IMPOSSIBILITANDO A CIRURGIA.

NO CASO DA BRAQUITERAPIA NÃO SEI SE O RESULTADO É O MESMO.

SE ESTE É O SEU CASO TE DIGO QUE O MEU FOI MUITO PIOR POIS  O PSA VOLTOU A SUBIR APOS A CIRURGIA POIS TINHA ATINGIDO 02 GANGLIOS.

PROCUREI OUTROS MEDICOS CADA UM DAVA UMA OPINIÃO ACHAVAM QUE NÃO TINHA MAIS JEITO E A RADIOTERAPIA DESCARTADA.

FUI MAIS TEIMOSO E FIZ A RADIO , UM PROCESSO NOVO COM IMRT DO QUAL IRRADIA TAMBEM OS GANGLIOS: HOJE JA FAZ 01 ANO E MEIO COM PSA ESTACIONADO EM 0,6  E SEM MEDICAÇÃO ALGUMA.

TE ACONSELHO A PROCURAR DR. XXXX NO SIRIO LIBANES SE VC ACHAR O TRATAMENTO CARO PODE CHORAR .

JA VI QUE CADA MEDICO FALA UMA COISA DIFERENTE. BOA SORTE

M.

Pesquisando a expressão “salvage prostatectomy” verão que é prática relativamente comum e bastante discutida. (há mais de vinte mil “entries”). Se refere ao uso da prostatectomia quando a radiação ou outro tratamento primário com a intenção de curar o paciente (como diferente de reduzir dores, aumentar a sobrevivência etc.) não cumpriram o objetivo. Muitos também a defendem já não com intuito curativo, mas para aumentar a sobrevivência e/ou reduzir o risco de metástase. Fornecem os dados e cabe a nós analisá-los e decidir, com conselho médico, se vale a pena ou não. E, mais uma vez, no exemplo de vocês, vemos que o urólogo e um hospital competentes fazem muita diferença. Talvez para nós o melhor locus de busca seja o PubMed, mas o Google Search também serve, noutro nível.

Talvez queiram ler o que dizem alguns que trabalham no hospital onde me trato:

http://www.mskcc.org/mskcc/html/62034.cfm

abraços

Gláucio

Bons resultados da prostatectomia cinco anos depois

Um trabalho apresentado no congresso da American Urological Association (AUA) dá novo alento aos que fizeram prostatectomia. As técnicas evoluíram muito nos últimos quinze ou vinte anos, com claros resultados. O seu problema, meu leitor, consiste em saber se o seu cirurgião e o seu hospital acompanharam essa evolução ou se ainda usam técnicas e recursos ultrapassados. Se ele não lê Inglês, não acompanha a evolução da profissão pela internet e não vai a conferências internacionais, na minha opinião, está na hora de trocar. Talvez você tenha que viajar, provavelmente custará mais, mas o que este em jogo é a sua vida, a sua continência e a sua potência.

Elie Antebi, da University of Miami Miller School of Medicine, informou que 60% dos operados não apresentavam indicadores de que não estavam curados cinco anos depois da cirurgia.

Pesquisaram 831 pacientes: depois de 5 anos, 61% não tinham indicações de que o câncer havia voltado, não tinham incontinência e não tinham impotência.

A equipe definiu a volta do cancer, a demonstração de que não estava curado, à volta do PSA a um nível <=0.2 ng/mL. Incontinentes eram todos os que necessitavam de toalhinhas ou cuecas especiais e impotentes os que não conseguiam fazer sexo com ou sem remédios.

Na média os pacientes tinham quase sessenta anos, 68% tinham um escore Gleason igual ou menor do que seis, um em quatro tinha um escore de sete e 6% um escore igual ou maior do que oito. Não eram pacientes avançados, no seu conjunto: 85% tinham um estágio clínico igual ou melhor do que T2a. Pouco mais da metade eram de baixo risco. Na cirurgia, o nível médio do PSA era de 6,9 ng/mL.

A técnica mais avançada se verifica na percentagem que usou algum tipo de preservação de nervos (para manter a potência): 64%.

Cinco anos depois a resposta dos pacientes estava associada ao seu risco: 65% dos de baixo risco continuavam sem sintomas, sem incontinência e sem impotência; 57% dos com risco intermediário estavam nessa situação favorável e metade dos pacientes com alto risco também estavam bem. O risco fazia uma diferença, mas não era uma diferença muito grande, e metade dos de alto risco estavam bem em todos os sentidos. As características associadas aos melhores resultados eram: menor idade, usar técnicas avançadas de preservação dos nervos, ter um baixo peso da próstata, um escore Gleason favorável e estar num estágio patológico menos perigoso.


Bons resultados da prostatectomia cinco anos depois


Um trabalho apresentado no congresso da American Urological Association (AUA) dá novo alento aos que fizeram prostatectomia. As técnicas evoluíram muito nos últimos quinze ou vinte anos, com claros resultados. O seu problema, meu leitor, consiste em saber se o seu cirurgião e o seu hospital acompanharam essa evolução ou se ainda usam técnicas e recursos ultrapassados. Se ele não lê Inglês, não acompanha a evolução da profissão pela internet e não vai a conferências internacionais, na minha opinião, está na hora de trocar. Talvez você tenha que viajar, provavelmente custará mais, mas o que este em jogo é a sua vida, a sua continência e a sua potência.

Elie Antebi, da University of Miami Miller School of Medicine, informou que 60% dos operados não apresentavam indicadores de que não estavam curados cinco anos depois da cirurgia.

Pesquisaram 831 pacientes: depois de 5 anos, 61% não tinham indicações de que o câncer havia voltado, não tinham incontinência e não tinham impotência.

A equipe definiu a volta do cancer, a demonstração de que não estava curado, à volta do PSA a um nível <=0.2 ng/mL. Incontinentes eram todos os que necessitavam de toalhinhas ou cuecas especiais e impotentes os que não conseguiam fazer sexo com ou sem remédios.

Na média os pacientes tinham quase sessenta anos, 68% tinham um escore Gleason igual ou menor do que seis, um em quatro tinha um escore de sete e 6% um escore igual ou maior do que oito. Não eram pacientes avançados, no seu conjunto: 85% tinham um estágio clínico igual ou melhor do que T2a. Pouco mais da metade eram de baixo risco. Na cirurgia, o nível médio do PSA era de 6,9 ng/mL.

A técnica mais avançada se verifica na percentagem que usou algum tipo de preservação de nervos (para manter a potência): 64%.

Cinco anos depois a resposta dos pacientes estava associada ao seu risco: 65% dos de baixo risco continuavam sem sintomas, sem incontinência e sem impotência; 57% dos com risco intermediário estavam nessa situação favorável e metade dos pacientes com alto risco também estavam bem. O risco fazia uma diferença, mas não era uma diferença muito grande, e metade dos de alto risco estavam bem em todos os sentidos. As características associadas aos melhores resultados eram: menor idade, usar técnicas avançadas de preservação dos nervos, ter um baixo peso da próstata, um escore Gleason favorável e estar num estágio patológico menos perigoso.


 

Os cânceres estão sendo diagnosticados mais cedo

Pesquisadores se perguntaram como responderam os pacientes mais jovens ao tratamento contra o câncer da próstata. Usaram um database com homens que tinham de 35 a 74 anos quando foram diagnosticados, num total de 318.774 pacientes. Primeiro, graças aos exames de PSA os homens jovens  (de 55 anos ou menos) aumentaram sua participação de 2,3% para 9%. Cânceres que só seriam diagnosticados mais tarde, quando estivessem mais avançados, foram diagnosticadsos. A mediana da idade dos diagnosticados diminuiu de 72 para 68 anos. Mesmo assim, os mais jovens ainda foram diagnosticados com cânceres confinados. O tratamento seguiu a idade: homens mais velhos ou não receberam tratamento local ou receberam radioterapia em percentagens mais altas do que os jovens. A sobrevivência foi menor entre os mais idosos nos tumores com Escores Gleason intermediários (5 a 7). Porém, entre os cânceres com Gleasons mais altos os mais jovens tinham sobrevivência menor. É uma hipótese que os testes usados não diferenciaram bem entre os cânceres agressivos e que os dos homens mais jovens eram mais agressivos, embora isso não aparecesse nas medidas convencionais.

A idade no diagnóstico continua caíndo, graças aos exames mais frequentes e começados mais cedo, e isso é bom.

Fonte: Cancer. 2009 Jul 1;115(13):2863-71.

Radiação e tratamento hormonal reduzem a mortalidade

A combinação da radiação com o tratamento hormonal reduz de maneira mensurável a mortalidade dos pacientes por câncer de próstata. O corte no risco é de mais de 50%. O Scandinavian Prostate Cancer Group analisou os dados que revelaram que a radiação apresentava um risco de mortalidade de 18%; porém, combinada com o tratamento hormonal o risco baixava a 8,5%. Dez anos depois do tratamento, havia um  importante ganho na vida com radiação a 70 Gy. e o tratamento hormonal. Os pacientes, todos com câncer local avançado, foram divididos em dois grupos, um recebeu tratamento hormonal durante três meses e outro recebeu o tratamento hormonal mais radiação. Depois de sete anos, 70% dos pacientes que fizeram, apenas, a terapia hormonal experimentaram a volta do PSA – um sinal de que o câncer não está curado. Não obstante, no grupo com o tratamento combinado, a percentagem foi apenas 17%, um ganho considerável. Três anos mais tarde, as percentagens eram 75% e 26%: as diferenças continuavam fortes, a despeito da tendência de maior percentagem do PSA voltar em ambos grupos.

Claro que há efeitos colaterais: a radiação também não sai “barata”. Os pacientes que a receberam sofreram mais problemas intestinais e 85% tiveram problemas com as ereções em comparação com 72% no grupo da terapia hormonal. Essas diferenças foram estatisticamente significativas (P<.001). A radiação ajuda muito no controle local do câncer e, por isso, dificulta o crescimento e a metástase do mesmo.

Impotência – carta com experiência

Comentário:
Fui operado a um adenocarcinoma prostático. Fiquei com 80% de deficiência. Tenho 62 anos. A equipa médica do H.S.Marcos de Braga é excelente. Só tenho de ficar imensamento grato e não houve metástases. Para combater a disfunção eréctil, tomo Caverjet 20mg, depois de ter iniciado com 5 (1/2 da de 10mg), aumentando progressivamente até atingir uma erecção boa e confortável. Aconselho a solicitar sempre a informação ao seu médico e fazer análises peíódicas, níveis cardíacos e relacionados com o sistema vascular-cerebral. Ver a tensão arterial e o colesterol. Fazer muita ginástica para fazer trabalhar o único ESFINCTER e não vir a ter problemas de incontinência. Lembro que a minha operação consistiu na extracção total da glândula prostática. Tudo bem. 5 estrelas. O sexo é fundamental para uma boa relação e é necessário haver estímulos. Um abraço a todos. Boa sorte. Kimorais

Injeção contra a impotência

Recebi, de um leitor,  aseguinte informação a respeito das injeções contra a impotência:

Com muito prazer passo os dados:

  • CAVERJET  10mg
  • PAPAVERINA
  • São injeções aplicadas diretamente no membro, uns 10 minutos antes da relação. A dose deve ser testada antes, COM CUIDADO, para evitar o PRIAPISMO (o membro fica duro muito tempo). Com a paparevina,  a dose habitual é de 5, ou seja, cada ampola serve para tres vezes

O ideal é consultar o médico que saberá dosar. MAS POSSO GARANTIR QUE É TIRO É QUEDA. NAO TEM ERRO. ADEUS IMPOTÊNCIA.  Quanto ao preço, cada ampola anda ao redor de R$ 15.00 a 20,00

Essa informação coincide com a que recebi nos Estados Unidos, mas aconselho que façam uma consulta com um urólogo – o preço do erro é muito alto.