Melhores resultados da vacina contra câncer de próstata
Publicado por soares7 em Abril 22, 2008
Uma empresa, chamada Cell Genesys, anunciou os resultados de um teste clínico da sua vacina, GVAX. Vamos entender que a palavra vacina está sendo usada para significar, apenas, um medicamento que estimula o sistema imune dos pacientes.
Testaram 19 pacientes que tentaram prostatectomia, radiação, ou ambas, nas que o câncer (detectado e medido pelo PSA) voltou, mas que não haviam feito outro tratamento. O PSADT (tempo que o PSA leva para dobrar) aumentou muito, o que é bom, de 28,7 semanas (6,7 meses) para 57,1 semanas (13,3 meses). O PSADT dos pacientes que ingressaram no programa indica um câncer agressivo, que cresce rapidamente. Em 79% houve a formação de anticorpos associados ao câncer de próstata, especificamente células de tipo PC-3 ou LNCaP. Em oito pacientes (42%), o PSA não cresceu durante os seis meses do tratamento – o PSA demorou 9,7 meses a crescer na mediana – lembrar: metade menos, metade mais. Dois dos 19 pacientes morreram, segundo um comentarista, no prazo mediano do acompanhamento, que foi de seis anos. As reações colaterais mais comuns foram uma inflamação no lugar da injeção e sintomas parecidos com os de uma gripe.
Esses resultados foram apresentados ao Tumor Vaccine and Cell Therapy Working Group.
Em etapa anterior da pesquisa, 76% dos pacientes tiveram uma redução significativa na taxa de crescimento do PSA depois do tratamento com GVAX.
Há dois outros medicamentos da mesma empresa, VITAL-1 e VITAL-2, orientados para o câncer avançado, que já não responde ao tratamento hormonal. Em 2007, o teste do VITAL-1 já tinha 626 pacientes e um exame preliminar de seus resultados estimularam a empresa a ampliar o teste. Os testes estão sendo realizados em 100 centros de tratamento nos Estados Unidos e na Europa (esses centros não são da empresa, mas colaboram com a pesquisa. Usualmente, médicos e centros recomendam seus pacientes com cânceres muito adiantados que participem de testes de novos medicamentos)
Esses medicamentos não são curativos. Depois da metástase, a busca mais inteligente parece ser a de medicamentos que reduzem o avanço do câncer e protelam a morte. Em não poucos casos, essas ampliações são grandes e muitos pacientes, que usualmente são idosos, acabam morrendo de outra causa. A grande virtude desses tratamentos é que os efeitos colaterais são comparativamente pequenos e os resultados, até agora, promissores.
Esta entrada foi publicada em Abril 22, 2008 às 3:53 pm e é arquivado em PSA, PSADT, Valor do PSA, ajuda câncer de próstata, câncer, câncer de próstata, câncer de próstata e vacinas, metástase, metástese, pesquisa sobre câncer de próstata, tratamento hormonal, vacina, velocidade do PSA. Tagged: cânceres avançados e terminais, vacinas contra o câncer de próstata produzem resultad, Vacinas da Cell Genesys. Você pode seguir qualquer respostas para esta entrada através de RSS 2.0 feed. Você pode deixe uma resposta, ou trackback do seu próprio site.
Paulino de Oliveira disse
O Brasil inteiro assistiu a TV Globo, no Jornal Nacional, mostrar que “Cientistas americanos desenvolveram um tratamento que abriu novas perspectivas no combate ao câncer”, completando que “O método utiliza células do sangue do próprio paciente”. Segundo a notícia, “A nova técnica foi usada em um paciente com quadro grave da doença” e que “O câncer tinha se espalhado da pele para pulmões e virilha”. A técnica foi usada há dois anos e o câncer nunca mais voltou. O mais surpreendente, segundo a informação, é que “o paciente não recebeu qualquer tratamento complementar, como quimioterapia ou radioterapia”.
A descoberta científica mostrada quinta-feira, 19, é uma comprovação – com cerca sofisticação – de que a auto-hemoterapia funciona e pode ser a solução para muitos problemas de saúde. Trata-se de mais um fato que vem mostrar como o CFM e a ANIVSA estão na contra-mão da história, pois declaram proibida a auto-hemoterapia no Brasil, mesmo sem base legal para tanto, enquanto a ciência continua paulatinamente comprovando a sua eficácia.
A notícia mostrou que a equipe do Centro para Pesquisas do Câncer Fred Hutchinson, em Seattle, explicou ter usado células do sistema imunológico do paciente, um homem de 52 anos, para atacar a doença, que havia se espalhado da pele para pulmões e virilha. A experiência, relatada na publicação científica New England Journal of Medicine, partiu de estudos que indicam que as células do sistema imunológico podem ser eficazes no combate ao câncer.
Os cientistas colheram uma amostra de células brancas do sangue do paciente e separaram as células CD4+T, que foram preparadas para atacar uma substância química na superfície do tumor. Em seguida, os especialistas clonaram as células produzindo cinco bilhões delas e as injetaram no organismo do homem. Dois meses depois, ultrassonografias revelaram que os tumores haviam desaparecido e – dois anos mais tarde – que não haviam retornado.
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