Efeitos de tratamentos em pacientes com alto PSA
Publicado por soares7 em Agosto 14, 2008
Essa pesquisa avalia os resultados da prostatectomia com outros tratamentos em pacientes com um PSA alto (>/=50 ng/mL) no momento do diagnóstico. Não é um estudo grande, limitado a 236 pacientes que fizeram prostatectomia radical entre 1987 e 2004. O grupo foi dividido em dois, um com PSA entre 50 e 99 ng/mL e outro com pacientes com PSA mais elevado, >/=100 ng/mL. Tinham três marcadores, alvos a serem evitados: a “volta do PSA”, definida como um resultado acima de 0,4, avanço sistêmico da doença, indicado por metástase, e morte seja pelo câncer, seja pelo tratamento.
Dez anos depois da cirurgia, 43% do grupo com PSA mais baixo não tinham tido recorrência bioquímica (a volta do PSA), um resultado melhor do que os 36% dos que tinham um PSA mais alto. Aos mesmos dez anos, não havia indicadores de avanço sistêmico em 83% e 74% nos dois grupos, ou seja, a grande maioria não tinha indicação de que o câncer avançava, e a percentagem era mais alta entre os que tinham PSA mais baixo, como esperado. A mortalidade específica pelo câncer ou pelo tratamento era de 13%, dez anos depois da cirurgia (um em oito, aproximadamente).
A comparação com os resultados de outros estudos mostra que:
- A prostatectomia reduz a mortalidade específica devida ao câncer e/ou ao tratamento;
- O PSA faz diferença, mas que não é muito grande nesses níveis pré-operatórios: alto e muito alto;
- A recorrência bioquímica era comum, pouco acima da metade dos com PSA alto e pouco abaixo de dois terços dos com PSA muito alto;
- Dez anos depois, a grande maioria continuava viva;
- Dados de outras pesquisas mostram resultados semelhantes, mas também indicam que há um aumento da mortalidade especifica bem mais tarde, dez e quinze anos depois da cirurgia.
Esse trabalho está vinculado ao grupo austríaco, e foi escrito por Inman BA, Davies JD, Rangel LJ, Bergstralh EJ, Kwon ED, Blute ML, Karnes RJ e Leibovich BC.
Esta entrada foi publicada em Agosto 14, 2008 às 11:47 am e é arquivado em PSA, câncer, câncer de próstata, metástase, metástese, pesquisa sobre câncer de próstata. Tagged: câncer de próstata: dez anos depois da cirurgia, cirurgia do câncer de próstata e sobrevivência, o risco de morte por câncer de próstata, psa alto no diagnóstico e sobrevivência. Você pode seguir qualquer respostas para esta entrada através de RSS 2.0 feed. Você pode deixe uma resposta, ou trackback do seu próprio site.
Eduardo Cesar Elias de Amorim disse
Saudações.
Alguém tem notícia sobre tratamento pós operatório com a utilização de alimentos crús ao invés de cozidos ou assados para redução ou inibição dos processos sistêmicos da doença?
Tive contato com pesquisador que garante ser eficaz e apresenta casos onde uma dieta rica em gordura/proteína aliada a alto conteúdo de enzimas deram excelentes resultados.
Eduardo Cesar Elias de Amorim
carlos variani disse
Eu particularmente acredito na dieta, tem muita logica, basta informar-se com pessoas capacitadas e certificar-se da teoria. Vc tem a doença? eu tenho psa com 22 pode? vou fazer cintilografia e torcer. Valeu fique em contato grande abraço carlos
Alessandra disse
Uma pessoa que já teve cancêr de prostata, voltou a fazer o exame do PSA, ele tem 75 anos seu PSA livre deu 0,06ng/ml e o PSA total 0,66ng/ml e a elação entre os 2 é de 9%.Ele deve se preocupar ou não?
CLOVES FORTALEZA disse
BOA NOITE,EU TENHO 6O ANOS E FEZ O EXAME DE TOQUE RETAL NÃO DEU NADA, MEU PSA DEU 12 E ALTO ?
MUITO OBRIGADO!!!!!!!!!!
Há exames adicionais que podem ser feitos. Consulte um oncólogo/urólogo. Já é caso para alguém que se dedique ä área.