Câncer de próstata sem medo

Gláucio Soares organiza um blog de um paciente para pacientes, familiares e amigos. Cartas comerciais promovendo vendas e propostas de tratamentos sem apresentar os dados das pesquisas que demonstram sua eficiência não serão publicadas.

A estabilidade do PSA

Publicado por soares7 em Julho 1, 2008

Pesquisadores no Department of Urology, University of Texas Health Sciences Center at San Antonio, San Antonio, Texas analisaram mostras de sangue que continham o PSA e foram congeladas de 2001 até 2007. Eram sangue de homens brancos que tinham na média 63 anos. Eles não foram diagnosticados com câncer de próstata em 2007. Selecionaram aleatoriamente 47 desses exames, que cobriam ampla gama de valores de PSA, desde muito baixo 0,0 a 0,4 (10), 0,5 a 0,9 (10), 1,0 a 1,9 (10), 2.0 a 3.9 (11) e 4,0 a 10,0 ng/ml (6). Os números entre parenteses se referem a quantas pessoas havia em cada categoria. Aí usaram o mesmo teste em 2007. Queriam saber se os altos de 2001 eram os altos de 2007 etc. Eram. Usando o coefficiente de correlação de Spearman, viram que os mais altos em 2001 eram os mais altos em 2007. O PSA mediano aumentou, como se esperaria com o aumento da idade: era 1,20 ng/ml em 2001 e 1,30 em 2007. A correlação entre os valores de 2001 e de 2007 era muito alta (0,995), quase perfeita. Entendam que esse é um estudo comparativo entre pessoas. Os valores eram consistentemente mais altos (média de 0,08 ng/ml, a mais, p = 0.005). A estabilidade da relação entre pessoas sugere que as mudanças das diferentes pessoas obedecem a um padrão.

Referência: J Urol. 2008 Jun 10. Epub ahead of print.
doi:10.1016/j.juro.2008.04.021

PubMed Abstract
PMID:18550121

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