Câncer de próstata sem medo

Gláucio Soares organiza um blog de um paciente para pacientes, familiares e amigos. Cartas comerciais promovendo vendas e propostas de tratamentos sem apresentar os dados das pesquisas que demonstram sua eficiência não serão publicadas.

Mastectomia profilática em mulheres com mutações do gene BRCA reduz o risco de câncer de mama para menos de 1%

Publicado por soares7 em Abril 23, 2008

Recebi da Dra. Sonia Ferraz de Andrade esse importante poster

Pesquisadores holandeses revelaram no 6th European Breast Cancer Conference, em Berlim, na Alemanha, que mulheres com mutações do gene BRCA apresentam 85% de risco de desenvolver câncer de mama, mas uma mastectomia profilática reduz o risco para menos de 1%.

Dra. Reinie Kaas, do departamento cirúrgico do Netherlands Cancer Institute, em Amsterdam, relatou uma série de 251 mulheres que foram submetidas à mastectomia uni ou bilateral após uma ou mais reavaliações. O procedimento padrão foi a mastectomia com preservação de pele associada à reconstrução imediata com prótese. Cerca de 2/3 dessas mulheres apresentaram a mutação do gene BRCA1 (n=179) e o restante, a mutação do gene BRCA2 (n=72).

Somente uma das 251 portadoras (0,4%) desenvolveu câncer de mama, devido a uma ressecção incompleta, dois anos após a mastectomia profilática. Essa paciente estava livre da doença seis anos após tratamento.

Contudo, a decisão de retirar mamas sadias deve ser feita unicamente pela mulher, enfatiza Dra. Kaas, o serviço de saúde não deve pressioná-la. Aproximadamente 50% das mulheres que possuem a mutação do gene BRCA tomam essa decisão. A alternativa acontece no acompanhamento usual, que envolve auto-exame mensal da mama, exame clínico realizado por um médico duas vezes por ano e mamograma anual + ressonância magnética.

O custo desse rastreamento intensivo é substancial. Dra. Yvonne Kamm, médica oncologista do Radboud University Nijmegen Medical Center, afirma que parte dessa despesa se deve ao uso de imagens por ressonância magnética. “A ressonância magnética é por si só dispendiosa, mas útil porque detecta tumores pequenos que poderiam não ser detectados de outra maneira.

Em uma apresentação de pôster, Dra. Kamm e colaboradores mostraram os resultados de 196 mulheres com mutações do gene BRCA que foram diagnosticadas entre 1999 e 2005. Essas mulheres foram avaliadas por um período médio de dois anos e, no total, foram submetidas a 1.149 exames de mama (dos quais 2% era anormal), 494 mamogramas (9% anormal) e 436 imagens por ressonância magnética (14% anormal). Quando qualquer anormalidade era encontrada, novas investigações eram realizadas, o que levou a 32 exames de mama, 17 mamogramas, 64 imagens por ressonância, 114 exames por ultra-som e 48 biópsias.

Durante o período de seis anos, 13 cânceres foram encontrados, 11 dos quais eram invasivos e dois eram carcinomas ductais in situ. “O custo total para encontrar um câncer de mama foi alto — 13,168 euros”, declarou Dra. Kamm.

6ª Conferência Européia de Câncer de Mama (EBCC): Abstracts 18 e 109. Apresentado em 16 de abril de 2008

Deixe um comentário

XHTML: Você pode usar estas tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>