Câncer de próstata sem medo

Gláucio Soares organiza um blog de um paciente para pacientes, familiares e amigos. Cartas comerciais promovendo vendas e propostas de tratamentos sem apresentar os dados das pesquisas que demonstram sua eficiência não serão publicadas.

Radioterapia depois do fracasso da prostatectomia

Publicado por soares7 em Setembro 30, 2009

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Uma das divisões das pesquisas separa as feitas em uma só instituição (e com melhores controles) e as feitas em muitas instituições (mais pacientes, mais variância entre os controles). Mayo Clinic atacou o problema da radioterapia após a prostatectomia. Como diz o Dr. Peterson. “…in men without a prostate, a rising PSA level indicates that cancer has recurred. After a recurrence is detected, there is only a narrow window of time during which radiotherapy will be beneficial in controlling their cancer.”

Esse conceito de uma janela estreita, além da qual o tratamento neo-adjuvante (a radioterapia logo depois da prostatectomia) perde rapidamente o efeito complica as decisões, apressando-as. Esse tratamento é conhecido como “de salvação” (salvage external beam radiotherapy). Se for aplicado cedo, funciona bem. Ele elimina o câncer em alguns pacientes e dificulta o seu avanço em outros. Em terceiros, particularmente os que já tiverem metástases mais distantes, sua utilidade é muito menor. 

O que os dados revelaram?

Primeiro que, mesmo depois da prostatectomia, os médicos e pacientes devem acompanhar o PSA. Sem próstata, o crescimento do PSA significa câncer residual – ínfimo, pequeno, intermediário ou agressivo. E a radiação é a única terapia capaz de salvar alguns desses pacientes. Mas tem que ser aplicada com certa rapidez para que as células cancerosas locais não viagem e se localizam em outros lugares.

Em 2009, cerca de 192 mil americanos serão diagnosticados com câncer da próstata. Um terço (perto de 64.000) farão prostatectomias e desses, um terço terão a “volta”do PSA, o fracasso bioquímico que demonstrará que não foram curados, muitos pouco depois, outros de cinco a dez anos depois da cirurgia. Depois disso, há um tempo relativamente curto quando a radiação ainda poderá curá-los; mesmo não curando, retardará o avanço do câncer. Se n ao forem tratados, em mais dez anos, esses pacientes desenvolverão metástases.

Mas há dúvidas e mais dúvidas. Steven Buskirk, da Mayo Clinic na Florida passou vinte anos estudando esses procedimentos e seus efeitos. Estudou pouco mais de trezentos pacientes durante cinco anos, na mediana, depois da radiação. Quatro deles tiveram efeitos colaterais consideráveis, um muito sério. Efeitos colaterais menos sérios foram constatados em outros 37 pacientes. Um dado importante é que a radioterapia evoluiu e os resultados de pesquisa feita hoje seriam superiores aos descritos. Não resta dúvida de que é um tratamento complementar eficiente e que só tem melhorado. FONTE: Mayo Clinic

 

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