Produtos orgânicos contaminados?

Os Estados Unidos enfrentam um problema inesperado, que afeta sobretudo os ecologicamente conscientes e os preocupados com uma alimentação saudável. Muitos dos produtos orgânicos (no Brasil, muitos usam o termo “natural”) que consomem talvez não sejam orgânicos.  Chad Tackett, passou a suspeitar que a invasão de produtos chineses talvez tivesse penetrado na agricultura, chegando ao supermercado perto de casa. Foi conferir e descobriu que muitos produtos vendidos como orgânicos eram importados da China. No reverso do produto, em letras pequenas, estava o preocupante “Made in China”.  A invasão incluía espinafre, morangos, ovos, pasta de amendoim etc.
Mas qual o problema? Afinal, é o mesmo produto, só que importado.
Não é o mesmo produto. Nos Estados Unidos,  há uma dura fiscalização por parte do Departamento de Agricultura – o que o cliente lê tem que ser verdade. Mas a China é outro país e não está sujeita, nem teria que estar, às normas e à fiscalização do USDA. Essa agência obriga os produtores a seguirem padrões na produção, no processamento e mais. 
A grande preocupação é o uso sem critérios de pesticidas na China, que contaminam os produtos e já contaminaram boa parte da área agrícola chinesa.
Pior: a água usada na irrigação é muito contaminada. A China explodiu na produção, sobretudo industrial, sem qualquer preocupação com o ambiente. É campeã da poluição ambiental.
Os vendedores americanos, inclusive supermercados, querem lucros, como manda a lógica do sistema. E enganam seus clientes fazendo-os acreditar que os produtos são orgânicos e livres de poluição quando, de fato, não têm nem podem ter essa certeza.
GLÁUCIO SOARES         IESP/UERJ

Produtos orgânicos contaminados?

Os Estados Unidos enfrentam um problema inesperado, que afeta sobretudo os ecologicamente conscientes e os preocupados com uma alimentação saudável. Muitos dos produtos orgânicos (no Brasil, muitos usam o termo “natural”) que consomem talvez não sejam orgânicos.  Chad Tackett, passou a suspeitar que a invasão de produtos chineses talvez tivesse penetrado na agricultura, chegando ao supermercado perto de casa. Foi conferir e descobriu que muitos produtos vendidos como orgânicos eram importados da China. No reverso do produto, em letras pequenas, estava o preocupante “Made in China”.  A invasão incluía espinafre, morangos, ovos, pasta de amendoim etc.
Mas qual o problema? Afinal, é o mesmo produto, só que importado.
Não é o mesmo produto. Nos Estados Unidos,  há uma dura fiscalização por parte do Departamento de Agricultura – o que o cliente lê tem que ser verdade. Mas a China é outro país e não está sujeita, nem teria que estar, às normas e à fiscalização do USDA. Essa agência obriga os produtores a seguirem padrões na produção, no processamento e mais. 
A grande preocupação é o uso sem critérios de pesticidas na China, que contaminam os produtos e já contaminaram boa parte da área agrícola chinesa.
Pior: a água usada na irrigação é muito contaminada. A China explodiu na produção, sobretudo industrial, sem qualquer preocupação com o ambiente. É campeã da poluição ambiental.
Os vendedores americanos, inclusive supermercados, querem lucros, como manda a lógica do sistema. E enganam seus clientes fazendo-os acreditar que os produtos são orgânicos e livres de poluição quando, de fato, não têm nem podem ter essa certeza.
 
GLÁUCIO SOARES         IESP/UERJ

Algumas dietas reduzem o risco de câncer da próstata

Em 2009 foram publicados os primeiros resultados de uma pesquisa chamada Selenium and Vitamin E Cancer Prevention Trial (SELECT) . Foi uma ducha de água fria nos pacientes porque pesquisas de laboratório tinham demonstrado um efeito preventivo do selênio e da vitamina E. Recentemente, Walter Merkle, um urólogo, reviu os dados sobre alguns integrantes da dieta preventiva e, também, da própria pesquisa SELECT.
Uma das preocupações de Merkle é com o efeito da vitamina C, que alteraria os efeitos do selênio. Merkle também reviu a ampla literatura existente e chegou à conclusão que o selênio, o  licopeno (molho de tomate), vitamina D e vitamina E protegiam os pacientes, juntamente com lignanas, tinham um efeito protetor, mas que vitaminas C e B não protegiam (que, não obstante, têm outras importantes funções).
A conclusão: até agora os dados mostram que uma dieta selecionada tem um efeito que reduz o risco de desenvolver o câncer da próstata.
Saiba maisUroToday Int J. 2010 Feb;3(1).
GLÁUCIO SOARES                  IESP/UERJ

Medicamentos, peso e dieta definem se você terá cancer da próstata

Medicamentos que você toma para outras doenças, e sua dieta, afetam a probabilidade de você ter câncer da próstata e quão agressivo o câncer será!

Duas pesquisas chegaram a essas conclusões. Uma foi baseada em nada menos do que 55 mil pessoas que tomam remédios de tipo estatinas para baixar o colesterol e/ou remédios contra a pressão alta. Quem toma estatinas regularmente tem um risco 30% mais baixo de ter câncer da próstata em comparação com os que tomam remédios somente para baixar a pressão. Já havia outras pesquisas mostrando que quem tomava estatinas tinha risco mais baixo de ter câncer da próstata. Esses estudos mais recentes foram além: mostraram que o uso regular e sistemático de estatinas reduz a chance de ter câncer da próstata agressivo.

Em função desses resultados, há laboratórios pensando em desenvolver medicamentos para prevenir o câncer da próstata baseados nas estatinas. É o que concluir Melissa Kaime, Diretora dos Congressionally Directed Medical Research Programs.

Combine isso com os resultados de pesquisas publicadas no Cancer Bulletin, que concluiu que uma dieta saudável pode adicionar anos de vida a qualquer pessoa.


O peso conta contra: pessoas gordas e obesas (com um Índice de Corpo/Massa de 25 a 29) têm um risco 25% mais elevado de morrer de câncer da próstata. Se o índice passar de 30 (BMI >30), o que define a pessoa tecnicamente como obesa, o risco sobe muito, para 40%.

Como evitar ou reduzir esses índices? Comendo um pouco menos e muito melhor e exercitando mais.

GLÁUCIO SOARES


Levedura vermelha contra o câncer de próstata? Há contra-indicações

Colesterol alto parece favorecer o crescimento do câncer de próstata. Uma pesquisa mostra que uma levedura de arroz vermelho (red yeast rice), cujo  nome técnico é  Monascus Purpureus, contem umas substâncias chamadas de monacolins (em Inglês) que tem a mesma estrutura do remédio contra colesterol chamado de Mevacor (lovastatin).

E?

Uma pesquisa mostra que essa levedura provocava a morte de células cancerosas, particularmente naquelas que já não necessitavam de hormônios masculinos para crescer e se reproduzir. O autor da pesquisa, Dr. Mee Young Hong, da San Diego State University, lembra que temos poucas armas contra o câncer de próstata depois que ele se torna independente dos hormônios masculinos, o que, acontece mais cedo ou mais tarde, a menos que o paciente morra antes, do câncer ou de outra causa. Dr. Hong e associados compararam os efeitos de lovastatin e da levedura. Lovastatin provocou uma redução de 20% das células que ainda eram afetadas pelos hormônios e de 15% nas que não eram. A mesma dose da levedura provocava um efeito maior: 47% nas que eram hormônio-dependentes e 47% nas hormônio-independentes. Quando o tratamento durou dois dias, os resultados foram ainda melhores: 62% e 77%, respectivamente.

Um tipo da levedura que não continha manacolins K também surtiu efeito, ainda que menor.

É PRECISO CUIDADO. DESDE 1998 QUE A FDA PROIBIU A VENDA DO PRODUTO DEVIDO AOS EFEITOS COLATERAIS, SOBRETUDO ENFRAQUECIMENTO MUSCULAR E DANOS AO FÍGADO.  ELE AINDA PODE SER COMPRADO COMO SUPLEMENTO.

Além disso, esses resultados foram obtidos pingando a levedura diretamente sobre as células cancerosas nos pratinhos Petri. É muito mais difícil chegar lá através da digestão.

Fonte: Hong MY, Seeram NP, Zhang Y, Heber D. Chinese red yeast rice versus lovastatin effects on prostate cancer cells with and without androgen receptor overexpression. Journal of Medicinal Food. 2008;11:657-666.

Combinando Tomates e Soja em pacientes com câncer de próstata

Notícias sobre o tomate e a soja chegadas da Ohio State University. Há algum tempo que pequenos estudos mostram dois efeitos: reduzem o risco de câncer de próstata e/ou aumentam a eficácia desta ou daquela terapia.Outro pequeno estudo vem se juntar aos anteriores. Com apenas 41 homens, as conclusões se tornam mais precárias. Dividiram os pacientes em grupos: um só tomou tomates e seus e seus produtos (no mínimo 25 mgs de licopeno/dia), mas nenhuma soja durante 4 semanas; o outro tomou 40 g de proteína de soja por dia. Depois de quatro semanas, os homens consumiram tanto licopeno (tomates) quanto soja durante outras quatro semanas. Verificaram o aumento de licopeno no sangue,e o de soja (isoflavonas) na urina. O PSA foi reduzido em 14 dos 41 homens durante o período. Um fator associado com o crescimento do câncer chamado de vascular endothelial growth factor baixou, na média do grupo de 87 para 51 ng/ml (P < 0.05) no período de oito semanas.

O estudo foi pequeno e só serve para estimular outros, mas bate com os resultados de outros estudos pequenos. Licopeno e soja produzem resultados, mas há variação grande entre os pacientes no que concerne as respostas: uns respondem muito, outros pouco e terceiros nada.

Fonte: Grainger EM, Schwartz SJ, Wang S, Unlu NZ, Boileau TW, Ferketich AK, Monk JP, Gong MC, Bahnson RR, DeGroff VL, Clinton SK. em Nutr Cancer. 2008 Mar-Apr;60(2):145-54.

Combinando Tomates e Soja em pacientes com câncer de próstata

Notícias sobre o tomate e a soja chegadas da Ohio State University. Há algum tempo que pequenos estudos mostram dois efeitos: reduzem o risco de câncer de próstata e/ou aumentam a eficácia desta ou daquela terapia.Outro pequeno estudo vem se juntar aos anteriores. Com apenas 41 homens, as conclusões se tornam mais precárias. Dividiram os pacientes em grupos: um só tomou tomates e seus e seus produtos (no mínimo 25 mgs de licopeno/dia), mas nenhuma soja durante 4 semanas; o outro tomou 40 g de proteína de soja por dia. Depois de quatro semanas, os homens consumiram tanto licopeno (tomates) quanto soja durante outras quatro semanas. Verificaram o aumento de licopeno no sangue,e o de soja (isoflavonas) na urina. O PSA foi reduzido em 14 dos 41 homens durante o período. Um fator associado com o crescimento do câncer chamado de vascular endothelial growth factor baixou, na média do grupo de 87 para 51 ng/ml (P &lt; 0.05) no período de oito semanas.

O estudo foi pequeno e só serve para estimular outros, mas bate com os resultados de outros estudos pequenos. Licopeno e soja produzem resultados, mas há variação grande entre os pacientes no que concerne as respostas: uns respondem muito, outros pouco e terceiros nada.

Fonte: Grainger EM, Schwartz SJ, Wang S, Unlu NZ, Boileau TW, Ferketich AK, Monk JP, Gong MC, Bahnson RR, DeGroff VL, Clinton SK. em Nutr Cancer. 2008 Mar-Apr;60(2):145-54.

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