Carbohidratos contra o câncer? E agora?

Algumas pesquisas indicaram que reduzir o peso e os carbohidratos ajuda a combater o câncer. São pesquisas epidemiológicas que mostram que, considerando constantes outras variáveis o maior consumo de “carbs” favorece o câncer.
Agora, ScienceDaily divulga pesquisa realizada em outro nível, Tipo I ainda com células, no
Burnham Institute for Medical Research que umas moléculas de açúcar chamadas de “glycans” surprimem os cânceres da próstata e da mama. O que fariam os glycans? Afetam a adesividade das células. Um aumento na expressão dos enzimas que produz esses glycans, que tem o nome nada fácil de β3GnT1, reduz a atividade dos tumores e sua migração. Tumor que fica no seu lugar não gera metástase – e isso é bom para nós.
E agora? Pesquisas, em níveis diferentes, que dão resultados opostos… Acho, sem saber, que a solução da equação passará pela classificação dos carbohidratos e seus componentes em “bons” e “maus”, conforme favoreçam ou limitem o câncer.

Fonte: Proceedings of the National Academy of Sciences.

Quão sério é o seu câncer? O sistema TNM de classificação

Os cânceres de próstata não são todos iguais. Primeiro, uns são mais agressivos do que outros e as suas células se multiplicam mais rápido; segundo, uns cânceres são descobertos quando estão mais avançados do que outros. Colocar o câncer do paciente em níveis (stages ou levels) ajuda a saber qual o prognóstico e qual o tratamento mais adequado para aquele câncer naquele nível.
É aí que aparecem os sistemas de classificação, os níveis ou estágios.

Um deles é chamado de TNM (T de tumor; N de nódulos; M de metástases). Esse sistema é usado para descrever quanto um câncer avançou, qual o seu estágio clínico, quando ele se espalhou. O Sistema TNM (TNM system) confere um número T (de T1 a T4) que descreve a extensão do tumor no exame digital do reto. Quanto maior o número, pior para o paciente. Já o número associado à letra N (N0 a N1) indica, apenas, se o câncer se espalhou para os nódulos linfáticos ou não. 0 é não e 1 é sim, espalhou. A letra M também tem número e se refere a metástases (M0 to M1). 0 é bom, não encontraram metástase, 1 significa que encontraram.

Esse sistema permite previsões, inclusive o risco de morte e, em caso de morte, o tempo até a morte, a duração da vida. Os médicos logo descobriram que o sistema poderia ser refinado. Refinar é subdividir: T e M passaram a incluir subcategorias (a, b, e c) de acordo com as características mais detalhadas do câncer. As subdivisões não são porque são: elas separam os pacientes de acordo com a gravidade do câncer.

  • T1a: nese caso, o tumor foi descoberto por acidente. Por exemplo: durante uma cirurgia para corrigir a hiperplasia (BPH), estando presente em menos de 5% do tecido.
  • T1b: a mesma coisa. Porém, o tumor estava presente em mais do que 5% do tecido removido durante a cirurgia;
  • T1c: o tumor foi encontrado por razão diferente – durante a biópsia provocada pelo resultado do exame de PSA (alto PSA). Veja que essas categorias se referem a como o câncer foi descoberto e, nos dois primeiros casos, a quanto câncer havia nos tecidos.
  • E o T2? No T2 o tumor foi detectado durante o toque retal, mas há razões para acreditar que não saiu da glândula prostática;
  • T2b: No T2b o tumor está presente em mais da metade de um dos lados da próstata, mas não nos dois lados;
  • T2c: o tumor está presente nos dois lados. Infelizmente, é o meu caso mas, vejam, estou aqui escrevendo para vocês 13 anos depois do diagnóstico, que foi em agosto de 1995;
  • T3 é ainda mais sério: o tumor saiu da cápsula prostática. Pode ter atingido as glândulas seminais;
  • T3a: é melhor do que o T3b: o tumor saiu da cápsula, mas não atingiu as vesículas seminais (eu estou aí, no T3a);
  • T3b: pior que o anterior. O tumor atingiu as vesículas seminais;
  • T4: pior que os T3. O tumor invadiu estruturas contígüas, além das atingiu as vesículas seminais. Como quê? Como a bexiga, o reto ou a parede pélvica.
  • NO: Essa é outra informação – o câncer não atingiu os nódulos linfáticos;
  • N1: Pior que o N0 – o câncer atingiu um ou mais nódulos linfáticos na região pélvica. Coloquei em itálico porque é um estágio melhor do que quando atinge nódulos distantes.
  • MO: esse trata das metástases distantes. Nota 0 aqui é boa. Não foram encontradas metástases distantes.
  • M1: Pior que o anterior. Foram encontradas metástases distantes;
  • M1a: O câncer atingiu nódulos distantes;
  • M1b: O câncer atingiu os ossos – metástase óssea que, com freqüência é dolorosa;
  • M1c: O câncer atingiu outros órgãos, com ou sem metástase óssea

Esse sistema classificatório ajuda muito no diagnóstico: o que a prática médica recomenda em um nível não é igual ao que recomenda em nível muito diferente.

Apresentação PowerPoint sobre anemia e tratamento hormonal


Há apresentações grátis sobre vários aspectos médicos que podem interessar a profissionais e pacientes. Infelizmente, a grande maioria está em Inglês. Há uma pequena apresentação sobre o que fazer com a anemia frequentemente provocada pelo tratamento hormonal. Infelizmente, a grande maioria está em Inglês. Ver em

http://www.prostate-cancer.org/powerpoint/online/AAAD_Strum_files/v3_document.htm

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