Câncer de próstata sem medo

Gláucio Soares organiza um blog de um paciente para pacientes, familiares e amigos. Cartas comerciais promovendo vendas e propostas de tratamentos sem apresentar os dados das pesquisas que demonstram sua eficiência não serão publicadas.

Degarelix e PSA: novas notícias

Publicado por soares7 em Março 2, 2009

Uma das associações mais relevantes para o paciente de câncer se chama…ASCO, American Society of Clinical Oncology. Nesse momento ocorre o Simpósio da seção que mais interessa aos pacientes de câncer de próstata, a 2009 Genitourinary Cancers Symposium (ASCO-GU).

Um dos papers apresentados se chama Degarelix Versus Leuprolide Treatment in Patients With Advanced Prostate Cancer (Pca):
PSA Failures During a Randomized, Phase III Trial (CS21).
Compara Degarelix com Leuprolide, um tratamento padrão de cânceres avançados.
O protocolo usado com Degarelix começa com uma dose forte, de 240 mg, seguida de doses mensais de 80 mg. Foi comparado com um protocolo de leuprolide, com doses mensais de 7,5 mg. Um grupo recebeu Degarelix e outro grupo, com 201 pessoas, recebeu leuprolide. O grupo Degarelix se subdividiu em dois, um com 80 mg. mensais, com 207 pacientes, e outro com 160 mg., com 202 pacientes. Claramente, a companhia produtora também quiz calibrar a dose ótima. A pesquisa foi realizada em vários lugares e durou 12 meses. Os pacientes tinham 73 anos e 19 de PSA na média (variando entre 8,7 e 57,5).
O que buscavam os pesquisadores?
Primeiro, saber se realmente baixavam muito a produção de testosterona. Os três grupos passaram nesse teste, com redução de 95% ou mais.
Segundo, queriam saber quanto tempo cada protocolo segurou a barra até que o PSA voltasse a crescer – duas vezes em seguida de 50% ou mais e 5 ng/mL comparado com o valor mais baixo, chamado de nadir. Essa parte foi apresentada pelo Dr. Mark Gittelman. O fracasso foi na base do cálculo em cima da trajetória observada usando uma técnica chamada de Kaplan-Meier. Ele ocorreu em minoria de cada um dos três grupos: 8,9%, 14,2% e 14,1%. As condições anteriores ao tratamento pesaram muito e o fracasso foi mais comum entre pacientes com cânceres avançados e com PSA’s mais elevados.
Pacientes adiantados, com metástases e PSA’s acima de 20, responderam melhor ao Degarelix – no grupo com dose mensal mais baixa, 80 mg. A resposta foi um terço melhor nesse grupo. A vantagem do Degarelix era, sobretudo, no grupo de pacientes com câncer metastizado e PSA acima de 20.
Mais uma vantagem para o Degarelix. Já sabíamos que atuava rapidamente; agora sabemos que segura a barra durante mais tempo, sobretudo entre pacientes avançados. Não obstante, fica claro que não é “cura”, mas uma esticada rapida e eficiente na sobrevivência.
Fontes: Klotz L et al. BJU Int. 2008;102:1531-1538.

3 Respostas para “Degarelix e PSA: novas notícias”

  1. Jamille disse

    Olá, boa tarde!
    Meu avô esta com cancer de prostata e metastases nos ossos…ele tem 78 anos e esta com o femur fraturado, a cirugia do femur eh indicada? ainda n sei o tratamento q ele esta fazendo..mas o tratamento hormonal eh o mais indicado? espero resposta! desde ja, obrigada!

    Não sou médico e sim paciente do câncer da próstata. Talvez possas obter as informações que buscas fazendo uma busca (search) nos instrumentos de busca, particularmente o Google, o Google Scholar e o PubMed (todos grátis). Há maneiras de reduzir muito a dor e de reduzir os danos aos ossos. É importante que teu avô seja tratado por um urólogo/oncólogo, formado numa boa universidade, idealmente que leia Inglês e acompanhe o desenvolvimento do campo através de conferências, congressos e pela internet. Reze por ele. Ajuda!

  2. césar locks disse

    Olá
    Tenho 63 anos. Sistetamaticamente, 2 em 2 anos, venho sofrendo infecções urinárias/prostáticas com o PSA se elevando e muito, hegando a 32. Na medida que a infecão é curada, começa a ocorrer a baixa. Em um período de 6 meses, mais ou menos, o PSA diminui, para entre 4 e 6. Se fosse cancer o PSA recuaria deste modo?

    • soares7 disse

      César: reitero que não sou médico e sim paciente do câncer da próstata. Talvez possas obter as informações que buscas fazendo uma busca (search) nos instrumentos de busca, particularmente o Google, o Google Scholar e o PubMed (todos grátis). A co-variação entre o sobe-e-desce do PSA e as infecções sugere levá-las em consideração como causadoras. Sem tratamento primário ou hormonal essa variação é inusitada. Reze. Também ajuda!

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