Pesquisadores australianos, da University of Adelaide, apresentaram resultados animadores combinando remédios novos e velhos. O medicamento antigo é a bicalutamida, que é uma terapia hormonal. Controla o câncer por um tempo, mas tem pesados efeitos colaterais. Entre eles: perda da libido, impotência, cansaço e fadiga, suores, perda de força muscular, alterações cognitivas importantes etc. Já sabemos que o tumor volta a crescer depois de algum tempo, que varia bastante.
O que fizeram?
Reduziram muito a dose da bicalutamida e a combinaram com dois outros medicamentos, vorinostat ou 17AAG, que potencializaram os efeitos causando menos danos colaterais. Uma das pesquisadoras, Lisa Butler, afirma que o efeito sobre a proliferação das células cancerosas foi multiplicado – em até dez vezes. No laboratório essas combinações destruiram as células cancerosas bloqueando os caminhos que elas usavam para sobreviver. Usados isoladamente, os medicamentos eram muito menos eficientes.
O proximo passo será com pacientes avançados.
Uma das virtudes do grupo reside na multidisciplinaridade, com especialistas de diferentes áreas chamando a atenção para fatores que poderiam passar desapercebidos.
Vamos ficar na expectativa.
Jussara Lima disse
O que devo fazer para inscrever meu tio como voluntário em pesquisa de câncer de próstata. Moramos em BrasÃlia e não conheço ninguém que faça pesquisa com medicamentos para diminuir o PSA dele que já está em 5.000 e faz quimioterapia, sem resultado